{"id":185666,"date":"2018-07-18T09:44:54","date_gmt":"2018-07-18T12:44:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=185666"},"modified":"2018-07-18T09:44:54","modified_gmt":"2018-07-18T12:44:54","slug":"vacinacao-aumenta-no-mundo-mas-cai-no-brasil-ha-3-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/vacinacao-aumenta-no-mundo-mas-cai-no-brasil-ha-3-anos\/","title":{"rendered":"Vacina\u00e7\u00e3o aumenta no mundo, mas cai no Brasil h\u00e1 3 anos"},"content":{"rendered":"<p>O mundo registrou no ano passado um recorde de crian\u00e7as vacinadas \u2013 123 milh\u00f5es, de acordo com dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira, 17, pelo Unicef e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, \u2013 uma alta que ocorre tanto por aumento da popula\u00e7\u00e3o quanto de cobertura vacinal. O Brasil, por\u00e9m, caminha na contram\u00e3o desse movimento, com queda na porcentagem de crian\u00e7as vacinadas nos \u00faltimos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que t\u00eam chamado a aten\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds recentemente foram usados em sinal de alerta pelas organiza\u00e7\u00f5es. \u00c9 o caso da cobertura da vacina tr\u00edplice viral (contra sarampo, caxumba e rub\u00e9ola), que estava est\u00e1vel e pr\u00f3xima a 100% no Brasil at\u00e9 2014, mas baixou para 96,1% em 2015 e seguiu em queda, passando para 95,4%, em 2016, e apenas 85% no ano passado.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 o da p\u00f3lio, doen\u00e7a erradicada no Brasil, que teve uma queda de 95% de crian\u00e7as imunizadas em 2015 para 84,4% em 2016, chegando a apenas 78,5% em 2017.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve queda na cobertura da DTP, que protege contra difteria, t\u00e9tano e coqueluche. Estava acima de 90% at\u00e9 2015. Caiu para 89,5% em 2016 e 78,2% em 2017. Em todos os casos, considera-se uma prote\u00e7\u00e3o adequada quando a cobertura est\u00e1 em 95%. Abaixo disso, h\u00e1 risco de retorno das doen\u00e7as.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio informou, por meio de nota, que \u201ctem atuado fortemente na dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es junto \u00e0 sociedade alertando sobre os riscos de baixa coberturas\u201d. Disse tamb\u00e9m que a queda nas coberturas vacinais, principalmente em crian\u00e7as menores de cinco anos, acendeu uma luz vermelha no Pa\u00eds e que elas s\u00e3o a principal preocupa\u00e7\u00e3o da pasta neste momento.<\/p>\n<p>Cristina Albuquerque, chefe de sa\u00fade, HIV e desenvolvimento infantil do Unicef no Brasil, pondera que a melhora observada em n\u00edveis globais t\u00eam de ser analisada pelo prisma de que os n\u00edveis iniciais eram muito baixos. Por exemplo, a cobertura global contra sarampo e rub\u00e9ola cresceu de 35% em 2010 para 52% em 2017.<\/p>\n<p>\u201cClaro que ainda s\u00e3o valores muito baixos, mas \u00e9 um avan\u00e7o que nos enche de esperan\u00e7a de que o mundo est\u00e1 melhorando. Muitos pa\u00edses est\u00e3o diversificando seu calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o, colocando mais variedades de vacinas, mais doses\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, as coberturas globais contra p\u00f3lio e contra difteria, t\u00e9tano e coqueluche est\u00e3o est\u00e1veis em cerca de 85% nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tinha um ponto de partida bem diferente, muito mais \u00e0 frente. Tem uma tradi\u00e7\u00e3o gigante, conseguiu erradicar a p\u00f3lio. Sempre fez grandes campanhas. A contra a rub\u00e9ola, em 2008, por exemplo, foi a maior do mundo, com mais de 60 milh\u00f5es de pessoas imunizadas\u201d, lembra Cristina.<\/p>\n<p>\u201cMas agora as coisas mudaram. Se em 2013, por exemplo, o Pa\u00eds estava quase todo com cobertura adequada, hoje temos somente dois Estados que podem ser considerados assim: Rond\u00f4nia e Cear\u00e1. \u00c9 uma coisa extremamente preocupante porque a p\u00f3lio n\u00e3o est\u00e1 erradicada no mundo, ent\u00e3o pode voltar\u201d, alerta a pesquisadora.<\/p>\n<p><strong>Sucesso &#8211;\u00a0<\/strong>Para o minist\u00e9rio, um dos motivos da queda nas coberturas \u00e9 o pr\u00f3prio sucesso das campanhas de imuniza\u00e7\u00e3o, o que pode ter gerado uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 preciso mais se vacinar. Cristina e o presidente do Departamento Cient\u00edfico de Imuniza\u00e7\u00f5es da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, concordam. \u201cAs doen\u00e7as desaparecem com o uso das vacinas, o que faz com que se perca a percep\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Kfouri lembra que o r\u00e1pido crescimento dos casos de sarampo no Brasil, ap\u00f3s um per\u00edodo de erradica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, mostra a import\u00e2ncia de a popula\u00e7\u00e3o manter a situa\u00e7\u00e3o vacinal atualizada. \u201cHoje, o risco \u00e9 fato e j\u00e1 temos o sarampo de volta. T\u00ednhamos recebido o certificado de fim da circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Onde a doen\u00e7a encontra suscet\u00edveis, \u00e9 transmitida com facilidade. O que estamos vendo com o sarampo nada mais \u00e9 do que a constata\u00e7\u00e3o das nossas baixas coberturas e isso pode acontecer com difteria e p\u00f3lio.\u201d<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade disse que os recursos para vacina\u00e7\u00e3o passaram de R$ 761,1 milh\u00f5es, em 2010, para R$ 4,5 bilh\u00f5es em 2017. Para 2018, a previs\u00e3o \u00e9 de R$ 4,7 bilh\u00f5es. Afirmou tamb\u00e9m que aumentou em 60% o valor do recurso de campanha campanhas publicit\u00e1rias de vacina\u00e7\u00e3o, passando de R$ 33,6 milh\u00f5es, em 2015, para R$ 53,6 milh\u00f5es em 2017. At\u00e9 junho, foram investidos R$ 31,9 milh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo registrou no ano passado um recorde de crian\u00e7as vacinadas \u2013 123 milh\u00f5es, de acordo com dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira, 17, pelo Unicef e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, \u2013 uma alta que ocorre tanto por aumento da popula\u00e7\u00e3o quanto de cobertura vacinal. 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