{"id":186192,"date":"2018-07-23T13:40:30","date_gmt":"2018-07-23T16:40:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=186192"},"modified":"2018-07-23T18:24:34","modified_gmt":"2018-07-23T21:24:34","slug":"ano-nem-acabou-e-exercito-ja-se-prepara-para-deixar-o-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ano-nem-acabou-e-exercito-ja-se-prepara-para-deixar-o-rio\/","title":{"rendered":"Ano nem acabou e Ex\u00e9rcito j\u00e1 se prepara para deixar o Rio"},"content":{"rendered":"<p>A interven\u00e7\u00e3o federal na Seguran\u00e7a P\u00fablica do Rio deve ir at\u00e9 31 de dezembro, mas os militares j\u00e1 planejam a transi\u00e7\u00e3o. As propostas v\u00e3o de readapta\u00e7\u00e3o das Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPPs) e altera\u00e7\u00e3o das rotinas policiais, at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um Plano Integrado de Seguran\u00e7a Tur\u00edstica. Os generais respons\u00e1veis pela \u00e1rea destacam ainda que usaram o m\u00ednimo de recursos dispon\u00edveis &#8211; R$ 2,5 milh\u00f5es. E s\u00f3 agora come\u00e7ar\u00e3o a usar o R$ 1,2 bilh\u00e3o da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Bras\u00edlia, para apresentar um balan\u00e7o dos primeiros cinco meses da miss\u00e3o definida pelo presidente Michel Temer, o general Walter Braga Netto (interventor) defendeu a suspens\u00e3o da medida no fim do ano, mas em entrevista avisou que \u00e9 preciso &#8220;dar continuidade ao trabalho&#8221; e &#8220;n\u00e3o deixar voltar&#8221; as antigas indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para cargos t\u00e9cnicos nas pol\u00edcias.<\/p>\n<p>&#8220;Os cargos t\u00eam de ser ocupados apenas por meritocracia, que \u00e9 o que fazemos hoje&#8221;, afirmou. O general e o secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Rio, general Richard Nunes, est\u00e3o concluindo agora um Plano de Transi\u00e7\u00e3o da Interven\u00e7\u00e3o Federal, que ser\u00e1 entregue ao sucessor do atual governador do Rio, Luiz Fernando Pez\u00e3o (MDB).<\/p>\n<p><strong>Turismo<\/strong> &#8211; Tamb\u00e9m est\u00e1 em prepara\u00e7\u00e3o um Plano Integrado de Seguran\u00e7a Tur\u00edstica, juntamente com o setor hoteleiro e de eventos. O general Richard explicou que o enfoque n\u00e3o ser\u00e1 s\u00f3 na capital, mas tamb\u00e9m na Regi\u00e3o dos Lagos (Angra, B\u00fazios e Cabo Frio). O intuito \u00e9 refor\u00e7ar a seguran\u00e7a nas \u00e1reas onde os turistas se concentram, como terminais e corredores de transportes, regi\u00f5es hoteleiras e proximidades de locais onde ocorrem os eventos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se buscar\u00e1 reformular o atendimento e capacitar os policiais que trabalham no Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar de Turismo e na Delegacia de Atendimento ao Turismo, al\u00e9m de usar parcerias com secretarias sociais. Nunes disse que, com o apoio da seguran\u00e7a, o turismo pode ser uma das alavancas de retomada econ\u00f4mica. O programa ter\u00e1 como lema &#8220;Juntos por um Rio mais positivo.&#8221;<\/p>\n<p>Em maio, um manifesto liderado pelos empres\u00e1rios Roberto Medina, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Oliveira Sobrinho (Boni) e Paulo Prot\u00e1sio cobrava de Temer aten\u00e7\u00e3o aos efeitos da viol\u00eancia no turismo estadual, sobretudo quanto \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de turistas. Foi quando o presidente solicitou que o grupo encarregado da elabora\u00e7\u00e3o do plano de seguran\u00e7a ouvisse o setor. O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, e o da Riotur, Marcelo Alves, prometeram \u00e0 \u00e9poca dar o apoio necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Reorganiza\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Cobrado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es de criminalidade (mais informa\u00e7\u00f5es nesta p\u00e1gina), Braga Netto frisou que os primeiros meses da interven\u00e7\u00e3o foram dedicados &#8220;\u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias, devolu\u00e7\u00e3o de moral \u00e0 tropa e recomposi\u00e7\u00e3o de estoques de armamentos e equipamentos&#8221;, mesmo sem o R$ 1,2 bilh\u00e3o repassado pelo governo federal, que agora come\u00e7ar\u00e1 a ser usado.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, segundo ele, foram investidos R$ 2,535 milh\u00f5es, de recursos or\u00e7ament\u00e1rios das For\u00e7as Armadas, para desencadear os primeiros trabalhos. Est\u00e3o inclu\u00eddos a\u00ed gastos com a recupera\u00e7\u00e3o de 6 blindados, de 776 carros das pol\u00edcias, al\u00e9m de aquisi\u00e7\u00f5es de armamento, fornecimento de muni\u00e7\u00e3o e insumos para funcionamento das secretarias do Gabinete de Interven\u00e7\u00e3o Federal Outros R$ 2,1 milh\u00f5es das For\u00e7as ser\u00e3o empregados para contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje o policial j\u00e1 tem outro \u00e2nimo para o trabalho e vemos resultados muito positivos disso&#8221;, disse o general Richard. &#8220;Nos primeiros meses, foi s\u00f3 motiva\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o. Imagina agora que o dinheiro chegou.&#8221; Os generais contaram tamb\u00e9m que tiveram de &#8220;come\u00e7ar do zero&#8221;, uma vez que os policiais n\u00e3o tinham nem sequer coletes \u00e0 prova de bala, muni\u00e7\u00f5es, armamentos &#8211; e at\u00e9 fardamentos.<\/p>\n<p>&#8220;Cada policial podia levar as fardas para serem feitas em alfaiates diferentes. N\u00e3o tinha padroniza\u00e7\u00e3o. E muito provavelmente bandidos se aproveitavam dessa brecha (para fazer roupas similares)&#8221;, dizem os generais. Agora, 40 mil cabos e soldados ter\u00e3o fardamento padronizado e mais 18 mil coletes foram encomendados &#8211; ao custo de R$ 500 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica<\/strong> &#8211; Se concretizada, a decis\u00e3o de encerrar a interven\u00e7\u00e3o federal no Rio no fim deste ano, como inicialmente previsto, ser\u00e1 acertada, na avalia\u00e7\u00e3o de dois especialistas em seguran\u00e7a p\u00fablica ouvidos pela reportagem. Eles criticam, por\u00e9m, o an\u00fancio de um plano espec\u00edfico para o setor tur\u00edstico, que acabaria focando em regi\u00f5es onde os \u00edndices de criminalidade hoje j\u00e1 s\u00e3o menores.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o faz sentido prorrogar uma coisa que sequer deveria ter sido feita. Os problemas t\u00eam mais a ver com intelig\u00eancia de investiga\u00e7\u00e3o, falta de recursos&#8221;, diz o soci\u00f3logo Ign\u00e1cio Cano, coordenador do Laborat\u00f3rio da An\u00e1lise da Viol\u00eancia da Universidade do Estado (Uerj).<\/p>\n<p>Para Robson Rodrigues, ex-coordenador das Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPPs), produzir um plano integrado ao setor hoteleiro remete a estrat\u00e9gias empregadas por outras interven\u00e7\u00f5es militares pontuais no Rio, que resultaram em uma abordagem &#8220;um pouco elitista&#8221; do problema. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o ca\u00f3tica que temos v\u00e1rias prioridades. Estamos perdendo vidas. Um plano para o problema das mil\u00edcias na regi\u00e3o metropolitana, um para a letalidade homicida, um para letalidade policial e um para a corrup\u00e7\u00e3o policial, a\u00ed tudo bem.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A interven\u00e7\u00e3o federal na Seguran\u00e7a P\u00fablica do Rio deve ir at\u00e9 31 de dezembro, mas os militares j\u00e1 planejam a transi\u00e7\u00e3o. As propostas v\u00e3o de readapta\u00e7\u00e3o das Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora (UPPs) e altera\u00e7\u00e3o das rotinas policiais, at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um Plano Integrado de Seguran\u00e7a Tur\u00edstica. 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