{"id":186862,"date":"2018-07-31T07:51:44","date_gmt":"2018-07-31T10:51:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=186862"},"modified":"2018-07-31T07:51:44","modified_gmt":"2018-07-31T10:51:44","slug":"futebol-do-oriente-medio-e-o-novo-terror-dos-clubes-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/futebol-do-oriente-medio-e-o-novo-terror-dos-clubes-brasileiros\/","title":{"rendered":"Futebol do Oriente M\u00e9dio \u00e9 o novo terror dos clubes brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>O grande terror dos clubes brasileiros durante as \u00faltimas semanas da janela de transfer\u00eancia n\u00e3o foi o dinheiro chin\u00eas, o poderio dos tradicionais times europeus ou a procura dos japoneses. O antigo fantasma do Oriente M\u00e9dio voltou a bater \u00e0 porta das diretorias em busca de refor\u00e7os. Levou v\u00e1rios atletas e ainda pode levar mais. O futebol nas areias do Oriente M\u00e9dio parece ser o destino de alguns bons jogadores do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Equipes da Ar\u00e1bia Saudita e um novo clube do Egito foram os principais respons\u00e1veis pela debandada de brasileiros. Os times chegaram sem economizar nas contrata\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s temporadas com investimentos t\u00edmidos, sauditas e eg\u00edpcios voltaram a colocar a m\u00e3o no bolso. Querem formar equipes fortes e bandeiras competitivas.<\/p>\n<p>Na Ar\u00e1bia Saudita, o investimento \u00e9 distribu\u00eddo. O governo ajuda os clubes a quitar suas d\u00edvidas e, assim, ter refor\u00e7os. Tanto que o Al-Wehda, que levou o t\u00e9cnico F\u00e1bio Carille, do Corinthians, \u00e9 um clube mediano, da segunda divis\u00e3o em 2017.<\/p>\n<p>Para recuperar a credibilidade do pa\u00eds no esporte, mudan\u00e7as estruturais ocorreram, acarretando a pris\u00e3o de alguns pol\u00edticos corruptos e a mudan\u00e7a de postura dos dirigentes.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Egito o investimento pesado veio de apenas um clube, o Pyramids. O curioso \u00e9 que o dono do time eg\u00edpcio \u00e9 Turki bin Abdulmohsen Al-Sheikh, que tamb\u00e9m dita as regras no futebol da confedera\u00e7\u00e3o saudita.<\/p>\n<p>O investimento coincide com um momento de revitaliza\u00e7\u00e3o do futebol eg\u00edpcio. Em fevereiro de 2012,74 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas durante conflito de torcidas em jogo do Al Ahly e Al Masry. Na sequ\u00eancia, em 2015, um conflito entre policiais e torcedores do Zamalek terminou com 20 mortos. Os epis\u00f3dios fizeram as autoridades a restringir a presen\u00e7a de p\u00fablico nos est\u00e1dios, regra agora afrouxada.<\/p>\n<p><strong>Ministro investe para Ar\u00e1bia Saudita se tornar refer\u00eancia &#8211;\u00a0<\/strong>\u201cA Ar\u00e1bia Saudita \u00e9 a nova China\u201d. A declara\u00e7\u00e3o dada pelo presidente do Corinthians, Andr\u00e9s Sanchez, ap\u00f3s perder F\u00e1bio Carille e parte da comiss\u00e3o t\u00e9cnica para o Al Wehda, acaba sendo, em parte, uma grande verdade.<\/p>\n<p>Os sauditas voltaram a investir pesado no futebol e desta vez querem se tornar refer\u00eancia. Para isso, alimentam planos ambiciosos. A ordem \u00e9 investir em atletas estrangeiros bons de bola e fazer com que o Campeonato Saudita se torne um dos mais importantes da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A Ar\u00e1bia voltou a ver futebol com mais interesse desde o ano passado, quando o pr\u00edncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, passou a atuar de forma mais direta na transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social do pa\u00eds. O ministro Turki bin Abdulmohsen Al-Sheikh assumiu o comando do futebol saudita e todas as contrata\u00e7\u00f5es de estrangeiros passam por sua aprova\u00e7\u00e3o. Foi assim com Carille, Petros, Valdivia, Anselmo e alguns outros.<\/p>\n<p>O poder de Al-Sheikh, que tem o cargo de Presidente da Autoridade Esportiva Geral e do Comit\u00ea Ol\u00edmpico da Ar\u00e1bia Saudita, \u00e9 t\u00e3o grande que ele gosta de assistir pessoalmente aos jogos da sele\u00e7\u00e3o saudita. E quando v\u00ea um atleta do rival que o interessa, age nos bastidores para tentar sua contrata\u00e7\u00e3o para o futebol do pa\u00eds. Ele tamb\u00e9m deu aval para que agentes rodassem o mundo atr\u00e1s de op\u00e7\u00f5es de qualidade que possam ser trazidas.<\/p>\n<p>A meta \u00e9 quitar todas as d\u00edvidas dos clubes e, assim, fazer com que o futebol saudita volte a ser uma refer\u00eancia no Oriente M\u00e9dio. Alguns times chegaram a ser suspensos de torneios internacionais por atraso de sal\u00e1rios e do n\u00e3o pagamento de atletas a outras agremia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A culpa pela inadimpl\u00eancia \u00e9 do petr\u00f3leo. A Ar\u00e1bia sempre foi dependente do produto de origem mineral, que possui varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o grande. Assim, era comum ver times contratando por valores exorbitantes e pouco depois n\u00e3o honrando o combinado, justamente por causa da desvaloriza\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo. Hoje, as transa\u00e7\u00f5es s\u00e3o bastante altas, mas dentro do or\u00e7amento dos clubes.<\/p>\n<p>Outro motivo que incentiva o investimento no futebol local \u00e9 a ideia de fortalecer o torneio mostrando-se ao mundo e, quem sabe l\u00e1 na frente, tamb\u00e9m receber uma Copa do Mundo, como far\u00e1 o vizinho Catar em 2022.<\/p>\n<p><strong>Time de Keno e Rodriguinho \u00e9 o novo rico africano &#8211;\u00a0<\/strong>O Egito voltou a ficar em alta no futebol internacional neste ano n\u00e3o s\u00f3 pela grande fase de Mohamed Salah, do Liverpool, ou pela participa\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o na Copa do Mundo da R\u00fassia. Um exc\u00eantrico milion\u00e1rio saudita tratou de colocar o futebol do pa\u00eds em evid\u00eancia no mercado de transfer\u00eancias ao investir mais de R$ 135 milh\u00f5es em 22 contrata\u00e7\u00f5es, cinco delas de jogadores brasileiros e mais o t\u00e9cnico Alberto Valentim, que estava no comando do Botafogo.<\/p>\n<p>O Pyramids \u00e9 o novo rico do futebol das areias. O clube foi comprado h\u00e1 poucos meses pelo xeque Turki Al-Sheikh, presidente do Comit\u00ea Ol\u00edmpico da Ar\u00e1bia Saudita e primo do pr\u00edncipe do pa\u00eds. O milion\u00e1rio chegou recentemente ao futebol eg\u00edpcio, quando ainda era presidente de honra do time local mais vitorioso, o Al Ahly, para depois investir em outra equipe. Turki se irritou com a diretoria por considerar que merecia ser tratado com mais honrarias, com a chance de posar para fotos e receber mensagens de agradecimento de jogadores contratados. O clube octocampe\u00e3o continental n\u00e3o quis ceder aos seus caprichos e causou a ira no saudita. A decis\u00e3o dele foi romper rela\u00e7\u00e3o e comprar um coadjuvante time local, o Al Assiouty, para transform\u00e1-lo em uma pot\u00eancia do n\u00edvel do agora desafeto Al Ahly. Quem ganhou com isso foi o futebol eg\u00edpcio, mais atrativo agora.<\/p>\n<p>O xeque trocou o nome da nova equipe e n\u00e3o tem economizado nas contrata\u00e7\u00f5es. S\u00e3o propostas irrecus\u00e1veis, que beiram os milh\u00f5es de reais. Trouxe para ser treinador Alberto Valentim, tamb\u00e9m com passagem pelo Palmeiras, e investiu em brasileiros como Keno (Palmeiras), Rodriguinho (Corinthians), Ribamar (Atl\u00e9tico-PR), Carlos Eduardo (Goi\u00e1s) e Arhur Caike (Chapecoense).<\/p>\n<p>O exagero foi tanto que o clube excedeu a cota de estrangeiros e j\u00e1 repassou Arthur.<\/p>\n<p>O Pyramids oferece atrativos enormes. Carro e casa de luxo, tradutor e sal\u00e1rios gordos. O dono saudita disse aos brasileiros e aos quatro jogadores da sele\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia trazidos nesta janela que quer mostrar aos rivais do Al Ahly que tem potencial para liderar um time vencedor.<\/p>\n<p>A imprensa calcula que o elenco passou a valer cerca de R$ 260 milh\u00f5es. Grande parte das contrata\u00e7\u00f5es veio do Zamalek. O time recebeu aproximadamente R$ 70 milh\u00f5es com as negocia\u00e7\u00f5es e chegou a vender atletas por valores cinco vezes acima do esperado. Para os brasileiros, o montante investido passou de R$ 100 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>CONTRATA\u00c7\u00d5ES<\/strong><br \/>\n<strong>AR\u00c1BIA SAUDITA:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>F\u00e1bio Carille (Corinthians)<\/li>\n<li>Petros, Vald\u00edvia e Marcos Guilherme (S\u00e3o Paulo)<\/li>\n<li>Otero e Yago (Atl\u00e9tico-MG)<\/li>\n<li>Jonas (Flamengo)<\/li>\n<li>Apodi (Chapecoense)<\/li>\n<li>Carletto (Atl\u00e9tico-PR)<\/li>\n<li>Anselmo (Sport)<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>EGITO:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Keno (Palmeiras)<\/li>\n<li>Rodriguinho (Corinthians)<\/li>\n<li>Ribamar (Atl\u00e9tico-PR)<\/li>\n<li>Arthur Caike (Chapecoense)<\/li>\n<li>Carlos Eduardo (Goi\u00e1s)<\/li>\n<li>Alberto Valentim (Botafogo)<\/li>\n<li>Ali Gabr (Zamalek)<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grande terror dos clubes brasileiros durante as \u00faltimas semanas da janela de transfer\u00eancia n\u00e3o foi o dinheiro chin\u00eas, o poderio dos tradicionais times europeus ou a procura dos japoneses. 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