{"id":186976,"date":"2018-08-01T13:24:51","date_gmt":"2018-08-01T16:24:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=186976"},"modified":"2018-08-01T13:24:51","modified_gmt":"2018-08-01T16:24:51","slug":"corrida-pela-cura-do-alzheimer-em-tratamentos-experimentais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/corrida-pela-cura-do-alzheimer-em-tratamentos-experimentais\/","title":{"rendered":"Corrida pela cura do Alzheimer em tratamentos experimentais"},"content":{"rendered":"<p>A tarefa que a gigante farmac\u00eautica Eli Lilly se prop\u00f4s a cumprir parece relativamente simples: encontrar 375 pessoas com mal de Alzheimer ainda no est\u00e1gio inicial para participarem de um ousado tratamento experimental para retardar ou deter a perda de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>H\u00e1 44 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo afetadas pelo Alzheimer &#8211; entre elas 5,5 milh\u00f5es de americanos. Seria de se pensar que n\u00e3o haveria dificuldade em encontrar interessados em participar de tratamentos experimentais como este.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 assim. E o problema traz imensas implica\u00e7\u00f5es para o tratamento de uma doen\u00e7a que aterroriza os mais velhos e traz muito desgaste para as fam\u00edlias.<\/p>\n<p>A Global Alzheimer\u2019s Platform Foundation, que est\u00e1 ajudando a recrutar participantes para o teste da Lilly, calcula que ser\u00e1 necess\u00e1rio informar de 15 mil a 18 mil pessoas da faixa et\u00e1ria correta a respeito do tratamento para ent\u00e3o come\u00e7ar o trabalho.<\/p>\n<p>Dessas pessoas, quase 2 mil precisam passar pela triagem inicial, sendo selecionadas para mais testes caso sejam aprovadas.<\/p>\n<p>Apenas 20% delas se enquadrar\u00e3o nos crit\u00e9rios necess\u00e1rios para a participa\u00e7\u00e3o no tratamento experimental da Lilly: idade entre 60 e 89 anos, ao menos seis meses de epis\u00f3dios de perda de mem\u00f3ria leve e progressiva, e apresentar dois tipos de exames cerebrais mostrando que o mal de Alzheimer est\u00e1 se desenvolvendo.<\/p>\n<p>Mas uma propor\u00e7\u00e3o de reprovados de 80% nos tratamentos experimentais contra o Alzheimer \u00e9 comum, disse John Dwyer, presidente da funda\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 maneira eficiente de diagnosticar a doen\u00e7a rapidamente.<\/p>\n<p>O oneroso processo de identificar apenas 375 pacientes mostra que encontrar pacientes dispostos a testar novos tratamentos contra o Alzheimer est\u00e1 se tornando um obst\u00e1culo insuper\u00e1vel.<\/p>\n<p>Com exames cerebrais, testes de laborat\u00f3rio e de mem\u00f3ria, o custo do diagn\u00f3stico em si j\u00e1 impressiona &#8211; pode chegar a US$ 100 mil para cada pessoa inscrita num teste cl\u00ednico, disse Dwyer &#8211; antes mesmo do in\u00edcio do tratamento experimental.<\/p>\n<p>Para complicar o problema, o n\u00famero de experimentos com novos tratamentos aumentou muito nos anos mais recentes. H\u00e1 mais de 100 estudos envolvendo o mal de Alzheimer, buscando um total de 25 mil participantes, disse Dwyer.<\/p>\n<p>\u201cA ironia \u00e9 que, do ponto de vista cient\u00edfico, tudo isso \u00e9 muito promissor&#8221;, disse Dwyer. \u201cQuantos rem\u00e9dios promissores acabar\u00e3o abandonados ou ter\u00e3o seu desenvolvimento consideravelmente atrasado?\u201d<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, os tratamentos experimentais t\u00eam produzido caros fracassos. Os pesquisadores t\u00eam se concentrado principalmente na prote\u00edna beta amiloide, que come\u00e7a a se acumular no c\u00e9rebro dos pacientes anos antes de sua mem\u00f3ria come\u00e7ar a falhar. Faz mais de uma d\u00e9cada que as empresas tentam usar rem\u00e9dios antiamiloides para retardar ou deter o desenvolvimento da doen\u00e7a, gastando bilh\u00f5es de d\u00f3lares em experimentos.<\/p>\n<p>Um novo estudo de rem\u00e9dio antiamiloide desenvolvido pela japonesa Eisai e a americana Biogen traz esperan\u00e7a, mas os resultados n\u00e3o s\u00e3o consistentes e ainda precisam ser confirmados.<\/p>\n<p>A Lilly estuda uma combina\u00e7\u00e3o de dois medicamentos. Entre os pacientes est\u00e1 Vicki Staehr, 72 anos, que vive em Orlando, Fl\u00f3rida, com o filho e a nora. \u201cN\u00e3o consigo me lembrar de nada que tenha acontecido h\u00e1 mais de alguns segundos&#8221;, disse ela.<\/p>\n<p>A av\u00f3 e a bisav\u00f3 dela tiveram dem\u00eancia, disse. H\u00e1 cerca de um ano, ela percebeu que a mem\u00f3ria come\u00e7ava a falhar. Foi assustador, disse Vicki. Quando o neurologista dela sugeriu que se candidatasse a participante do estudo da Lilly, ela ficou surpresa e intrigada.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenho certeza se isso pode me ajudar&#8221;, disse Vicki. \u201cMas, talvez, possa ajudar outras pessoas. Quem j\u00e1 acompanhou um caso de dem\u00eancia sabe como \u00e9 terr\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tarefa que a gigante farmac\u00eautica Eli Lilly se prop\u00f4s a cumprir parece relativamente simples: encontrar 375 pessoas com mal de Alzheimer ainda no est\u00e1gio inicial para participarem de um ousado tratamento experimental para retardar ou deter a perda de mem\u00f3ria. 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