{"id":187527,"date":"2018-08-07T12:01:03","date_gmt":"2018-08-07T15:01:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=187527"},"modified":"2018-08-07T15:45:30","modified_gmt":"2018-08-07T18:45:30","slug":"apesar-da-crise-todo-mundo-quer-ficar-ate-rollemberg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/apesar-da-crise-todo-mundo-quer-ficar-ate-rollemberg\/","title":{"rendered":"Apesar da crise, todo mundo quer ficar. At\u00e9 Rollemberg"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo sem conseguir equacionar a crise que marca as finan\u00e7as estaduais e no Distrito Federal, com queda de arrecada\u00e7\u00e3o e aumento de despesas com itens como a folha de pagamento de servidores p\u00fablicos, a maioria dos governadores vai disputar a reelei\u00e7\u00e3o neste ano. Nos 26 Estados e em Bras\u00edlia, 16 governadores v\u00e3o tentar um novo mandato &#8211; o maior n\u00famero desde o pleito de 2006, quando 17 apostaram na reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em um per\u00edodo de tr\u00eas anos, as contas dos Estados sa\u00edram de um resultado positivo de R$ 16 bilh\u00f5es para um d\u00e9ficit de R$ 60 bilh\u00f5es no fim de 2017. Al\u00e9m de gastos em alta, os governadores que sa\u00edrem com vit\u00f3ria das urnas em outubro ter\u00e3o de herdar tamb\u00e9m os efeitos de uma das piores recess\u00f5es da hist\u00f3ria recente do Pa\u00eds, que custou aos Estados R$ 278 bilh\u00f5es entre 2015 e 2017.<\/p>\n<p>Diante de n\u00fameros t\u00e3o negativos, que poderiam afetar a prefer\u00eancia dos eleitores, a explica\u00e7\u00e3o dada por analistas \u00e9 de que existe uma desvincula\u00e7\u00e3o dos Executivos estaduais do cotidiano da popula\u00e7\u00e3o, acostumada a culpar mais as gest\u00f5es municipais e federal pelos problemas na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e na administra\u00e7\u00e3o do caixa p\u00fablico. &#8220;Os governos estaduais s\u00e3o essencialmente prestadores de servi\u00e7o e administradores de parte da infraestrutura do Estado&#8221;, disse o cientista pol\u00edtico Fernando Sch\u00fcler, do Insper.<\/p>\n<p>&#8220;Isso faz com que o \u00edndice de reelei\u00e7\u00e3o dos governos seja favor\u00e1vel&#8221;, afirmou Sch\u00fcler. Segundo ele, o fato de os Estados n\u00e3o serem respons\u00e1veis por formular pol\u00edticas econ\u00f4micas, quest\u00f5es como o desemprego acabam n\u00e3o sendo vinculadas aos governadores. &#8220;Mesmo com um presidente mal avaliado, o governador pode oferecer ret\u00f3rica positiva que o afaste da crise &#8221;<\/p>\n<p>A deteriora\u00e7\u00e3o das contas atinge a maioria das administra\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 mais n\u00edtida em Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte &#8211; onde desde 2015 falta dinheiro para pagar em dia os sal\u00e1rios de quase 100 mil trabalhadores com v\u00ednculos com o Executivo local e o d\u00e9cimo terceiro de 2017 ainda n\u00e3o foi depositado para quem ganha acima de R$ 4 mil. Como alternativa, o governador Robinson Faria tem recorrido ao Fundo Financeiro do Instituto de Previd\u00eancia dos Servidores Estaduais. Desde que assumiu o cargo, em 2015, ele j\u00e1 sacou R$ 1 bilh\u00e3o desse fundo.<\/p>\n<p>Filiado ao PSD, Faria \u00e9 um dos atuais governadores que vai se lan\u00e7ar \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, desta vez embalado por uma coliga\u00e7\u00e3o de 12 partidos, entre eles, o PSDB, PRB, PTB e PR. Procurado, o governador n\u00e3o falou sobre a situa\u00e7\u00e3o do Estado at\u00e9 a conclus\u00e3o desta edi\u00e7\u00e3o. Mas, durante a conven\u00e7\u00e3o que confirmou seu nome ao governo potiguar, disse que o enfrentamento da crise o impediu de entregar as obras prometidas.<\/p>\n<p>O fato de os governadores n\u00e3o serem identificados com as crises, na avalia\u00e7\u00e3o de Sch\u00fcler, ajuda partidos nacionalmente afetados pela recess\u00e3o, como \u00e9 o caso do PT. &#8220;Apesar de todas as quest\u00f5es do PT, seus governadores v\u00e3o bem nas pesquisas, mesmo que nacionalmente o partido tenha recuado&#8221;, afirmou ele. \u00c9 o caso do governador da Bahia, Rui Costa (PT), que tentar\u00e1 mais quatro anos. &#8220;N\u00e3o posso comentar a decis\u00e3o dos outros 15 governadores, mas tenho a convic\u00e7\u00e3o de que tomei a decis\u00e3o acertada. Atendi \u00e0 vontade de um grande grupo pol\u00edtico e da maioria dos baianos, que tem avaliado positivamente minha gest\u00e3o&#8221;, afirmou ele.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00f4nico<\/strong> &#8211; Exce\u00e7\u00e3o nesse panorama, segundo Sch\u00fcler, \u00e9 o Rio Grande do Sul, que desde 1998 nunca reelegeu um governador. &#8220;L\u00e1 o d\u00e9ficit fiscal \u00e9 um problema cr\u00f4nico. Trata-se de um Estado que presta mal os servi\u00e7os, onde \u00e9 dif\u00edcil governar e fazer reformas. Sartori tentou fazer algumas, mas n\u00e3o teve sucesso.&#8221; Falando em continuidade e de &#8220;n\u00e3o fugir da raia&#8221;, o governador ga\u00facho Jos\u00e9 Ivo Sartori (MDB) tamb\u00e9m oficializou a sua candidatura \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Fui chamado a concorrer \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o para dar continuidade aos projetos de moderniza\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o e controle da m\u00e1quina p\u00fablica&#8221;, disse ele ao Estado. No primeiro semestre de 2018, mesmo com a \u00eanfase ao ajuste fiscal, o rombo mais do que dobrou em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2017. A previs\u00e3o \u00e9 que o novo governador tome posse com um buraco avaliado em R$ 4 bilh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo sem conseguir equacionar a crise que marca as finan\u00e7as estaduais e no Distrito Federal, com queda de arrecada\u00e7\u00e3o e aumento de despesas com itens como a folha de pagamento de servidores p\u00fablicos, a maioria dos governadores vai disputar a reelei\u00e7\u00e3o neste ano. 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