{"id":187863,"date":"2018-08-09T12:02:28","date_gmt":"2018-08-09T15:02:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=187863"},"modified":"2018-08-09T12:02:28","modified_gmt":"2018-08-09T15:02:28","slug":"sete-pessoas-sao-mortas-por-hora-no-brasil-aponta-forum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/sete-pessoas-sao-mortas-por-hora-no-brasil-aponta-forum\/","title":{"rendered":"Sete pessoas s\u00e3o mortas por hora no Brasil, aponta f\u00f3rum"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil bateu em 2017 o recorde de mortes violentas intencionais, como homic\u00eddios e latroc\u00ednios, da sua hist\u00f3ria. Foram 63.880 v\u00edtimas, o equivalente a 175 por dia ou 7 por hora. A taxa de mortes por 100 mil habitantes atingiu a marca de 30,8. Os dados foram revelados nesta quinta-feira, 9, pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, em S\u00e3o Paulo. Em 2016, o Pa\u00eds havia registrado 61,6 mil mortes violentas. Em um ano, o crescimento foi de 2,9%.<\/p>\n<p>Doze unidades da Federa\u00e7\u00e3o apresentaram crescimento das mortes violentas no Pa\u00eds, puxando a taxa nacional. O Rio Grande do Norte assumiu a lideran\u00e7a entre os Estados mais violentos, com uma taxa de 68 por 100 mil habitantes, seguido pelo Acre (63,9) e Cear\u00e1 (59,1). Foi tamb\u00e9m o Cear\u00e1 que viveu o maior crescimento proporcional da viol\u00eancia: 48,6%.<\/p>\n<p>As menores taxas foram constatadas em S\u00e3o Paulo (10,7), Santa Catarina (16,5) e Distrito Federal (18,2).<\/p>\n<p>Outros crimes tamb\u00e9m registraram aumento. As mortes decorrentes de a\u00e7\u00f5es policiais chegaram a 5,1 mil, crescimento de 20% em rela\u00e7\u00e3o a 2016. No per\u00edodo, 367 policiais foram mortos no Pa\u00eds, uma queda de 4,9%. Os casos de estupros chegaram a 60 mil no Pa\u00eds ao longo dos 12 meses de 2017, alta de 8,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2016.<\/p>\n<p>No ano passado, o Brasil teve 119,4 mil armas apreendidas pelas pol\u00edcias, uma varia\u00e7\u00e3o de 0,2%. O F\u00f3rum destacou que 13,7 mil armas legais passaram para o circuito ilegal no per\u00edodo. Segundo a institui\u00e7\u00e3o, 94,9% do armamento apreendido n\u00e3o foi cadastrado no sistema na Pol\u00edcia Federal, o que dificultaria o rastreamento da origem da arma.<\/p>\n<p>&#8220;Vivemos uma guerra aberta entre as organiza\u00e7\u00f5es criminosas em busca de territ\u00f3rios e dinheiro. Isso agravou a situa\u00e7\u00e3o de crescimento (de homic\u00eddios), como no Acre e no Rio Grande do Norte. Essa nova din\u00e2mica do crime chega com uma camada de crueldade, com casos recorrentes de decapita\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas, por exemplo&#8221;, diz o diretor-presidente do F\u00f3rum, o soci\u00f3logo Renato S\u00e9rgio de Lima.<\/p>\n<p>Para o soci\u00f3logo, os Estados t\u00eam de agir de forma diferente, intensificando a capacidade investigativa das pol\u00edcias civis para agir com intelig\u00eancia contra as finan\u00e7as do crime organizado, por exemplo. &#8220;Diante dessa nova din\u00e2mica, o Estado, em diversas esferas, se viu perdido e resolveu responder da forma que se sempre fez, com mais policiamento ostensivo militarizado. Isso est\u00e1 gerando resultados extremamente ruins em termos de cidadania, em gasto p\u00fablico, e n\u00e3o h\u00e1 o efeito esperado na redu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Para o soci\u00f3logo Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, professor da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), os n\u00fameros demonstram a fal\u00eancia da pol\u00edtica nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica. &#8220;O Brasil hoje vive uma situa\u00e7\u00e3o grav\u00edssima nessa \u00e1rea, uma situa\u00e7\u00e3o que se deteriora a cada ano, e essa deteriora\u00e7\u00e3o em 2017 \u00e9 bastante acentuada. Isso \u00e9 fundamental porque fragiliza a nossa democracia.&#8221;<\/p>\n<p>O ano de 2017 foi marcado por brigas entre fac\u00e7\u00f5es criminosas que causaram, j\u00e1 no primeiro dia do ano, 56 homic\u00eddios no interior do Complexo Penitenci\u00e1rio An\u00edsio Jobim (Compaj), em Manaus. O massacre se repetiria com intensidade similar em Boa Vista, na Penitenci\u00e1ria Agr\u00edcola Monte Cristo, onde 33 morreram , e na Penitenci\u00e1ria de Alca\u00e7uz, na Grande Natal, onde ao menos 26 foram mortos .<\/p>\n<p>O contexto de confronto entre essas organiza\u00e7\u00f5es criminosas, cujos expoentes s\u00e3o o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), permaneceu fora das pris\u00f5es, elevando o n\u00famero de assassinatos cometidos nas ruas em diversos Estados. Mais de um ano depois dos assassinatos marcados pela crueldade, com decapita\u00e7\u00f5es e esquartejamentos, o Estado constatou que a superlota\u00e7\u00e3o e as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias ainda s\u00e3o uma realidade quase intocada nos pres\u00eddios, em meio ao fortalecimento das fac\u00e7\u00f5es e uma viol\u00eancia que s\u00f3 avan\u00e7a nas cidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil bateu em 2017 o recorde de mortes violentas intencionais, como homic\u00eddios e latroc\u00ednios, da sua hist\u00f3ria. Foram 63.880 v\u00edtimas, o equivalente a 175 por dia ou 7 por hora. A taxa de mortes por 100 mil habitantes atingiu a marca de 30,8. 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