{"id":188130,"date":"2018-08-13T06:52:18","date_gmt":"2018-08-13T09:52:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=188130"},"modified":"2018-08-13T12:05:16","modified_gmt":"2018-08-13T15:05:16","slug":"vamos-por-ordem-na-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/vamos-por-ordem-na-casa\/","title":{"rendered":"Tom da campanha de seguidores de Bolsonaro \u00e9 p\u00f4r ordem na casa"},"content":{"rendered":"<p>Incentivados pela reprova\u00e7\u00e3o a pol\u00edticos de carreira, militares ampliaram a participa\u00e7\u00e3o na disputa por cargos do Poder Executivo nas elei\u00e7\u00f5es 2018. O n\u00famero de candidatos origin\u00e1rios das For\u00e7as Armadas, da Pol\u00edcia Militar e do Corpo de Bombeiros quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao pleito de 2014. Ao menos 25 militares, da ativa ou da reserva, v\u00e3o concorrer a presidente, vice-presidente, governador ou vice-governador, ante 13 nomes na elei\u00e7\u00e3o passada, um aumento de 92%. Se comparado com 2010, quando sete militares disputaram esses cargos majorit\u00e1rios, a alta chega a 257%.<\/p>\n<p>Quando considerado todo o universo de candidatos ao Executivo, os militares representam 7% dos nomes j\u00e1 anunciados pelos partidos. Na elei\u00e7\u00e3o passada, a propor\u00e7\u00e3o era de 3% do total de profiss\u00f5es registradas ao fim do pleito, conforme dados da Justi\u00e7a Eleitoral. Os n\u00fameros podem sofrer varia\u00e7\u00f5es porque o prazo para os candidatos requisitarem o registro vai at\u00e9 a pr\u00f3xima quinta-feira. O perfil dos candidatos vai de apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) at\u00e9 militar filiado a partidos de esquerda.<\/p>\n<p>Com mais de 64 mil assassinatos registrados no ano passado e confrontos frequentes entre fac\u00e7\u00f5es criminosas internacionalizadas, a viol\u00eancia tornou-se uma das pautas mais sens\u00edveis do debate eleitoral. Os militares est\u00e3o sendo al\u00e7ados a se candidatar como consequ\u00eancia do momento nacional, um Pa\u00eds enfrentando tantas mazelas e dificuldades.<\/p>\n<p>Pesquisas de opini\u00e3o junto \u00e0 sociedade brasileira mostram que, entre as demais institui\u00e7\u00f5es, as For\u00e7as Armadas t\u00eam maior \u00edndice de confiabilidade. &#8220;E a sociedade est\u00e1 em busca disso&#8221;, afirma o comandante do Ex\u00e9rcito, general Eduardo Villas B\u00f4as, que promoveu rodadas de conversas com os principais concorrentes \u00e0 Presid\u00eancia.<\/p>\n<p>O racioc\u00ednio do comandante do Ex\u00e9rcito encontra eco no pensamento do ministro-chefe do Gabinete de Seguran\u00e7a Institucional (GSI) da Presid\u00eancia, general S\u00e9rgio Etchegoyen, que ultrapassou suas obriga\u00e7\u00f5es originais no Pal\u00e1cio do Planalto e hoje figura como um dos principais conselheiros pol\u00edticos do presidente Michel Temer. &#8220;O aumento das candidaturas de militares a cargos executivos talvez seja reflexo da pr\u00f3pria credibilidade do Ex\u00e9rcito e das demais For\u00e7as, a busca por pessoas que t\u00eam ideais e valores.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Divis\u00e3o<\/strong> &#8211; Dos 25 nomes, seis s\u00e3o do Ex\u00e9rcito, a maior das tr\u00eas For\u00e7as e a mais influente politicamente. N\u00e3o h\u00e1 candidatos da Marinha ou da Aeron\u00e1utica. Os demais s\u00e3o policiais e bombeiros militares. A reportagem n\u00e3o incluiu na contagem candidatos a cargos no Legislativo nem carreiras vinculadas \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica, mas de car\u00e1ter civil, como guardas municipais, delegados e policiais civis ou federais que tamb\u00e9m v\u00e3o disputar cargos majorit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Tr\u00eas militares concorrem ao Pal\u00e1cio do Planalto, como candidato a presidente ou vice: Bolsonaro, que \u00e9 capit\u00e3o da reserva do Ex\u00e9rcito, e seu candidato a vice, o general da reserva do Ex\u00e9rcito Hamilton Mour\u00e3o (PRTB), al\u00e9m do deputado Cabo Daciolo (Patriota), ex-bombeiro.<\/p>\n<p>Os outros 22 nomes disputam cargos de governador ou vice. No Rio, por exemplo, o PRTB lan\u00e7ou uma chapa pura formada por dois policiais militares. Em S\u00e3o Paulo, tr\u00eas mulheres da PM foram convidadas para compor chapas como candidatas a vice-governadora.<\/p>\n<p><strong>Entenda<\/strong> &#8211; As regras para filia\u00e7\u00e3o de candidatos militares s\u00e3o diferentes dos civis. Militares da ativa com mais de 10 anos de servi\u00e7o e que n\u00e3o tenham cargo no alto comando da corpora\u00e7\u00e3o s\u00f3 podem se filiar ap\u00f3s serem escolhidos em conven\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria. Segundo a Justi\u00e7a Eleitoral, somente a partir da conven\u00e7\u00e3o \u00e9 que o militar \u00e9 considerado filiado \u00e0 sigla.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, deve comunicar \u00e0 autoridade a qual \u00e9 subordinado para passar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de agregado (momentaneamente inativo). Se for eleito, vai para a inatividade. Se tiver menos de 10 anos de servi\u00e7o, ap\u00f3s escolhido em conven\u00e7\u00e3o, \u00e9 transferido para a inatividade em definitivo. Em ambas as situa\u00e7\u00f5es, o militar n\u00e3o precisa respeitar a regra geral de seis meses de filia\u00e7\u00e3o antes do pleito.<\/p>\n<p><strong>Propostas<\/strong> &#8211; Apesar da resist\u00eancia na c\u00fapula das For\u00e7as Armadas, o emprego dos militares em a\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica aproximou a tropa dos policiais militares, subordinados aos governadores. Hoje, n\u00e3o s\u00f3 os policiais candidatos, mas tamb\u00e9m os oficiais e pra\u00e7as do Ex\u00e9rcito assumiram como bandeira de campanha a defesa de aumentos no soldo, benef\u00edcios para fam\u00edlias de PMs vitimados e mudan\u00e7as na lei para atuar em confrontos armados, sem que homic\u00eddios praticados por policiais gerem processos judiciais.<\/p>\n<p>Militares reassumiram protagonismo no primeiro escal\u00e3o do governo Temer e passaram a ser mais empregados em a\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica. O \u00e1pice foi a decreta\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o federal na seguran\u00e7a do Rio &#8211; a cargo de outro militar, o general Walter Souza Braga Netto, comandante militar do Leste. Temer recriou o GSI e, pela primeira vez desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o, nomeou um militar para o Minist\u00e9rio da Defesa, o general da reserva Joaquim Silva e Luna.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o, dois militares que haviam sido governadores bi\u00f4nicos de territ\u00f3rios federais durante a ditadura chegaram ao poder pelo voto direto: o vice-almirante da Marinha Annibal Barcellos, eleito pelo PFL (atual DEM) em 1990 no Amap\u00e1, e o brigadeiro da Aeron\u00e1utica Ottomar Pinto, do PTB, em Roraima.<\/p>\n<p>Os oficiais tamb\u00e9m foram prefeitos das capitais dos Estados, respectivamente, Macap\u00e1 e Boa Vista. Barcellos morreu em 2011. Ottomar ainda governou Roraima a partir de 2004, ap\u00f3s a cassa\u00e7\u00e3o de Flamarion Portela, eleito em 2002 pelo PSL e logo filiado ao PT. O brigadeiro reformado foi reeleito em 2006, pelo PSDB, antes de morrer, no ano seguinte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Incentivados pela reprova\u00e7\u00e3o a pol\u00edticos de carreira, militares ampliaram a participa\u00e7\u00e3o na disputa por cargos do Poder Executivo nas elei\u00e7\u00f5es 2018. O n\u00famero de candidatos origin\u00e1rios das For\u00e7as Armadas, da Pol\u00edcia Militar e do Corpo de Bombeiros quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao pleito de 2014. 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