{"id":188770,"date":"2018-08-20T09:05:52","date_gmt":"2018-08-20T12:05:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=188770"},"modified":"2018-08-20T12:11:12","modified_gmt":"2018-08-20T15:11:12","slug":"ricos-com-corda-no-pescoco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ricos-com-corda-no-pescoco\/","title":{"rendered":"Ricos est\u00e3o cada vez mais com a corda no pesco\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil nunca teve tantos inadimplentes. Em julho, o total de brasileiros com d\u00edvidas em atraso chegou a 63,4 milh\u00f5es, segundo o Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC), contingente quase equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia. O n\u00famero assusta, porque a s\u00e9rie hist\u00f3rica mostrava uma melhora na inadimpl\u00eancia de mar\u00e7o a setembro de 2017, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. No entanto, a revers\u00e3o das expectativas da economia afetou essa trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os mais pobres ainda s\u00e3o os que mais devem, mas \u00e9 entre as fam\u00edlias de maior renda que a inadimpl\u00eancia tem resistido, indica a mais recente pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC). Enquanto o porcentual de fam\u00edlias de menor renda com d\u00edvidas pendentes caiu de 29%, em julho de 2017, para 26,7%, agora, no grupo com renda superior a dez sal\u00e1rios m\u00ednimos, o \u00edndice de inadimplentes alcan\u00e7ou 10,8%, ante 10,6% do mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p>A paulistana J\u00falia H.P., que pediu para n\u00e3o revelar o sobrenome, espelha essa classe mais alta que est\u00e1 com contas atrasadas. Aut\u00f4noma, recebia cerca de R$ 15 mil na empresa em que trabalhava, mas perdeu o emprego quando engravidou.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o piorou quando J\u00falia foi abandonada, durante a gesta\u00e7\u00e3o, pelo pai de seu filho. \u201cForam cinco meses sem trabalho e sem licen\u00e7a-maternidade. Como tinha acesso f\u00e1cil a cr\u00e9dito, usei tudo. Fiquei devendo condom\u00ednio, internet, cheque especial, empr\u00e9stimo banc\u00e1rio, carta de cr\u00e9dito\u2026 tudo.\u201d<\/p>\n<p>De volta ao mercado de trabalho, ela tenta agora se reestruturar, apesar do sal\u00e1rio mais baixo. Refinanciou o carro e fez novo empr\u00e9stimo no banco para pagar as contas mais urgentes. \u201cMinha d\u00edvida no cheque especial ainda \u00e9 surreal.\u201d<\/p>\n<p>A economista-chefe do SPC Brasil, explica que, em geral, o comportamento dos endividados n\u00e3o muda conforme a renda. \u201cAs classes altas t\u00eam mais margem de manobra, mas, em grande parte das vezes, quanto mais a pessoa ganha, mais gasta.\u201d Economista da CNC, Marianne Hanson lembra que as fam\u00edlias de maior renda t\u00eam acesso a cr\u00e9dito de melhor qualidade, com juro menor e prazo maior.<\/p>\n<p>Para os especialistas, no entanto, a crise n\u00e3o ensinou muito aos brasileiros em termos de controle de gastos ou consumo consciente. \u201cA gente achou que a crise promoveria mudan\u00e7as de comportamento, mas isso s\u00f3 ocorreu no curto prazo. No longo prazo, mais estrat\u00e9gico, nada mudou\u201d, lamenta Marcela, do SPC Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil nunca teve tantos inadimplentes. Em julho, o total de brasileiros com d\u00edvidas em atraso chegou a 63,4 milh\u00f5es, segundo o Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC), contingente quase equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia. 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