{"id":189010,"date":"2018-08-22T08:54:09","date_gmt":"2018-08-22T11:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=189010"},"modified":"2018-08-22T08:54:09","modified_gmt":"2018-08-22T11:54:09","slug":"estou-com-medo-diz-mulher-vitima-de-agressao-e-se-ela-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/estou-com-medo-diz-mulher-vitima-de-agressao-e-se-ela-morrer\/","title":{"rendered":"&#8216;Estou com medo&#8217;, diz mulher v\u00edtima de agress\u00e3o. E se ela morrer?"},"content":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 da\u00a0 sexta-feira, 17, em uma regi\u00e3o movimentada da capital federal, Amanda*, 34 anos, era sacudida no ar pelo parceiro na frente de diversas pessoas que circulavam apressadas. Mesmo assim, homens e mulheres pararam para observar a briga por alguns minutos.<\/p>\n<p>A caminho do trabalho, uma psic\u00f3loga \u2013 que atende no Centro Especializado de Atendimento \u00e0 Mulher (Ceam) \u2013 foi a \u00fanica a intervir na situa\u00e7\u00e3o. Com a ajuda de dois vigilantes do local, se aproximou do casal. O homem n\u00e3o apresentou resist\u00eancia e, minutos depois, foi conduzido por policiais militares para a Delegacia Especial de Atendimento \u00e0 Mulher.<\/p>\n<p>J\u00e1 Amanda foi levada para o Ceam, onde foi acolhida para se acalmar e relatar a situa\u00e7\u00e3o. \u201cEstou com medo\u201d, disse a v\u00edtima para a psic\u00f3loga. As agentes sociais deram orienta\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o a direitos e acompanharam a mulher at\u00e9 a delegacia para registrar a ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio n\u00e3o foi o primeiro vivido por Amanda. H\u00e1 tr\u00eas meses, ela j\u00e1 tinha sido acolhida pela Casa Abrigo por agress\u00f5es do companheiro, incluindo estrangulamento e amea\u00e7a de morte.<\/p>\n<p>Segundo a assistente social que chefia um dos Ceams do DF, Graciele Reis, casos reincidentes de viol\u00eancia contra a mulher s\u00e3o comuns e, quando n\u00e3o denunciados ou expostos, podem resultar em crimes mais graves como o feminic\u00eddio.<\/p>\n<p>De acordo com Graciele, pelo menos duas mulheres foram mortas pelos parceiros depois de sa\u00edrem do acolhimento na Casa Abrigo \u2013 local que faz parte de uma rede de institui\u00e7\u00f5es que visam a prestar assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas e aos seus filhos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 apenas viol\u00eancia f\u00edsica. N\u00f3s temos a viol\u00eancia moral e psicol\u00f3gica at\u00e9 a financeira. E sabemos que a primeira viol\u00eancia n\u00e3o para por a\u00ed. Muitos feminic\u00eddios poderiam ter acabado com uma den\u00fancia nas fases iniciais\u201d, alerta a secret\u00e1ria nacional de Mulheres, Andreza Colatto.<\/p>\n<p>Aumento &#8211; Entre os casos recentes de feminic\u00eddio que ganharam visibilidade na m\u00eddia neste m\u00eas, pelo menos tr\u00eas ocorreram em Bras\u00edlia. Segundo estat\u00edstica da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Distrito Federal, de janeiro a junho deste ano, foram registrados 14 casos de feminic\u00eddio e 33 tentativas de homic\u00eddio de mulheres.<\/p>\n<p>Os crimes de feminic\u00eddio representam 6% do total de assassinatos ocorridos na capital federal. O percentual \u00e9 o dobro do registrado nos anos anteriores.<\/p>\n<p>O principal meio utilizado pelo agressor \u00e9 a arma de fogo, seguido da arma branca. Metade das v\u00edtimas tem entre 30 e 50 anos de idade. Tr\u00eas em cada dez mulheres mortas no DF t\u00eam entre 18 e 29 anos.<\/p>\n<p>Segundo a Secretaria de Seguran\u00e7a, na maior parte das ocorr\u00eancias, as mulheres foram v\u00edtimas das agress\u00f5es em suas pr\u00f3prias casas. Os principais autores dos crimes eram companheiros ou namorados das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Do total de 14 casos registrados, a Pol\u00edcia Militar do DF prendeu nove assassinos em flagrante. Quatro agressores se mataram e um est\u00e1 foragido. Sete deles j\u00e1 tinham antecedentes criminais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na manh\u00e3 da\u00a0 sexta-feira, 17, em uma regi\u00e3o movimentada da capital federal, Amanda*, 34 anos, era sacudida no ar pelo parceiro na frente de diversas pessoas que circulavam apressadas. Mesmo assim, homens e mulheres pararam para observar a briga por alguns minutos. 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