{"id":189301,"date":"2018-08-26T08:48:01","date_gmt":"2018-08-26T11:48:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=189301"},"modified":"2018-08-26T08:48:01","modified_gmt":"2018-08-26T11:48:01","slug":"transito-em-brasilia-vive-na-contramao-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/transito-em-brasilia-vive-na-contramao-do-futuro\/","title":{"rendered":"Tr\u00e2nsito em Bras\u00edlia vive na contram\u00e3o do futuro"},"content":{"rendered":"<p>Cidade planejada, reconhecida como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade e s\u00edmbolo da arquitetura modernista no pa\u00eds, Bras\u00edlia tornou-se polo atrativo de uma regi\u00e3o que cresceu de forma desordenada ao longo dos \u00faltimos 58 anos. Com um tra\u00e7ado urbano baseado nos deslocamentos em largos eixos rodovi\u00e1rios livres de sem\u00e1foros, a capital federal j\u00e1 vive, como demonstram os n\u00fameros, congestionamentos de tr\u00e1fego que imp\u00f5em dificuldades para os moradores e desafios aos governantes.<\/p>\n<p>Dados do Observat\u00f3rio Territorial, da Secretaria de Gest\u00e3o do Territ\u00f3rio e Habita\u00e7\u00e3o, apontam que 41,4% dos deslocamentos para o trabalho s\u00e3o feitos de carro, contra 38% de \u00f4nibus e 10% a p\u00e9. O metr\u00f4, uma op\u00e7\u00e3o em uma cidade plana como \u00e9 a capital federal, responde por apenas 2,6% das viagens de ida e volta para o trabalho.<\/p>\n<p>Paralelamente, pesquisa domiciliar da Companhia de Planejamento (Codeplan) aponta que o n\u00famero de autom\u00f3veis n\u00e3o para de crescer. Se, em 2004, 51,7% das resid\u00eancias do Distrito Federal guardavam ao menos um autom\u00f3vel, em 2015, o percentual j\u00e1 atingia 66,8%.<\/p>\n<p><strong>\u00d4nibus<\/strong> &#8211; Os n\u00fameros relativos ao total de pessoas que se deslocam de \u00f4nibus no Distrito Federal e entorno s\u00e3o conflitantes. Por um lado, a Associa\u00e7\u00e3o das Empresas Concession\u00e1rias do Transporte P\u00fablico (Transit) sustenta que o transporte coletivo enfrenta um de seus piores momentos na hist\u00f3ria. E que, nos \u00faltimos anos, o n\u00famero de passageiros transportados nos \u00f4nibus urbanos acumula uma queda superior a 18%. Vers\u00e3o corroborada pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). De acordo com a entidade, a m\u00e9dia nacional de usu\u00e1rios do transporte p\u00fablico caiu 25% nos \u00faltimos quatro anos.<\/p>\n<p>J\u00e1 os dados governamentais obtidos pela Ag\u00eancia Brasil indicam que, no Distrito Federal, a demanda espec\u00edfica por \u00f4nibus cresceu entre 2014 e 2016, passando de 242,81 milh\u00f5es de acessos (cada trecho individual) para 307,76 milh\u00f5es. Segundo o DFTrans, em 2017 o resultado baixou para 283,34 milh\u00f5es de viagens, voltando a crescer no primeiro semestre deste ano. De janeiro a julho, a autarquia j\u00e1 contabiliza 168,61 milh\u00f5es de acessos, contra 161,05 milh\u00f5es do mesmo per\u00edodo do ano passado. Para a assessoria do DFTrans, o modelo de integra\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria pode ser um dos motivos para que mais gente tenha voltado a viajar de \u00f4nibus no \u00faltimo semestre. Com a integra\u00e7\u00e3o, os passageiros que t\u00eam Bilhete \u00danico podem embarcar em at\u00e9 tr\u00eas diferentes ve\u00edculos pagando uma \u00fanica passagem de R$ 5.<\/p>\n<p>Considerado um dos principais par\u00e2metros para medir a efici\u00eancia do transporte p\u00fablico, o \u00cdndice de Passageiros Por Quil\u00f4metro Equivalente (IPKe) tamb\u00e9m variou ao sabor da recente crise econ\u00f4mica. Obtido a partir da divis\u00e3o do total de passageiros que pagam a passagem integral pela quilometragem percorrida por \u00f4nibus, o IPKe cresceu pouco entre 2014 e 2016 para declinar em 2017 e voltar a subir m\u00eas a m\u00eas desde o in\u00edcio de 2018. O \u00edndice que fechou 2014 em 1,187 atingiu 1,335 em 2016; baixou para 1,263 no ano passado e voltou a subir este ano, segundo o DFTrans. J\u00e1 a Associa\u00e7\u00e3o das Empresas Concession\u00e1rias do Transporte P\u00fablico sustenta que o IPKe das empresas locais diminuiu 11% nos \u00faltimos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>O impacto da greve dos caminhoneiros agora chega ao transporte coletivo do DF, as empresas de \u00f4nibus t\u00eam estoque de combust\u00edvel suficiente para, no m\u00e1ximo, domingo<br \/>\nN\u00famero de linhas de \u00f4nibus caiu em Bras\u00edlia &#8211; Arquivo\/Marcello Casal Jr\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o do aumento da demanda apontado pela autarquia, o n\u00famero de linhas caiu de 811, no ano passado, para 786 no primeiro semestre deste ano, conforme o DFTrans. Tesoureiro do Sindicato dos Rodovi\u00e1rios e membro do Conselho de Transporte P\u00fablico Coletivo, Jo\u00e3o Os\u00f3rio da Silva, afirma que todas as empresas v\u00eam enxugando o quadro de funcion\u00e1rios alegando dificuldades financeiras. O DFTrans admite que o governo do Distrito Federal tem uma d\u00edvida com as companhias da ordem de R$ 200 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cTodas as companhias enxugaram o n\u00famero de linhas e, consequentemente, de trabalhadores. O sistema deve estar operando com cerca de 500 empregados a menos que no mesmo per\u00edodo de 2017\u201d, disse o sindicalista.<\/p>\n<p>Silva reconhece que a popula\u00e7\u00e3o tem raz\u00f5es para criticar a qualidade dos servi\u00e7os de transporte. E que o setor necessita de mais recursos p\u00fablicos e privados para que os diversos modais possam ser integrados. Apesar disso, o sindicalista considera que o Distrito Federal deu passos importantes nos \u00faltimos anos. \u201cHouve mudan\u00e7as no marco regulat\u00f3rio e novas licita\u00e7\u00f5es, o que d\u00e1 aos futuros governantes ferramentas para promover aperfei\u00e7oamentos com muito mais agilidade\u201d.<\/p>\n<p>Esta semana, o Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico do Distrito Federal (Codese) &#8211; associa\u00e7\u00e3o que afirma reunir representantes de mais de 50 entidades civis &#8211; entregou aos principais candidatos a governador um documento com centenas de sugest\u00f5es de pol\u00edticas p\u00fablicas. Baseado nos Objetivos para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), o documento prop\u00f5e iniciativas a serem implementadas at\u00e9 2030 com o prop\u00f3sito de, entre outras coisas, proporcionar acesso a sistemas de transporte seguros, acess\u00edveis e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas propostas est\u00e3o a implanta\u00e7\u00e3o de uma central de controle operacional; revis\u00e3o do plano ciclovi\u00e1rio que priorize a integra\u00e7\u00e3o das ciclovias ao sistema de transporte coletivo; implanta\u00e7\u00e3o de novos corredores exclusivos para \u00f4nibus e o aperfei\u00e7oamento do sistema de Bilhete \u00danico. O Codese tamb\u00e9m defende a amplia\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o da frota metrovi\u00e1ria; a remodelagem dos pontos de \u00f4nibus, de forma que passem a contar com, no m\u00ednimo, ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e acessibilidade adequada, entre outras coisas.<\/p>\n<p>\u201cEstamos seguros de que este \u00e9 o caminho a ser seguido para que o DF avance\u201d, disse a secret\u00e1ria-executiva do Codese-DF, Rosane Lucho do Valle, \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p><strong>Ciclovias<\/strong> &#8211; A mesma pesquisa domiciliar que identificou que o n\u00famero de autom\u00f3veis n\u00e3o para de crescer revelou que, entre 2004 e 2015, o percentual de bicicletas manteve-se praticamente o mesmo. Apesar da constru\u00e7\u00e3o e\/ou amplia\u00e7\u00e3o das ciclovias, e embora a popula\u00e7\u00e3o do Distrito Federal tenha crescido 11,4% entre 2012 e 2017, o percentual de domic\u00edlios com ao menos uma bike passou de 30%, em 2004, para 29,3%, em 2015.<\/p>\n<p>Para a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Rodas da Paz, a \u201cdiferen\u00e7a m\u00ednima\u201d n\u00e3o representa uma diminui\u00e7\u00e3o. \u201cA pesquisa n\u00e3o afere a intensidade do uso, dado mais qualificado para avaliar o aumento ou diminui\u00e7\u00e3o do uso da bicicleta como meio de transporte\u201d, argumentou o coordenador de comunica\u00e7\u00e3o da ong, Marcelo Saboia, apontando \u201cenormes car\u00eancias\u201d em termos de incentivo p\u00fablico \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da bicicleta como op\u00e7\u00e3o de transporte.<\/p>\n<p>\u201cA integra\u00e7\u00e3o entre modais de transporte p\u00fablico precisa ser intensificada. Apesar de j\u00e1 ocorrer no metr\u00f4, ainda h\u00e1 car\u00eancia de biciclet\u00e1rios amplos e adequados. Em rela\u00e7\u00e3o ao \u00f4nibus, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais grave\u201d, comentou Saboia, reconhecendo que a expans\u00e3o das ciclovias tem contribu\u00eddo, mas ainda est\u00e1 longe de integrar o Distrito Federal. \u201cA sinaliza\u00e7\u00e3o e a continuidade das vias ainda s\u00e3o muito falhas, desfavorecendo os ciclistas. E praticamente n\u00e3o existem justamente nas vias onde ocorre a maior quantidade de v\u00edtimas de acidentes, como nas rodovias\u201d.<\/p>\n<p><strong>Integra\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Para o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Bras\u00edlia, Marcos Thadeu Magalh\u00e3es, a concentra\u00e7\u00e3o de empregos na regi\u00e3o central do Distrito Federal (o chamado Plano Piloto), a irregular distribui\u00e7\u00e3o habitacional, os vazios entre as regi\u00f5es administrativas e as restri\u00e7\u00f5es resultantes do tombamento urban\u00edstico imp\u00f5em dificuldades adicionais \u00e0 melhoria do deslocamento urbano.<\/p>\n<p>\u201cEstrat\u00e9gias de descentraliza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento econ\u00f4mico e social dos n\u00facleos urbanos s\u00e3o essenciais para o redesenho do sistema urbano e o funcionamento da infraestrutura\u201d, comentou Magalh\u00e3es. \u201cN\u00e3o defendo a altera\u00e7\u00e3o do tombamento, mas \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer que ele limita as a\u00e7\u00f5es transformadoras do espa\u00e7o, tornando insustent\u00e1vel a atual centraliza\u00e7\u00e3o das atividades\u201d, acrescentou o professor.<\/p>\n<p>Para Magalh\u00e3es, al\u00e9m de procurar descentralizar os servi\u00e7os p\u00fablicos e estimular a desconcentra\u00e7\u00e3o das atividades econ\u00f4micas, os futuros governantes deveriam melhorar a integra\u00e7\u00e3o entre os diferentes modais de transporte p\u00fablico (\u00f4nibus, metr\u00f4, BRT), considerando a possibilidade de instituir tarifas diferenciadas conforme a dist\u00e2ncia de deslocamento. O acad\u00eamico tamb\u00e9m defende que o sistema de transporte p\u00fablico ganharia efici\u00eancia se a frota de \u00f4nibus fosse organizada de forma a alimentar o metr\u00f4, em vez de os dois modais atuarem como servi\u00e7os concorrentes.<\/p>\n<p><strong>Metr\u00f4<\/strong> &#8211; Outra sugest\u00e3o do professor da UnB \u00e9 que o Metr\u00f4-DF tenha autonomia para tocar neg\u00f3cios que lhe permitam diversificar as fontes de receitas, diminuindo assim sua depend\u00eancia de subs\u00eddios p\u00fablicos. \u201cA companhia poderia ser transformada numa empresa de desenvolvimento territorial, com liberdade e flexibilidade para transformar o entorno das esta\u00e7\u00f5es e a faixa de dom\u00ednio. Principalmente fora do conjunto tombado. Essa j\u00e1 \u00e9 uma linha de atua\u00e7\u00e3o de outras empresas que exploram linhas metrovi\u00e1rias: neg\u00f3cios imobili\u00e1rios e comerciais, articulados aos eixos de transporte\u201d, pontuou o professor.<\/p>\n<p>Com uma frota de 32 trens e 42 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, o metr\u00f4 transporta, em m\u00e9dia, 160 mil passageiros\/dia. Constru\u00edda em formato de Y a partir da regi\u00e3o central da capital, onde est\u00e3o instalados os principais \u00f3rg\u00e3os federais e a sede do governo distrital, a malha atende apenas a Asa Sul do Plano Piloto e parte das regi\u00f5es administrativas (ou cidades-sat\u00e9lites, como s\u00e3o conhecidas) tamb\u00e9m localizadas na regi\u00e3o sul do DF.<\/p>\n<p>O projeto original previa 29 esta\u00e7\u00f5es, mas apenas 24 est\u00e3o em pleno funcionamento. Destas, apenas duas (Central e Asa Sul) est\u00e3o integradas a terminais rodovi\u00e1rios. Outras duas (Park Shopping e Centro Metropolitano, em Taguatinga) ficam ao lado de terminais rodovi\u00e1rios interestaduais. J\u00e1 o aeroporto internacional \u00e9 servido apenas por \u00f4nibus (incluindo uma linha executiva cuja passagem custa R$ 12), t\u00e1xis e servi\u00e7os de transporte por aplicativos.<\/p>\n<p>Tr\u00eas novas esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 est\u00e3o sendo constru\u00eddas (duas na Asa Sul e uma em \u00c1guas Claras) e devem ser conclu\u00eddas at\u00e9 dezembro deste ano. Outro projeto em andamento \u00e9 a expans\u00e3o da Linha 1, quando ser\u00e3o constru\u00eddas mais duas esta\u00e7\u00f5es em Samambaia. O edital de licita\u00e7\u00e3o deve ser lan\u00e7ado ainda neste semestre.<\/p>\n<p>Procurada, a assessoria do Metr\u00f4-DF informou que a dire\u00e7\u00e3o da empresa j\u00e1 defendeu junto \u00e0 Secretaria de Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o (Seplag) a proposta de permitir \u00e0 empresa administrar as faixas de dom\u00ednio devidamente regularizadas. A empresa tamb\u00e9m considera pertinente a sugest\u00e3o de institui\u00e7\u00e3o de tarifas diferenciadas por trecho, o que exigiria regulamenta\u00e7\u00e3o e ajustes no sistema de bilhetagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade planejada, reconhecida como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade e s\u00edmbolo da arquitetura modernista no pa\u00eds, Bras\u00edlia tornou-se polo atrativo de uma regi\u00e3o que cresceu de forma desordenada ao longo dos \u00faltimos 58 anos. 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