{"id":189368,"date":"2018-08-27T07:21:28","date_gmt":"2018-08-27T10:21:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=189368"},"modified":"2018-08-27T07:21:28","modified_gmt":"2018-08-27T10:21:28","slug":"adriana-calcanhoto-volta-com-a-mulher-do-pau-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/adriana-calcanhoto-volta-com-a-mulher-do-pau-brasil\/","title":{"rendered":"Adriana Calcanhoto volta com &#8216;A Mulher do Pau Brasil&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>A cor vermelha inunda o cen\u00e1rio do show. Est\u00e1 no figurino, na ilumina\u00e7\u00e3o &#8211; e no sangue que corre em suas veias. No palco, Adriana Calcanhotto abre seu novo show a cantar a in\u00e9dita A Mulher do Pau Brasil. E logo nos primeiros versos, a cantora e compositora ga\u00facha, de 52 anos, fala de si mesma: &#8220;Nasceu no Sul\/Foi para o Rio\/E amou como nunca se viu&#8221;. Ali\u00e1s, do pau-brasil, \u00e9 extra\u00edda tinta vermelha. Est\u00e1 tudo conectado nesse novo espet\u00e1culo, batizado tamb\u00e9m de A Mulher do Pau Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;O pau-brasil foi praticamente dizimado, por causa do tingimento dos tecidos. A Europa usava essa tinta vermelha. Pessoas da nobreza, clero se vestiam de vermelho. Ent\u00e3o, quase dizimaram a \u00e1rvore para que Portugal pagasse sua d\u00edvida com a Inglaterra, coisa que n\u00e3o conseguiu&#8221;, diz Adriana, ao jornal O Estado de S. Paulo. &#8220;Tem muitas coisas dentro da cor: o sangue da escravid\u00e3o, o sangue ind\u00edgena derramado, e o pr\u00f3prio fato de quase ser extinto o pau-brasil. Esse vermelho pode n\u00e3o estar representado na bandeira, mas existe.&#8221;<\/p>\n<p>A Mulher do Pau Brasil, a m\u00fasica, foi composta por ela para a nova turn\u00ea, que teve in\u00edcio em abril, em Portugal, onde Adriana passou temporadas nos \u00faltimos dois anos ministrando aulas na Universidade de Coimbra. E A Mulher do Pau Brasil, o show, que j\u00e1 passou por cidades como Salvador e ser\u00e1 apresentado dia 29 no Rio (com sess\u00e3o extra, \u00e0s 17h30), chega a S\u00e3o Paulo, no Sesc Pinheiros, entre 6 e 9 de setembro. J\u00e1 \u00e9 apontado como um dos melhores shows do ano.<\/p>\n<p>O concerto nasceu para ser uma esp\u00e9cie de conclus\u00e3o de resid\u00eancia de Adriana na universidade. &#8220;Fui l\u00e1 para dar aulas, que eram bem espa\u00e7adas de prop\u00f3sito. O produto da resid\u00eancia art\u00edstica poderia ser qualquer coisa, um livro, um disco, mas o que ocorreu foi o seguinte: l\u00e1 fiquei consciente o tempo todo dessa experi\u00eancia que \u00e9 viver em Coimbra, estar no universo da universidade de l\u00e1, que \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o os estudantes brasileiros que v\u00e3o para Coimbra pensarem o Brasil de fora&#8221;, conta. Ela lembrou do show que fez em 1987, em Porto Alegre &#8211; quando ainda vivia l\u00e1, antes de se mudar para o Rio -, que se chamava A Mulher do Pau Brasil. Na \u00e9poca, Adriana tinha montado a apresenta\u00e7\u00e3o sob o efeito do Manifesto da Poesia Pau-Brasil, de Oswald de Andrade (e os ideais modernistas), O Rei da Vela, tropicalismo.<\/p>\n<p>Mesmo tr\u00eas d\u00e9cadas depois, esse deslumbramento continua intacto, e ela decidiu ent\u00e3o resgatar seu antigo show quando foi convidada no final do semestre letivo para fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o em um festival local, o Sons da Cidade. &#8220;Pensei que a coisa que melhor traduziria aquilo tudo que eu tinha vivido e pensado ali eram essas ideias. Decidi refazer o show da Mulher do Pau Brasil, sendo que evidentemente todos esses anos depois n\u00e3o seria o mesmo. Mantive o nome, algumas can\u00e7\u00f5es, fiz com power trio, bateria, guitarra e baixo, porque era um show ao ar livre.&#8221; Adriana achava que aquela seria sua despedida, mas, mais tarde, foi convidada para passar mais um semestre na universidade. Foi quando pensou em fazer uma turn\u00ea portuguesa do show, com uma nova forma\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos, j\u00e1 que a partir de ent\u00e3o o concerto iria ocupar teatros.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o sucesso em Portugal, o show ganhou vers\u00e3o brasileira, com Adriana acompanhada pelos m\u00fasicos Bem Gil e Bruno Di Lullo. Assim, can\u00e7\u00f5es que j\u00e1 estavam originalmente no repert\u00f3rio, como Eu Sou Terr\u00edvel, de Roberto e Erasmo Carlos (que, nos anos 1980, abria o show e agora fecha), se juntaram a novas can\u00e7\u00f5es de Adriana, compostas em Portugal, como a j\u00e1 citada A Mulher do Pau Brasil, antigos sucessos seus, como Esquadros e Vambora, e m\u00fasicas de outros compositores, como As Caravanas, de Chico Buarque (que ganhou bela releitura na voz de Adriana). Tudo entremeado por poetas como Greg\u00f3rio de Matos. No Brasil, entraram can\u00e7\u00f5es como Geleia Geral (Gil e Torquato Neto) e Nenhum Futuro (Jo\u00e3o Bosco e Francisco Bosco). &#8220;Para mim, o show tem aquela sementinha do primeiro. Ele vai passando por m\u00fasicos diferentes, alguma mudan\u00e7a de repert\u00f3rio, mas tem um cerne que \u00e9 o mesmo.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cor vermelha inunda o cen\u00e1rio do show. 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