{"id":190764,"date":"2018-09-15T00:19:23","date_gmt":"2018-09-15T03:19:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=190764"},"modified":"2018-09-15T08:04:21","modified_gmt":"2018-09-15T11:04:21","slug":"carteiros-serao-indenizados-por-viverem-em-inseguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/carteiros-serao-indenizados-por-viverem-em-inseguranca\/","title":{"rendered":"Carteiros ser\u00e3o indenizados por viverem em inseguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Os Correios foram condenados pela Justi\u00e7a do Trabalho a pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 500 mil por danos morais coletivos por expor carteiros a situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a. A senten\u00e7a da 10\u00aa Vara do Trabalho de Campinas confirma a liminar de dezembro de 2013 que determinava a suspens\u00e3o de todas as entregas e encomendas em 73 \u00e1reas de risco de assaltos nas cidades de Campinas, Jundia\u00ed e Sumar\u00e9. A a\u00e7\u00e3o foi movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT). Cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o da ju\u00edza Rita de C\u00e1ssia Scagliusi do Carmo estabelece ainda que seja feita a imediata e irrestrita presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia m\u00e9dica e\/ou psicol\u00f3gica para os trabalhadores que foram v\u00edtimas de assaltos, constrangimento ou viol\u00eancia no exerc\u00edcio do trabalho. Segundo o MPT, a multa em caso de descumprimento desta medida \u00e9 de R$ 50 mil por trabalhador ou fam\u00edlia n\u00e3o assistido.<\/p>\n<p>As multas ser\u00e3o designadas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou outra destina\u00e7\u00e3o indicada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico no encerramento da a\u00e7\u00e3o. A indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos, por sua vez, ser\u00e1 encaminhada para projetos e institui\u00e7\u00f5es ou \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos que atuem na defesa dos trabalhadores na \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o do tribunal trabalhista da 15\u00aa regi\u00e3o, tamb\u00e9m a ser indicada pela procuradoria.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; A A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica foi movida pelo MPT, sob responsabilidade da procuradora Alvamari Tebet, e pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em dezembro de 2013, com base em inqu\u00e9rito que comprovou os assaltos sucessivos que os trabalhadores estavam sofrendo nas tr\u00eas cidades apontadas. Segundo o sindicato, foram 187 ocorr\u00eancias naquele ano, sem que os carteiros recebessem assist\u00eancia m\u00e9dica ou psicol\u00f3gica da empresa.<\/p>\n<p>De acordo com o MPT, durante a audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o os Correios disseram ter contratado uma empresa especializada para fazer a escolta dos trabalhadores, mas o contrato inclu\u00eda 16 \u00e1reas de risco, enquanto o sindicato indicava 73 localidades. A procuradora prop\u00f4s que os Correios apresentassem um cronograma com medidas de seguran\u00e7a a partir de dezembro e que houvesse aumento da abrang\u00eancia do contrato para atender todas as \u00e1reas de risco.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, foi proposto um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que os Correios se comprometiam a fornecer a assist\u00eancia m\u00e9dica e psicol\u00f3gica. Como a empresa n\u00e3o assinou o TAC e tamb\u00e9m n\u00e3o se comprometeram com a escolta, deu-se in\u00edcio ao processo judicial, no qual foi conseguida uma liminar para suspender as entregas nas zonas de perigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Correios foram condenados pela Justi\u00e7a do Trabalho a pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 500 mil por danos morais coletivos por expor carteiros a situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a. 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