{"id":191624,"date":"2018-09-27T09:55:38","date_gmt":"2018-09-27T12:55:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=191624"},"modified":"2018-09-27T09:55:38","modified_gmt":"2018-09-27T12:55:38","slug":"adocao-de-cores-em-rotulos-para-indicar-risco-ganha-forca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/adocao-de-cores-em-rotulos-para-indicar-risco-ganha-forca\/","title":{"rendered":"Ado\u00e7\u00e3o de cores em r\u00f3tulos para indicar risco ganha for\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>A proposta da ind\u00fastria para um novo padr\u00e3o de r\u00f3tulos de alimentos voltou a ser considerada pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). A autarquia discute desde 2014 mudan\u00e7as nas embalagens, com o objetivo de tornar mais clara a informa\u00e7\u00e3o para os consumidores sobre teores de a\u00e7\u00facar, s\u00f3dio e gordura. A meta da ag\u00eancia \u00e9 apresentar at\u00e9 o fim do ano um modelo para ser submetido \u00e0 consulta p\u00fablica. A ind\u00fastria defende um formato de sem\u00e1foro, em que cores indicam se o teor do nutriente \u00e9 alto, baixo ou m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Embora tenha sido descartado da discuss\u00e3o p\u00fablica feita at\u00e9 agora por ser considerada confuso pela equipe t\u00e9cnica da Anvisa, o modelo que adota cores voltou a ser citado. Nomeado por Michel Temer na semana passada, o novo presidente da ag\u00eancia, William Dib, afirmou ser favor\u00e1vel a advert\u00eancias coloridas nas embalagens, independentemente do uso do formato de sem\u00e1foro.<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es provocaram cr\u00edticas de entidades ligadas a direito do consumidor e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, que defendem advert\u00eancias simples, com frases que apenas indiquem alto teor de gordura, s\u00f3dio ou a\u00e7\u00facar. \u201c\u00c9 um claro retrocesso\u201d, afirmou a diretora-geral da ACT Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, Paula Johns.<\/p>\n<p>O advogado do Instituto de Defesa do Consumidor, Igor Rodrigues Britto, tamb\u00e9m ficou surpreso com a retomada da discuss\u00e3o sobre o sistema de cores. \u201cEstranhamos. Essa fala \u00e9 contr\u00e1ria n\u00e3o apenas \u00e0 an\u00e1lise t\u00e9cnica e cient\u00edfica de sua equipe, como tamb\u00e9m \u00e9 distante do que se falou nas reuni\u00f5es com as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil\u201d, disse.<\/p>\n<p>Dib afirma que o uso de cores \u00e9 importante sobretudo para tornar os produtos mais atrativos. \u201cN\u00e3o queremos quebrar a ind\u00fastria ou criar dificuldades. Queremos ter compara\u00e7\u00e3o\u201d, disse. O presidente lembrou de uma reuni\u00e3o realizada na Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), h\u00e1 dois meses, quando se afirmou que o formato poderia trazer perdas econ\u00f4micas para o setor, a exemplo do que teria ocorrido no Chile, que adotou um sistema de advert\u00eancias. \u201cA embalagem deixou de ser chamativa. N\u00e3o \u00e9 esse o esp\u00edrito\u201d, disse o novo presidente da Anvisa.<\/p>\n<p>Para Dib, o fundamental \u00e9 que popula\u00e7\u00e3o tenha mecanismos suficientes para identificar qual a composi\u00e7\u00e3o do alimento e possa comparar produtos semelhantes para identificar qual apresenta maior ou menor teor de determinados nutrientes. Entre as propostas est\u00e1 a de tornar compar\u00e1vel as por\u00e7\u00f5es apresentadas na embalagem. Uma das queixas de t\u00e9cnicos da Anvisa \u00e9 de que as por\u00e7\u00f5es estampadas atualmente na embalagem n\u00e3o refletem a quantidade habitualmente consumida e apresentam dificuldade para compara\u00e7\u00e3o entre alimentos.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias da Alimenta\u00e7\u00e3o, Wilson Melo, afirmou ter recebido com \u201cbastante alegria\u201d a not\u00edcia de se recolocar a discuss\u00e3o das cores no cen\u00e1rio regulat\u00f3rio. Ele reconheceu ainda n\u00e3o haver dados precisos sobre o impacto financeiro provocado no Chile depois da ado\u00e7\u00e3o das advert\u00eancias em cores escuras. \u201cAssim como n\u00e3o h\u00e1 dados sobre qual impacto que isso provocou para a redu\u00e7\u00e3o da obesidade naquele pa\u00eds.\u201d A Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade, contudo, j\u00e1 se manifestou favoravelmente ao sistema de advert\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Op\u00e7\u00f5es &#8211;\u00a0<\/strong>Dib afirmou ainda ser preciso avaliar a possibilidade de ter mais de um formato, de acordo com o tamanho da embalagem do produto. E citou refrigerantes. \u201cSer\u00e1 que uma lata tem de apresentar um r\u00f3tulo do mesmo padr\u00e3o que uma embalagem maior? O que sei \u00e9 que tem de haver di\u00e1logo.\u201d<\/p>\n<p><strong>ONU lan\u00e7a relat\u00f3rio e pede a\u00e7\u00f5es contra obesidade infantil<\/strong>\u00a0&#8211; Na Assembleia-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, foi apresentado ontem o relat\u00f3rio Tomando A\u00e7\u00f5es sobre a Obesidade Infantil, de autoria da Federa\u00e7\u00e3o Mundial da Obesidade. Ele menciona a advert\u00eancia em preto nos r\u00f3tulos, adotada pelo Chile, e o sem\u00e1foro, implementado no Reino Unido. Mas n\u00e3o compara os modelos. O trabalho afirma que, entre 1976 e 2016, o n\u00famero de crian\u00e7as com sobrepeso subiu mais de dez vezes, passando de 12 milh\u00f5es para 124 milh\u00f5es. Se nada for feito, o Brasil chegar\u00e1 a 2025 com o quarto maior n\u00famero de crian\u00e7as obesas entre 184 pa\u00edses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proposta da ind\u00fastria para um novo padr\u00e3o de r\u00f3tulos de alimentos voltou a ser considerada pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). A autarquia discute desde 2014 mudan\u00e7as nas embalagens, com o objetivo de tornar mais clara a informa\u00e7\u00e3o para os consumidores sobre teores de a\u00e7\u00facar, s\u00f3dio e gordura. 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