{"id":192329,"date":"2018-10-06T09:50:05","date_gmt":"2018-10-06T12:50:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=192329"},"modified":"2018-10-07T02:01:23","modified_gmt":"2018-10-07T05:01:23","slug":"pode-dar-ele-no-1-turno-num-brado-retumbante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pode-dar-ele-no-1-turno-num-brado-retumbante\/","title":{"rendered":"Pode dar &#8216;ele&#8217; no 1\u00b0 turno num brado retumbante?"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o crescimento do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas eleitorais da \u00faltima semana, a pergunta de ouro da reta final das elei\u00e7\u00f5es 2018 \u00e9: o ex-militar pode vencer no primeiro turno? A resposta simples \u00e9 &#8220;sim, pode&#8221;. Mas qual \u00e9 a chance de isso ocorrer? Nesse aspecto, pol\u00edticos e analistas n\u00e3o t\u00eam uma resposta \u00fanica.<\/p>\n<p>O mais recente levantamento do Datafolha, divulgado na quinta-feira, apontou que Bolsonaro tem 39% dos votos v\u00e1lidos &#8211; e que h\u00e1 uma dist\u00e2ncia consider\u00e1vel at\u00e9 o resultado necess\u00e1rio para uma defini\u00e7\u00e3o em primeiro turno, 50% dos votos v\u00e1lidos mais 1.<\/p>\n<p>Assim, uma vit\u00f3ria de Bolsonaro no pr\u00f3ximo domingo depende de uma mistura de fatores, como a intensifica\u00e7\u00e3o do voto \u00fatil antipetista em favor do ex-capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito e altos \u00edndices de votos nulos, brancos e absten\u00e7\u00f5es &#8211; matem\u00e1tica que a BBC News Brasil explica nessa reportagem. \u00c9 dif\u00edcil, mas poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Para a cientista social e antrop\u00f3loga Rosana Pinheiro-Machado, professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que h\u00e1 anos vem estudando a ascens\u00e3o da direita conservadora no pa\u00eds, h\u00e1 uma clara onda a favor de Bolsonaro \u00e0s v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o deste domingo que pode, sim, lev\u00e1-lo a vencer j\u00e1 no primeiro turno.<\/p>\n<p>Na sua avalia\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios fatores explicam a recente disparada do candidato nas pesquisas, em uma composi\u00e7\u00e3o de voto antipetista, antifeminista e evang\u00e9lico.<\/p>\n<p>J\u00e1 o cientista pol\u00edtico Cl\u00e1udio Couto, professor do Departamento de Gest\u00e3o P\u00fablica Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas de S\u00e3o Paulo (FGV-SP), considera que seria necess\u00e1rio uma conflu\u00eancia muito forte para a elei\u00e7\u00e3o presidencial j\u00e1 se definir neste domingo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 improv\u00e1vel que Bolsonaro seja eleito em primeiro turno. O candidato tem menos de 40% de votos v\u00e1lidos. Seria preciso uma transfer\u00eancia massiva de votos para o Bolsonaro, de todos os candidatos de centro, indecisos, gente que vai anular, tudo para ele. Acho muito dif\u00edcil isso acontecer&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>1) Crescimento entre indecisos<\/strong><br \/>\nOs 39% de votos v\u00e1lidos de Jair Bolsonaro, segundo o Datafolha de quinta-feira, s\u00e3o um patamar baixo para o primeiro colocado de uma disputa presidencial, em compara\u00e7\u00e3o com as \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es. Em 2014, tamb\u00e9m nos dias anteriores ao primeiro turno, Dilma Rousseff (PT) tinha 46% de votos v\u00e1lidos. Em 2010, Dilma chegava a 50%. Nas v\u00e9speras de 2006 e 2002, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva tinha cerca de 48%.<\/p>\n<p>Por outro lado, a inten\u00e7\u00e3o de voto em Bolsonaro apresenta uma tend\u00eancia de alta. Na \u00faltima sexta-feira, o militar reformado tinha 28% dos votos totais, no Datafolha &#8211; o mesmo percentual registrado uma semana antes, o que parecia indicar que ele tinha parado de crescer. Mas, na ter\u00e7a-feira, o instituto apontou que o candidato havia voltado a subir, chegando a 32%. Na quinta-feira, estava com 35% &#8211; em v\u00e1lidos, 39%.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, Bolsonaro pode ter crescido principalmente entre quem estava indeciso e n\u00e3o declarava voto nas pesquisas anteriores.<\/p>\n<p>&#8220;A elei\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito polarizada. Isso faz com que haja muitos indecisos, at\u00e9 mais tarde do que o normal. Mas, na \u00faltima hora, as pessoas come\u00e7am a decidir. A migra\u00e7\u00e3o de votos para Bolsonaro, que teria que acontecer em algum momento, est\u00e1 ocorrendo agora porque esse \u00e9 o momento da decis\u00e3o&#8221;, diz Couto.<\/p>\n<p>Uma das faixas em que Bolsonaro mais cresceu nessa \u00faltima semana foi a das mulheres. Para Couto, isso tamb\u00e9m pode ser explicado pela migra\u00e7\u00e3o dos votos de indecisos, j\u00e1 que historicamente as mulheres s\u00e3o as eleitoras que mais demoram para tomar uma decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Rosana Pinheiro-Machado, &#8220;muitas mulheres que estavam indecisas est\u00e3o na \u00faltima hora repetindo o movimento tradicional de seguir votos de pais e maridos&#8221;. Bolsonaro tem usado as redes sociais para se colocar como o verdadeiro candidato preocupado com a seguran\u00e7a das mulheres.<\/p>\n<p>O candidato tamb\u00e9m tem visado aos indecisos no Nordeste e suavizou o discurso antipetista na regi\u00e3o. Disse que Lula &#8220;tinha tudo para ser um grande presidente&#8221;, que &#8220;lamenta&#8221; que ele esteja &#8220;nessa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, mas que &#8220;ele est\u00e1 colhendo o que plantou&#8221;.<\/p>\n<p>Mas a queda no n\u00famero de indecisos pode estar perto do limite. No final de agosto, 28% do eleitorado n\u00e3o citava nenhum candidato, segundo o Datafolha. Agora, s\u00e3o apenas 11%.<\/p>\n<p><strong>2) Voto \u00fatil antipetista em Bolsonaro<\/strong><br \/>\nNa reta final para o primeiro turno, os apoiadores de Bolsonaro intensificaram esfor\u00e7os para conseguir mais votos para o candidato. Em ato de apoio ao militar reformado na Av. Paulista, em S\u00e3o Paulo, no \u00faltimo domingo, os manifestantes entoaram em coro: &#8220;primeiro turno, primeiro turno, primeiro turno&#8221;.<\/p>\n<p>A aposta principal dos bolsonaristas para conquistar mais votos \u00e9 o voto \u00fatil antipetista, buscando atrair eleitores de outras candidaturas de oposi\u00e7\u00e3o ao partido de Lula &#8211; principalmente de Geraldo Alckmin (PSDB), Jo\u00e3o Amo\u00eado (Novo), Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB).<\/p>\n<p>Nesse sentido, em grupos de WhatsApp favor\u00e1veis a Bolsonaro, circula um \u00e1udio com informa\u00e7\u00f5es falsas, dizendo que as urnas seriam fraudadas no segundo turno, mas n\u00e3o no primeiro. Assim, segundo o racioc\u00ednio da mensagem, a \u00fanica chance de derrotar o PT estaria na vit\u00f3ria em primeiro turno.<\/p>\n<p>Mas como uma poss\u00edvel transfer\u00eancia de votos para Bolsonaro na reta final poderia alterar o quadro das elei\u00e7\u00f5es? A BBC News Brasil fez algumas simula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se at\u00e9 domingo Bolsonaro conseguir obter 1 de cada 10 votos de todos os demais concorrentes, al\u00e9m do apoio de 1 de cada 10 pessoas que hoje dizem votar branco ou nulo ou estarem indecisas, ele passaria a ter 41% dos votos totais. Mantendo-se o patamar de votos brancos e nulos mostrados pelo Datafolha, seriam 47% de votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>J\u00e1 se a transfer\u00eancia de votos de Alckmin, Amo\u00eado, Meirelles e \u00c1lvaro for maior, de 3 entre cada 10 votos, Bolsonaro ficaria com 44% dos votos totais &#8211; e, em votos v\u00e1lidos, estaria muito pr\u00f3ximo de vencer no primeiro turno.<\/p>\n<p>Essa migra\u00e7\u00e3o de votos j\u00e1 vem ocorrendo nas \u00faltimas semanas &#8211; o que n\u00e3o est\u00e1 claro \u00e9 se ainda h\u00e1 espa\u00e7o para mais mudan\u00e7as de grande magnitude. &#8220;Diante da fraqueza de outros candidatos que se contrap\u00f5em ao PT, muitos eleitores j\u00e1 migraram para o Bolsonaro no primeiro turno. Alckmin, por exemplo, \u00e9 um candidato morto&#8221;, analisa Pinheiro-Machado.<\/p>\n<p><strong>3) Brancos e nulos favorecem o primeiro colocado<\/strong><br \/>\nOs votos v\u00e1lidos s\u00e3o todos os votos que s\u00e3o destinados a algum candidato. Ou seja, eles n\u00e3o incluem brancos e nulos.<\/p>\n<p>Vamos usar uma analogia. Imagine uma vota\u00e7\u00e3o em uma sala de aula com 20 alunos. Desses, 5 resolvem n\u00e3o votar em ningu\u00e9m e outros 15 escolhem um candidato. Os votos v\u00e1lidos s\u00e3o apenas os votos desses 15. Assim, para vencer em primeiro turno, seria necess\u00e1rio ter a maioria de 15 &#8211; no caso, 8.<\/p>\n<p>Mas, se nessa mesma vota\u00e7\u00e3o 10 alunos resolvessem n\u00e3o votar em ningu\u00e9m, o total de votos v\u00e1lidos passaria a ser os outros 10. Assim, para vencer em primeiro turno, bastaria a maioria de 10 &#8211; ou seja, 6.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre nas elei\u00e7\u00f5es. Quanto mais votos brancos e nulos, menos votos v\u00e1lidos. E menor o total de votos que o candidato mais bem posicionado precisa ter para vencer no primeiro turno.<\/p>\n<p>Hoje, o percentual de 35% de votos totais em Bolsonaro s\u00f3 seria suficiente para vencer em primeiro turno caso os votos inv\u00e1lidos chegassem a 30%, o que \u00e9 improv\u00e1vel. Se Bolsonaro subir para 40% dos votos totais, ent\u00e3o 20% de brancos e nulos poderiam eleg\u00ea-lo no domingo &#8211; o que tamb\u00e9m \u00e9 muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p>No \u00faltimo Datafolha, apenas 6% disseram que pretendem anular ou votar em branco neste domingo, enquanto 5% ainda n\u00e3o tinham definido o voto. Na somat\u00f3ria, \u00e9 um patamar pr\u00f3ximo ao de brancos e nulos visto na elei\u00e7\u00e3o de 2014 &#8211; 9,6%.<\/p>\n<p>Resultados passados mostram como um alto patamar de votos sem validade pode ser determinante. Em 1998, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito presidente em primeiro turno, os votos brancos e nulos alcan\u00e7aram patamares mais elevados, 18,7%. Isso fez com que os 43,1% dos votos totais recebidos pelo tucano se transformassem em 53,1% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>Por outro lado, em 2006, Lula, recebeu um percentual maior dos votos totais (44,5%) no enfrentamento contra Alckmin. Por\u00e9m, como houve menos votos brancos e nulos (8,4%), o petista n\u00e3o obteve a maioria dos v\u00e1lidos (48,6%) e a disputa foi para o segundo turno.<\/p>\n<p><strong>4) Absten\u00e7\u00f5es em \u00e1reas petistas<\/strong><br \/>\nAs absten\u00e7\u00f5es (n\u00famero de eleitores que n\u00e3o comparecem para votar) tamb\u00e9m podem afetar o resultado das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim como os votos nulos e brancos, elas reduzem o universo total de votos v\u00e1lidos, explica Lucio Renn\u00f3, professor-associado do Instituto de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade de Bras\u00edlia. Isso acaba diminuindo o n\u00famero absoluto de votos necess\u00e1rios para se alcan\u00e7ar a maioria no primeiro turno.<\/p>\n<p>Na elei\u00e7\u00e3o \u00e0 prefeitura de S\u00e3o Paulo em 2016, por exemplo, Jo\u00e3o Doria (hoje candidato ao governo do Estado) conquistou 35% dos votos do eleitorado paulistano. Como o n\u00famero de votos brancos e nulos (quase 17%) e absten\u00e7\u00f5es (22%) foi muito alto, o total de votos v\u00e1lidos foi menor.<\/p>\n<p>Assim, os 35% de votos totais viraram 53,2% de v\u00e1lidos e Doria venceu no primeiro turno. Sua vota\u00e7\u00e3o (3,085 milh\u00f5es de votos) foi menos expressiva do que a soma de eleitores que anulou ou se absteve (3,096 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda outro fator ocorrido na elei\u00e7\u00e3o municipal de 2016 que, caso se repita, poderia favorecer Bolsonaro. Em S\u00e3o Paulo, a absten\u00e7\u00e3o foi maior na periferia, que costumava concentrar votos petistas.<\/p>\n<p>J\u00e1 no pa\u00eds como um todo, Renn\u00f3 cruzou os \u00edndices de absten\u00e7\u00e3o em 2014 e a renda m\u00e9dia dos Estados e verificou que o comparecimento costuma ser mais alto conforme aumentam os rendimentos da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente entre os segmentos de maior renda que Bolsonaro apresenta seu melhor desempenho nas pesquisas. J\u00e1 com Haddad, do PT, ocorre o inverso. &#8220;O PT vai bem em Estados mais pobres, onde a absten\u00e7\u00e3o pode ser maior. \u00c9 preciso ficar atento a esse elemento para entender poss\u00edveis discrep\u00e2ncias (entre o resultado da elei\u00e7\u00e3o e as pesquisas)&#8221;, observa Renn\u00f3.<\/p>\n<p>Isso d\u00e1 pistas sobre como a absten\u00e7\u00e3o pode favorecer Bolsonaro este ano. Mas \u00e9 dif\u00edcil estimar qual vai ser o percentual de eleitores que v\u00e3o deixar de votar, j\u00e1 que as pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto n\u00e3o captam esse fen\u00f4meno. Segundo Renn\u00f3, nem sempre as pessoas admitem, durante a entrevista, a inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o comparecer \u00e0s urnas.<\/p>\n<p>H\u00e1 quatro anos, 27 milh\u00f5es de eleitores se abstiveram (19,4% do total). J\u00e1 este ano, \u00e9 poss\u00edvel que o percentual caia devido \u00e0 expans\u00e3o do cadastro biom\u00e9trico para cerca de metade do pa\u00eds. Nesse sistema, o eleitor \u00e9 identificado por sua digital, al\u00e9m de documento com foto.<\/p>\n<p>Na elei\u00e7\u00e3o de 2016, as cidades que j\u00e1 estavam com cadastramento biom\u00e9trico tiveram 12% de absten\u00e7\u00e3o, contra 19% da m\u00e9dia nacional. Uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para essa queda \u00e9 que a atualiza\u00e7\u00e3o do cadastro tenha eliminado casos de eleitores j\u00e1 falecidos, al\u00e9m de ter estimulado outros que haviam mudado de cidade, mas n\u00e3o haviam transferido seu t\u00edtulo, a atualizar sua situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o crescimento do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas eleitorais da \u00faltima semana, a pergunta de ouro da reta final das elei\u00e7\u00f5es 2018 \u00e9: o ex-militar pode vencer no primeiro turno? A resposta simples \u00e9 &#8220;sim, pode&#8221;. Mas qual \u00e9 a chance de isso ocorrer? 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