{"id":192467,"date":"2018-10-08T13:03:56","date_gmt":"2018-10-08T16:03:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=192467"},"modified":"2018-10-08T18:47:20","modified_gmt":"2018-10-08T21:47:20","slug":"ordem-agora-e-segurar-a-lingua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ordem-agora-e-segurar-a-lingua\/","title":{"rendered":"Ordem agora \u00e9 segurar a l\u00edngua e evitar tenta\u00e7\u00e3o das palavras"},"content":{"rendered":"<p>Os candidatos mais votados para disputar o segundo turno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), v\u00e3o ao segundo turno com altos \u00edndices de rejei\u00e7\u00e3o. Segundo \u00faltima pesquisa Ibope\/Estad\u00e3o\/TV Globo divulgada no dia 6 de setembro, o deputado federal contabilizou 43% da rejei\u00e7\u00e3o, enquanto o ex-prefeito petista somou 36%. Para analistas, se quiserem conquistar novos votos, os dois ter\u00e3o que suavizar parte das narrativas adotadas na campanha at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o duas posi\u00e7\u00f5es irreconcili\u00e1veis entre si&#8221;, avalia o cientista pol\u00edtico e professor da FAAP, Jos\u00e9 Correa. Enquanto dois espectros da sociedade seguir\u00e3o convictos a respeito dos seus candidatos, a maior parte dos brasileiros, segundo ele, estaria em um terceiro bloco: &#8220;Essa elei\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 aproximando o conjunto da popula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, est\u00e1 afastando. Isso vai marcar o segundo turno&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Tal parcela da popula\u00e7\u00e3o, tomada por um desencanto, votaria no &#8220;mal menor&#8221;. &#8220;O entusiasmo \u00e9 estritamente dos partid\u00e1rios dos dois candidatos&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Os eleitores que mais rejeitam Bolsonaro e Haddad t\u00eam perfis completamente opostos. O candidato do PSL tem maior dificuldade entre as mulheres (49%), entre os jovens (48% de 16 a 24 anos), com baixa escolaridade (46% at\u00e9 a quarta s\u00e9rie do ensino fundamental), pobre (53% at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo), cat\u00f3lica (46%), preta e parda (47%) e do nordeste (58%).<\/p>\n<p>O petista tem rejei\u00e7\u00e3o entre os homens (43%), entre os eleitores de 25 a 34 anos (39%), escolarizados (52% com ensino superior), ricos (57% com mais de cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos), evang\u00e9licos (45%), brancos (45%) e sulistas (48%).<\/p>\n<p>&#8220;A raz\u00e3o para a disputa eleitoral ter sido levada ao segundo turno \u00e9 responsabilidade das mulheres de renda mais baixa, avalia o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. &#8220;Elas t\u00eam peso no eleitorado, seguraram a vit\u00f3ria de Bolsonaro no primeiro turno&#8221;. Por\u00e9m, entre as mulheres de classe m\u00e9dia, os votos ao capit\u00e3o alcan\u00e7aram 47% segundo pesquisa do instituto. &#8220;Ele venceria no primeiro turno se dependesse s\u00f3 delas&#8221;, defende Mauro.<\/p>\n<p>Apesar da avalia\u00e7\u00e3o de analistas, nos primeiros movimentos ap\u00f3s o resultado, tanto Bolsonaro quanto Haddad n\u00e3o deram sinais que v\u00e3o flexibilizar seus discursos. Nesta segunda-feira, 8, Bolsonaro afirmou que n\u00e3o vai mudar o discurso: &#8220;N\u00e3o posso virar Jairzinho para e amor e me violentar&#8221;. J\u00e1 Haddad foi \u00e0 Curitiba visitar o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula Silva , preso e condenado na Lava Jato. Os eleitores que mais rejeitam o candidato do PT s\u00e3o exatamente os com o perfil mais antipetista<\/p>\n<p>&#8220;Uma nova elei\u00e7\u00e3o&#8221;: Essa \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o da corrida presidencial a partir de agora, avalia o especialista. &#8220;Pode ser que tenha no segundo turno uma taxa maior de brancos e nulos do que em outras elei\u00e7\u00f5es. Teremos eleitores que preferem posi\u00e7\u00f5es menos extremas e estar\u00e3o diante de dois extremos. As rejei\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podem mudar&#8221;.<\/p>\n<p>O professor Maur\u00edcio Fronzaglia, do Mackenzie, avalia que a alta rejei\u00e7\u00e3o limita o poder de atra\u00e7\u00e3o dos candidatos. Segundo ele, muitos dos eleitores no segundo turno estar\u00e3o &#8220;desconfiados&#8221; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s propostas dos extremos, o que dificulta a migra\u00e7\u00e3o de votos. &#8220;Os dois ter\u00e3o de fazer acenos para um eleitorado mais amplo do que a base que apresentam. O risco \u00e9 deixarem descontentes a milit\u00e2ncia que os levou ao segundo turno&#8221;.<\/p>\n<p>Ele acredita que a campanha de Bolsonaro vai tentar atrair aqueles que s\u00e3o contr\u00e1rios a Lula mas discordam do &#8220;radicalismo&#8221; em quest\u00f5es sociais proposto pelo capit\u00e3o reformado. &#8220;Sinaliza\u00e7\u00f5es de cortes em pol\u00edticas sociais e quest\u00f5es trabalhistas, como feitas por parte dos seus apoiadores na campanha, podem lhe custar esses votos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a Haddad, o professor entende que o candidato deve adotar o discurso mais pr\u00f3ximo do mercado. &#8220;O candidato deve acalmar o mercado e sinalizar uma aproxima\u00e7\u00e3o com a agenda da classe m\u00e9dia e dos pequenos e m\u00e9dios empres\u00e1rios que veem as propostas do seu partido com extrema desconfian\u00e7a&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a tarefa \u00e9 mais dif\u00edcil para o PT porque ter\u00e1 que enfrentar o forte sentimento contr\u00e1rio ao partido e fazer a autocr\u00edtica aos erros das gest\u00f5es anteriores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os candidatos mais votados para disputar o segundo turno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), v\u00e3o ao segundo turno com altos \u00edndices de rejei\u00e7\u00e3o. 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