{"id":193352,"date":"2018-10-19T04:58:09","date_gmt":"2018-10-19T07:58:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=193352"},"modified":"2018-10-19T05:06:18","modified_gmt":"2018-10-19T08:06:18","slug":"riqueza-de-familias-brasileiras-encolhe-15-trilhao-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/riqueza-de-familias-brasileiras-encolhe-15-trilhao-em-um-ano\/","title":{"rendered":"Riqueza de fam\u00edlias brasileiras encolhe 1,5 trilh\u00e3o em um ano"},"content":{"rendered":"<p>Prejudicada pelo baixo crescimento econ\u00f4mico e principalmente pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, a riqueza das fam\u00edlias brasileiras encolheu US$ 380 bilh\u00f5es (cerca de 1 trilh\u00e3o 500 bilh\u00f5es de reais) nos \u00faltimos 12 meses, alcan\u00e7ando agora US$ 2,5 trilh\u00f5es. O n\u00famero foi divulgado nesta quinta (18) pela \u00e1rea de pesquisa do banco Credit Suisse, que publicou o relat\u00f3rio Global Wealth Report 2018.<\/p>\n<p>O desempenho contrasta com o do restante do planeta. Em 2018, a riqueza global das fam\u00edlias aumentou 4,6%, para US$ 317 trilh\u00f5es. De acordo com o relat\u00f3rio, problemas econ\u00f4micos no Brasil e na Argentina tornaram a Am\u00e9rica Latina a \u00fanica regi\u00e3o do planeta a ter registrado queda na riqueza em 12 meses, com recuo m\u00e9dio de 4,9%.<\/p>\n<p>O maior crescimento foi registrado na Am\u00e9rica do Norte, onde a riqueza das fam\u00edlias aumentou 6,5% no ano passado, para US$ 106,5 trilh\u00f5es. Em seguida, veio a Europa, com expans\u00e3o de 5,5% (para US$ 85,4 trilh\u00f5es), e a China, com alta de 4,6% (para US$ 51,9 trilh\u00f5es).<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, a desvaloriza\u00e7\u00e3o das moedas locais foi a principal causa da redu\u00e7\u00e3o da riqueza m\u00e9dia em d\u00f3lares, tanto no Brasil como na Argentina. O n\u00famero de milion\u00e1rios caiu de 190 mil para 154 mil no Brasil e de 29 mil para 21 mil no pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio do Credit Suisse, a redu\u00e7\u00e3o da riqueza das fam\u00edlias brasileiras tem sido uma tend\u00eancia nesta d\u00e9cada. A riqueza por adulto acumula retra\u00e7\u00e3o de 36% entre 2011 e 2018 em valores convertidos para o d\u00f3lar. A riqueza por adulto, destacou o documento, saltou de US$ 8.040 em 2000 para US$ 26.200 em 2011, caindo para US$ 14.236 este ano. Em reais, o valor per capita aumentou, mas a pesquisa informa que a alta deveu-se essencialmente \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, que transforma a perda em d\u00f3lares em ganhos na moeda local.<\/p>\n<p>A desigualdade foi outro aspecto da economia brasileira ressaltado no relat\u00f3rio. De acordo com o banco, o desemprego, atualmente em torno de 12%, e o crescimento esperado de 1,5% da economia para este ano pioram a distribui\u00e7\u00e3o de renda. Atualmente, o 1% mais rico da popula\u00e7\u00e3o brasileira det\u00e9m 43% da riqueza familiar nacional, enquanto a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com patrim\u00f4nio inferior a US$ 10 mil equivale a 74% dos habitantes, contra m\u00e9dia mundial de 64%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prejudicada pelo baixo crescimento econ\u00f4mico e principalmente pela desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, a riqueza das fam\u00edlias brasileiras encolheu US$ 380 bilh\u00f5es (cerca de 1 trilh\u00e3o 500 bilh\u00f5es de reais) nos \u00faltimos 12 meses, alcan\u00e7ando agora US$ 2,5 trilh\u00f5es. 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