{"id":193837,"date":"2018-10-24T19:03:48","date_gmt":"2018-10-24T21:03:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=193837"},"modified":"2018-10-25T07:39:29","modified_gmt":"2018-10-25T09:39:29","slug":"folha-denuncia-caca-as-bruxas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/folha-denuncia-caca-as-bruxas\/","title":{"rendered":"&#8216;Folha&#8217; denuncia ca\u00e7a \u00e0s bruxas com ataques a seus rep\u00f3rteres"},"content":{"rendered":"<p>O jornal <em>Folha de S. Paulo<\/em> informou nesta quarta (24) que entrou com representa\u00e7\u00e3o no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que a Pol\u00edcia Federal (PF) investigue amea\u00e7as a profissionais do ve\u00edculo. Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de reportagens investigativas sobre a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), a autora da mat\u00e9ria, jornalista Patr\u00edcia Campos Mello, recebeu centenas de intimida\u00e7\u00f5es e ofensas sobretudo via redes sociais.<\/p>\n<p>Outros dois jornalistas que participaram da apura\u00e7\u00e3o da reportagem tamb\u00e9m v\u00eam sofrendo ataques, acrescentou o jornal em comunicado. O diretor do Instituto Datafolha, Mauro Paulino, foi alvo de amea\u00e7as por redes sociais e em sua casa.<\/p>\n<p>A Folha disse ter identificado uma &#8220;a\u00e7\u00e3o orquestrada contra a liberdade de express\u00e3o&#8221;. Segundo o jornal, os ataques se alastraram por grupos de apoio ao presidenci\u00e1vel do PSL no WhatsApp.<\/p>\n<p>No dia 19 de outubro, a Folha publicou reportagem denunciando um esquema de compra de envio de mensagens em massa no aplicativo WhatsApp que seria bancado por empres\u00e1rios favor\u00e1veis a Bolsonaro. Os contratos chegariam at\u00e9 R$ 12 milh\u00f5es. Bolsonaro e executivos citados na reportagem negaram qualquer envolvimento.<\/p>\n<p>A compra de mensagens pr\u00f3-Bolsonaro no aplicativo de celular motivou a\u00e7\u00f5es junto ao TSE, que investiga o caso com apoio da Pol\u00edcia Federal (PF). Por causa da abertura dessas investiga\u00e7\u00f5es, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, e outros ministros foram ontem (23) amea\u00e7ados e xingados em v\u00eddeo divulgado nas redes sociais.<\/p>\n<p>O autor do v\u00eddeo, coronel da reserva Carlos Alves, j\u00e1 \u00e9 alvo de inqu\u00e9rito da PF, aberto a pedido da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), ap\u00f3s receber solicita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Supremo Tribunal Federal (STF). O Minist\u00e9rio do Ex\u00e9rcito tamb\u00e9m condenou as declara\u00e7\u00f5es do coronel da reserva e afirmou que ele n\u00e3o representa as posi\u00e7\u00f5es da For\u00e7a, al\u00e9m de informar que sua conduta j\u00e1 \u00e9 alvo de apura\u00e7\u00e3o na esfera militar.<\/p>\n<p>A autora da reportagem sobre o disparo em massa de mensagens pr\u00f3-Bolsonaro, Patr\u00edcia Campos Mello, teve sua conta de WhatsApp invadida. Os hackers enviaram mensagens a favor do candidato do PSL para contatos armazenados. Al\u00e9m disso, ela recebeu amea\u00e7as por telefone de n\u00fameros desconhecidos.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a Folha, circularam imagens entre grupos de apoiadores de Bolsonaro incitando eleitores a confrontar a jornalista em uma palestra marcada para o dia 29, al\u00e9m de uma montagem onde ela apareceria abra\u00e7ada ao candidato do PT, Fernando Haddad. Patr\u00edcia Campos Mello teve de fechar sua conta no Twitter &#8211; passando a permitir apenas intera\u00e7\u00e3o com seguidores autorizados..<\/p>\n<p>No domingo (21), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) afirmou a seus seguidores que \u201ca Folha de S. Paulo \u00e9 o maior fake news do Brasil, imprensa vendida\u201d. O candidato criticou o jornal diversas vezes em raz\u00e3o da reportagem publicada. Em entrevista \u00e0 R\u00e1dio Justi\u00e7a, a advogada do PSL, Karina Kufa, afirmou que a den\u00fancia n\u00e3o tem base documental e que qualquer caso de apoio espont\u00e2neo n\u00e3o teve anu\u00eancia do candidato.<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de S\u00e3o Paulo emitiram nota na semana passada em que condenaram os ataques a Patr\u00edcia Campos Mello e a profissionais do jornal. \u201cAvessos ao debate e \u00e0 cr\u00edtica p\u00fablica, essenciais numa sociedade democr\u00e1tica, os agressores querem sufocar a liberdade de imprensa e calar qualquer voz que levante questionamentos dirigidos a seu candidato. \u00c9 a pr\u00f3pria democracia que est\u00e1 sendo atingida quando a rep\u00f3rter \u00e9 atacada\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo tamb\u00e9m se manifestou em favor da profissional, reconhecida pela sua experi\u00eancia e contribui\u00e7\u00e3o para a imprensa brasileira. \u201cRetaliar jornalistas em fun\u00e7\u00e3o de sua atividade profissional n\u00e3o atinge apenas o(a) comunicador(a) em quest\u00e3o; traz preju\u00edzos \u00e0 sociedade como um todo, inclusive aos que praticam os ataques\u201d, pontua a associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do m\u00eas, a Abraji divulgou levantamento em que identificou pelo menos 130 agress\u00f5es a profissionais de imprensa cobrindo elei\u00e7\u00f5es. Foram 75 ataques por meios digitais, como redes sociais, e 62 f\u00edsicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornal Folha de S. Paulo informou nesta quarta (24) que entrou com representa\u00e7\u00e3o no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que a Pol\u00edcia Federal (PF) investigue amea\u00e7as a profissionais do ve\u00edculo. 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