{"id":194450,"date":"2018-11-02T08:36:55","date_gmt":"2018-11-02T10:36:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=194450"},"modified":"2018-11-02T08:36:55","modified_gmt":"2018-11-02T10:36:55","slug":"jungmann-manda-pf-entrar-no-caso-marielle-franco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/jungmann-manda-pf-entrar-no-caso-marielle-franco\/","title":{"rendered":"Jungmann manda PF entrar no caso Marielle Franco"},"content":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal vai apurar interfer\u00eancias na investiga\u00e7\u00e3o do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em mar\u00e7o deste ano. O Minist\u00e9rio P\u00fablico e a pol\u00edcia civil estaduais seguem na apura\u00e7\u00e3o do homic\u00eddio em si que, depois de quase oito meses, ainda n\u00e3o tem nenhum respons\u00e1vel identificado.<\/p>\n<p>O an\u00fancio da atua\u00e7\u00e3o da PF foi feito pelo ministro da Seguran\u00e7a P\u00fablica, Raul Jungmann. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal obteve dois depoimentos com den\u00fancias de que uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa teria atuado para desviar as investiga\u00e7\u00f5es e dificultar a identifica\u00e7\u00e3o dos autores e mandantes do assassinato.<\/p>\n<p>De acordo com as informa\u00e7\u00f5es obtidas, que o ministro classificou como \u201cgrav\u00edssima den\u00fancia\u201d, a organiza\u00e7\u00e3o criminosa envolveria a atua\u00e7\u00e3o de criminosos, contraventores, mil\u00edcias e agentes p\u00fablicos de diversos \u00f3rg\u00e3os, inclusive relacionados ao caso. Perguntado se as testemunhas teriam apresentado provas, Jungmann disse que os ind\u00edcios de pr\u00e1ticas de corrup\u00e7\u00e3o, ocultamento e compra de agentes p\u00fablicos para impedir a descoberta dos mandantes do crime foram relevantes.<\/p>\n<p>O ministro, contudo, n\u00e3o quis revelar mais detalhes quanto a quais agentes de que \u00f3rg\u00e3os estariam envolvidos nesse grupo. Jungmann tamb\u00e9m n\u00e3o informou o que acondeceu com os denunciantes, apenas comentou que um dos depoimentos teria sido tomado no Rio de Janeiro e outro fora. As oitivas teriam ocorrido no \u00faltimo m\u00eas.<\/p>\n<p>Segundo o titular da Seguran\u00e7a P\u00fablica, o inqu\u00e9rito da Pol\u00edcia Federal correr\u00e1 paralelamente \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pela Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro e n\u00e3o configura federaliza\u00e7\u00e3o do caso.<\/p>\n<p>Contudo, Jungmann afirmou que as duas investiga\u00e7\u00f5es podem cooperar e trocar informa\u00e7\u00f5es. \u201cSe o caso Marielle ajudar a desvendar quem est\u00e1 obstruindo e se, inversamente, a busca da investiga\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 promovendo isso, segundo a testemunha, ajudar o caso Marielle, \u00f3timo. Embora as responsabilidades sejam distintas, sem sombra de d\u00favida a coopera\u00e7\u00e3o deve ajudar mutuamente a elucida\u00e7\u00e3o tanto de um caso quanto de outro\u201d.<\/p>\n<p>Em agosto, o ministro afirmou que a Pol\u00edcia Federal estaria pronta para assumir a investiga\u00e7\u00e3o completa do caso se ele fosse federalizado. Mas para isso a PGR teria de entrar com um pedido junto ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a chamado Incidente de Deslocamento de Compet\u00eancia (IDC), o que n\u00e3o ocorreu at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro (MPRJ) divulgou uma nota de esclarecimento na noite desta quinta-feira (1\u00ba) se posicionando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal na apura\u00e7\u00e3o de interfer\u00eancias na investiga\u00e7\u00e3o do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em mar\u00e7o deste ano. A investiga\u00e7\u00e3o dos homic\u00eddios vem sendo conduzida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e a pol\u00edcia civil estaduais h\u00e1 quase oito meses, ainda sem nenhum respons\u00e1vel identificado.<\/p>\n<p>Na nota, o MPRJ diz considerar a coopera\u00e7\u00e3o da PF bem-vinda, e informa que, at\u00e9 o momento, o \u00f3rg\u00e3o \u201cn\u00e3o teve acesso aos dois depoimentos citados nas declara\u00e7\u00f5es do Ministro Raul Jungmann na entrevista coletiva desta quinta-feira. O MPRJ espera receber, em breve, o compartilhamento dos depoimentos.\u201d<\/p>\n<p>A vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos no dia 14 de mar\u00e7o deste ano. Ela levou quatro tiros e Anderson, tr\u00eas. Eles sa\u00edam de um evento pol\u00edtico e foram assassinados quando estavam dentro do carro no bairro do Est\u00e1cio, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro e a Pol\u00edcia Civil do estado assumiram o caso. Diversas campanhas foram feitas cobrando a elucida\u00e7\u00e3o do crime. Organiza\u00e7\u00f5es como a Anistia Internacional lan\u00e7aram peti\u00e7\u00f5es e documentos cobrando celeridade das autoridades.<\/p>\n<p>Em julho, dois suspeitos foram presos pela Delegacia de Homic\u00eddios da Pol\u00edcia Civil do Rio: Alan Moraes Nogueira, policial militar reformado, e Luiz Cl\u00e1udio Ferreira Barbosa, que atuava como bombeiro. Segundo as investiga\u00e7\u00f5es, eles fariam parte do grupo do miliciano Orlando Oliveira de Ara\u00fajo, conhecido como Orlando de Curicica, que est\u00e1 preso no Rio Grande do Norte por outro delito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal vai apurar interfer\u00eancias na investiga\u00e7\u00e3o do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em mar\u00e7o deste ano. 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