{"id":195331,"date":"2018-11-14T09:06:20","date_gmt":"2018-11-14T11:06:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=195331"},"modified":"2018-11-14T09:06:20","modified_gmt":"2018-11-14T11:06:20","slug":"ingles-vem-ao-brasil-para-mostrar-que-tartaruga-esta-de-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ingles-vem-ao-brasil-para-mostrar-que-tartaruga-esta-de-volta\/","title":{"rendered":"Ingl\u00eas vem ao Brasil para mostrar que tartaruga est\u00e1 de volta"},"content":{"rendered":"<p>A tartaruga-da-amaz\u00f4nia, historicamente amea\u00e7ada pela ca\u00e7a, est\u00e1 voltando aos rios da Amaz\u00f4nia brasileira gra\u00e7as a a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o de comunidades locais. \u00c9 o que mostra um estudo ingl\u00eas, em parceria com pesquisadores brasileiros. A pesquisa tamb\u00e9m destacou que, como resultado do trabalho desses grupos, outras esp\u00e9cies tamb\u00e9m voltaram a aparecer nas praias protegidas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa foi liderada pela Universidade de East Anglia, na Inglaterra, e contou com a colabora\u00e7\u00e3o do centro universit\u00e1rio de Anglia Ruskin, no mesmo pa\u00eds, e com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O estudo foi publicado nesta ter\u00e7a-feira, 13, na revista cient\u00edfica &#8220;Nature Sustainability&#8221;.<\/p>\n<p>Os cientistas analisaram dados dos \u00faltimos 40 anos sobre as popula\u00e7\u00f5es de tartarugas-da-amaz\u00f4nia que fazem ninhos nas praias ao longo do Rio Juru\u00e1, importante afluente do Rio Amazonas. Tamb\u00e9m investigaram as regi\u00f5es de praias desprotegidas ao longo de uma faixa de mil quil\u00f4metros do mesmo rio e estudaram os ninhos de esp\u00e9cies de tartarugas, aves, iguanas, jacar\u00e9s, peixes, botos e popula\u00e7\u00f5es de insetos durante a esta\u00e7\u00e3o seca.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que as popula\u00e7\u00f5es de tartaruga-da-amaz\u00f4nia est\u00e3o se recuperando por completo em praias protegidas pelas comunidades, do mesmo modo que aves migrat\u00f3rias como o talha-mar (Rynchops niger) e animais como o jacar\u00e9-negro (Melanosuchus niger), o golfinho de \u00e1gua doce, a iguana verde e o bagre. As a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o no Rio Juru\u00e1 s\u00e3o realizadas pelos moradores da regi\u00e3o apoiados por organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e pelo governo.<\/p>\n<p>Hoje, nessas praias nascem nove vezes mais tartarugas do que em 1977, o que equivale a um aumento anual de mais de 70 mil filhotes. Segundo o estudo, dos mais de 2 mil ninhos de tartarugas em praias monitoradas pelos grupos locais, s\u00f3 2% foram atacados por ca\u00e7adores ilegais. Nas \u00e1reas desprotegidas, esse porcentual chegou a 99% dos 202 ninhos analisados, segundo o estudo.<\/p>\n<p>Os investigadores esperam que suas descobertas estimulem as autoridades a apoiar a conserva\u00e7\u00e3o local, aspecto fundamental para que os programas de restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica tenham sucesso.<\/p>\n<p>A tartaruga-da-amaz\u00f4nia, cujo nome cient\u00edfico \u00e9 Podocnemis expansa, \u00e9 uma esp\u00e9cie semiaqu\u00e1tica, apelidada de &#8220;gigante&#8221; por ser a maior dos pleurodiros, o grupo das tartarugas de pesco\u00e7o longo. Na esta\u00e7\u00e3o chuvosa, elas entram nas florestas alagadas para se alimentarem de frutas que caem nas \u00e1guas. J\u00e1 na seca, v\u00e3o para os rios em busca de praias arenosas para se reproduzir. A esp\u00e9cie pode ser encontrada na Col\u00f4mbia, Venezuela, Equador, Guianas, Peru e Bol\u00edvia. No Brasil, ocorre na Regi\u00e3o Norte e em Goi\u00e1s e Mato Grosso.<\/p>\n<p>O animal est\u00e1 historicamente amea\u00e7ado. Houve um decl\u00ednio populacional da esp\u00e9cie de cerca de 30% nos \u00faltimos 90 anos, segundo dados do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio). Em 1967, o Brasil aprovou leis que pro\u00edbem sua captura, o que n\u00e3o impediu que no final da d\u00e9cada de 1970 os n\u00fameros de exemplares alcan\u00e7assem n\u00edveis preocupantemente baixos.<\/p>\n<p>Segundo o ICMBio, a carne e os ovos da tartaruga s\u00e3o consumidos pela popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, restaurantes e com\u00e9rcio desde a \u00e9poca de ocupa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Calcula-se que mais 200 milh\u00f5es de ovos tenham sido usados no s\u00e9culo 19 para obter produtos derivados do seu \u00f3leo. (Com ag\u00eancias internacionais).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tartaruga-da-amaz\u00f4nia, historicamente amea\u00e7ada pela ca\u00e7a, est\u00e1 voltando aos rios da Amaz\u00f4nia brasileira gra\u00e7as a a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o de comunidades locais. \u00c9 o que mostra um estudo ingl\u00eas, em parceria com pesquisadores brasileiros. A pesquisa tamb\u00e9m destacou que, como resultado do trabalho desses grupos, outras esp\u00e9cies tamb\u00e9m voltaram a aparecer nas praias protegidas da regi\u00e3o. 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