{"id":196215,"date":"2018-11-27T06:00:45","date_gmt":"2018-11-27T08:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=196215"},"modified":"2018-11-27T09:09:20","modified_gmt":"2018-11-27T11:09:20","slug":"bolsonaro-vai-pressionar-maduro-com-acao-forte-de-moro-e-araujo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/bolsonaro-vai-pressionar-maduro-com-acao-forte-de-moro-e-araujo\/","title":{"rendered":"Bolsonaro vai pressionar Maduro com a\u00e7\u00e3o forte de Moro e Ara\u00fajo"},"content":{"rendered":"<p>O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, usou as conversas com integrantes do governo americano nesta segunda-feira, 26, para falar sobre a estrat\u00e9gia do Brasil para intensificar a press\u00e3o sobre o governo de Nicol\u00e1s Maduro, na Venezuela. O assunto \u00e9 um dos principais interesses do governo dos Estados Unidos na Am\u00e9rica Latina. Em almo\u00e7o com estrangeiros, ele tamb\u00e9m foi cobrado sobre posi\u00e7\u00f5es do pai que poderiam representar amea\u00e7as \u00e0 defesa dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s se reunir com representantes do Departamento de Estado, do Conselho de Seguran\u00e7a Nacional, da vice-presid\u00eancia dos EUA e do Departamento de Com\u00e9rcio, Eduardo Bolsonaro sugeriu que a estrat\u00e9gia sobre a Venezuela passar\u00e1 pela coopera\u00e7\u00e3o entre Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, conduzido por S\u00e9rgio Moro, e pelo Itamaraty, com o embaixador Ernesto Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>&#8220;Existem diversos instrumentos que o Brasil por anos, de maneira proposital, n\u00e3o levou a s\u00e9rio. S\u00e3o instrumentos que est\u00e3o \u00e0 m\u00e3o. O juiz S\u00e9rgio Moro sabe melhor do que ningu\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lavagem de capitais, combate ao crime organizado, Conven\u00e7\u00e3o de Palermo. E junto com a equipe do embaixador Ernesto Araujo, tem muita coisa nessa \u00e1rea. Se voc\u00ea for congelar tudo aquilo que remete e passa pelas ditaduras cubana e venezuelana, voc\u00ea pode dar um calote muito grande nesses ditadores&#8221;, disse Bolsonaro, ao sair da Casa Branca.<\/p>\n<p>Mais cedo, em almo\u00e7o com estrangeiros, ele mencionou a Conven\u00e7\u00e3o de Palermo como um instrumento a ser usado e indicou que essa poder\u00e1 ser uma medida concreta de cerco a Caracas. Segundo ele, &#8220;mesmo se n\u00e3o for poss\u00edvel (congelar bens com a Conven\u00e7\u00e3o de Palermo), estamos aqui costurando para que haja um tratado internacional nesse sentido&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo o que estiver poss\u00edvel. Os detalhes s\u00e3o os ministros que v\u00e3o dar pra voc\u00eas, mas certamente est\u00e1 nas nossas ideias todo esse tipo de congelamento, enfim, tudo aquilo que faz o povo passar fome a gente pretende congelar&#8221;, disse Bolsonaro.<\/p>\n<p>A possibilidade de usar o sistema de investiga\u00e7\u00e3o de crimes financeiros no Brasil para endurecer o tom com a Venezuela tem sido discutida internamente por membros do governo americano, de forma reservada.<\/p>\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o de Palermo \u00e9 um dos acordos internacionais do qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio e trata de crimes transnacionais. Segundo o procurador Regional da Rep\u00fablica e ex-secret\u00e1rio de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, Vladmir Aras, \u00e9 fact\u00edvel usar os tratados internacionais para investigar e acusar criminalmente autoridades venezuelanas que tenham cometido crimes de lavagem de dinheiro &#8211; por exemplo no caso delatado pela Odebrecht.<\/p>\n<p>&#8220;Em tese, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal pode processar autoridades venezuelanas por lavagem de dinheiro oriundo de corrup\u00e7\u00e3o passiva cometida no estrangeiro e por associa\u00e7\u00e3o em organiza\u00e7\u00e3o criminosa, usando esses tratados&#8221;, afirmou o procurador. Segundo ele, o governo pode usar COAF, CGU e Pol\u00edcia Federal para obter provas fora do Pa\u00eds e caberia ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal analisar a poss\u00edvel acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eduardo Bolsonaro disse ainda que as conversas nos EUA t\u00eam sido &#8220;muito receptivas&#8221; e &#8220;muito boas&#8221;. Ele pretende ser um &#8220;cart\u00e3o de visitas&#8221; do governo do pai no estreitamento da rela\u00e7\u00e3o com os americanos.<\/p>\n<p>Durante o almo\u00e7o, Eduardo Bolsonaro participou de encontro com estrangeiros organizado think tank American Enterprise Institute O encontro aconteceu a portas fechadas, s\u00f3 para convidados.<\/p>\n<p>Ao chegar, Eduardo falou que a viagem \u00e9 uma forma de &#8220;resgatar a credibilidade brasileira e dizer que o novo governo est\u00e1 disposto a n\u00e3o s\u00f3 fazer com\u00e9rcio como cooperar em diversas outras \u00e1reas e n\u00e3o somente fazer com\u00e9rcio com aquele vi\u00e9s ideol\u00f3gico que a gente sabe que era feito antigamente&#8221;. Ele disse ainda que o Brasil durante os governos do PT enviou dinheiro via BNDES &#8220;para ditaduras como a cubana e como a venezuelana&#8221;.<\/p>\n<p>No encontro, ele foi questionado sobre a posi\u00e7\u00e3o do governo com rela\u00e7\u00e3o a direitos humanos, confrontado com preocupa\u00e7\u00f5es por parte da plateia sobre falas do presidente eleito a respeito do assunto. Como resposta, Eduardo Bolsonaro afirmou que seu pai est\u00e1 comprometido em respeitar os direitos humanos nos padr\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Segundo uma fonte presente, ele minimizou falas pol\u00eamicas do presidente eleito ao dizer que &#8220;o problema \u00e9 que seu pai fala com o p\u00fablico e com a imprensa da mesma forma como se estivesse em um churrasco&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre Venezuela, ele afirmou que Bolsonaro quer assumir a lideran\u00e7a numa solu\u00e7\u00e3o regional para a crise humanit\u00e1ria no Pa\u00eds, em parceria com EUA, Col\u00f4mbia e Argentina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, usou as conversas com integrantes do governo americano nesta segunda-feira, 26, para falar sobre a estrat\u00e9gia do Brasil para intensificar a press\u00e3o sobre o governo de Nicol\u00e1s Maduro, na Venezuela. 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