{"id":196770,"date":"2018-12-06T07:10:00","date_gmt":"2018-12-06T09:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=196770"},"modified":"2018-12-06T07:10:00","modified_gmt":"2018-12-06T09:10:00","slug":"emissao-de-carbono-volta-a-crescer-e-preocupa-ambientalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/emissao-de-carbono-volta-a-crescer-e-preocupa-ambientalistas\/","title":{"rendered":"Emiss\u00e3o de carbono volta a crescer e preocupa ambientalistas"},"content":{"rendered":"<p>As emiss\u00f5es globais de di\u00f3xido de carbono voltaram a crescer em 2018 e devem fechar o ano com alta de 2,7%, em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado. \u00c9 o que revelou nesta quarta-feira, 5, o novo relat\u00f3rio do Global Carbon Project, divulgado nesta quarta-feira, 5, na Confer\u00eancia do Clima da ONU (COP-24), realizada em Katowice, na Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u00c9 o segundo aumento consecutivo depois de um per\u00edodo de tr\u00eas anos de estabilidade (de 2014 a 2016), que tinha dado esperan\u00e7as de que o problema talvez come\u00e7asse a ficar sob controle. Gases de efeito estufa, como o CO2, emitidos em excesso por causa de atividades humanas, s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo aquecimento global<\/p>\n<p>Em 2017, por\u00e9m, j\u00e1 havia ocorrido uma alta de 1,6%. E neste ano subiu ainda mais. O crescimento em 2018 se deu por causa da queima de carv\u00e3o no mundo, que voltou a crescer depois de um per\u00edodo de baixa, e ocorreu apesar de um crescimento de 15% em energia renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os dez maiores emiss\u00f5es no ano foram China, Estados Unidos, \u00cdndia, R\u00fassia, Jap\u00e3o, Alemanha, Ir\u00e3, Ar\u00e1bia Saudita, Coreia do Sul e Canad\u00e1. O ranking considera as emiss\u00f5es provenientes da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis e n\u00e3o a de desmatamento ou agricultura, por exemplo, categorias em que o Brasil mais colabora. Quando isso \u00e9 levado em conta, o Pa\u00eds aparece em alguns c\u00e1lculos como o s\u00e9timo maior emissor.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos vendo um forte crescimento das emiss\u00f5es globais de CO2 novamente. As emiss\u00f5es precisam atingir um pico e diminuir rapidamente para lidar com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Com o crescimento deste ano em emiss\u00f5es, parece que o pico ainda n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 vista&#8221;, afirmou em comunicado \u00e0 imprensa a pesquisadora Corinne Le Qu\u00e9r\u00e9, da Universidade de East Anglia, institui\u00e7\u00e3o que lidera o levantamento.<\/p>\n<p>&#8220;Para limitar o aquecimento global \u00e0 meta do Acordo de Paris de 1,5\u00b0 C, as emiss\u00f5es de CO2 precisariam diminuir em 50% at\u00e9 2030 e chegar \u00e0 rede zero por volta de 2050. Estamos muito longe disso e muito mais precisa ser feito. Se os pa\u00edses se ativerem aos compromissos que j\u00e1 assumiram, estamos a caminho de ver 3\u00b0C de aquecimento&#8221;, complementou.<\/p>\n<p>As emiss\u00f5es globais de todas as atividades humanas devem chegar a 41,5 bilh\u00f5es de toneladas em 2018. A maior parte disso \u00e9 proveniente da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis que, sozinha deve atingir 37,1 bilh\u00f5es de toneladas. O resto \u00e9 fornecido principalmente por a\u00e7\u00f5es de mudan\u00e7a de uso do solo, como desmatamento. \u00c9 nessa faixa onde o Brasil mais contribui.<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica de CO2 est\u00e1 projetada para aumentar em 2,3 ppm, para atingir 407 ppm (partes por milh\u00e3o) em m\u00e9dia em 2018, 45% acima dos n\u00edveis anteriores \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Industrial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As emiss\u00f5es globais de di\u00f3xido de carbono voltaram a crescer em 2018 e devem fechar o ano com alta de 2,7%, em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado. \u00c9 o que revelou nesta quarta-feira, 5, o novo relat\u00f3rio do Global Carbon Project, divulgado nesta quarta-feira, 5, na Confer\u00eancia do Clima da ONU (COP-24), realizada em Katowice, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":196772,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-196770","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196770","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=196770"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196770\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":196773,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196770\/revisions\/196773"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/196772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=196770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=196770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=196770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}