{"id":197123,"date":"2018-12-12T08:49:31","date_gmt":"2018-12-12T10:49:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=197123"},"modified":"2018-12-12T14:12:47","modified_gmt":"2018-12-12T16:12:47","slug":"remedios-previnem-riscos-cardiovasculares-enquanto-tratam-diabete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/remedios-previnem-riscos-cardiovasculares-enquanto-tratam-diabete\/","title":{"rendered":"Rem\u00e9dios previnem riscos card\u00edacos enquanto tratam diabete"},"content":{"rendered":"<p>Doen\u00e7as cardiovasculares s\u00e3o a principal causa de morte entre diab\u00e9ticos, segundo pesquisas e especialistas. Para evitar algum evento card\u00edaco, como enfarte ou acidente vascular cerebral (AVC), e otimizar o tratamento, algumas medica\u00e7\u00f5es que controlam a diabete tamb\u00e9m reduzem riscos macrovasculares.<\/p>\n<p>Um estudo recente chamado REWIND analisou os efeitos do composto dulaglutida, medicamento injet\u00e1vel que trata diabete tipo 2. Dispon\u00edvel no Brasil desde 2016, o rem\u00e9dio tem efeito comprovado para controle glic\u00eamico, mas s\u00f3 agora foi atestado que ele reduz riscos cardiovasculares em adultos.<\/p>\n<p>Pacientes com diabete de 24 pa\u00edses, incluindo o Brasil, participaram do estudo, no qual 31% dos participantes j\u00e1 tinham alguma doen\u00e7a cardiovascular estabelecida. A maioria das 9.901 pessoas analisadas tinha apenas fatores de risco, como hist\u00f3rico de hipertens\u00e3o, insufici\u00eancia renal ou eram fumantes com 60 anos de idade.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma nova era no tratamento da diabete conseguir prevenir complica\u00e7\u00f5es macrovasculares&#8221;, afirma o endocrinologista Jo\u00e3o Eduardo Nunes Salles, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). O especialista \u00e9 um dos investigadores do estudo, que acompanhou os pacientes durante uma m\u00e9dia de cinco anos e quatro meses.<\/p>\n<p>Salles destaca que tanto os pacientes tratados com dulaglutida quanto os que receberam placebo continuaram utilizando rem\u00e9dios para controlar colesterol e hipertens\u00e3o arterial. O grupo do placebo tamb\u00e9m permaneceu tratando a diabete com outros medicamentos que n\u00e3o o analisado.<\/p>\n<p>&#8220;O grande benef\u00edcio do estudo \u00e9 que o rem\u00e9dio para diabete associado a outros contra fatores de risco pode reduzir a mortalidade quando comparado com nada&#8221;, diz o endocrinologista.<\/p>\n<p>Outros estudos ainda s\u00e3o necess\u00e1rios para identificar por que a dulaglutida reduz o risco de doen\u00e7as cardiovasculares. &#8220;S\u00e3o v\u00e1rias hip\u00f3teses. Talvez ela controle a hipertens\u00e3o ou um problema inflamat\u00f3rio sist\u00eamico&#8221;, sugere Salles.<\/p>\n<p>Segundo a SBD, 13 milh\u00f5es de brasileiros t\u00eam diabete, sendo que a do tipo 2 \u2014 alvo do estudo \u2014 representa 90% dos casos. No mundo, estima-se que haja mais de 415 milh\u00f5es de adultos com a doen\u00e7a e, devido ao aumento da preval\u00eancia, que eles cheguem a mais de 640 milh\u00f5es at\u00e9 2040. Al\u00e9m disso, pesquisadores de um estudo realizado nos pa\u00edses bascos citam que cerca de 80% dos pacientes com diabete tipo 2 morrem em decorr\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es relacionadas ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro composto que trata diabete e apresentou resultados positivos contra doen\u00e7as card\u00edacas foi a dapagliflozina. Um estudo que analisou 17.160 pacientes com diabete tipo 2, sendo 10.186 com doen\u00e7a cardiovascular, mostrou uma menor taxa de morte por motivos do cora\u00e7\u00e3o e de hospitaliza\u00e7\u00f5es por insufici\u00eancia card\u00edaca.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje, temos um arsenal terap\u00eautico muito grande, mas, infelizmente, nenhum desses produtos est\u00e1 dispon\u00edvel na rede do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Isso, para o m\u00e9dico que est\u00e1 no sistema p\u00fablico, \u00e9 bastante angustiante&#8221;, conta o endocrinologista, que \u00e9 professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de S\u00e3o Paulo. Para os que podem ter acesso, um rem\u00e9dio que controla a diabete e previne doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o ajuda na ades\u00e3o ao tratamento.<\/p>\n<p>Salles comenta que, segundo dados americanos, cerca de 60% dos pacientes que come\u00e7am um tratamento para diabete deixam de tomar o rem\u00e9dio depois de um ano. &#8220;Tem de se colocar no lugar do paciente. O fato de usar menos medicamentos faz com que voc\u00ea tenha uma ader\u00eancia melhor ao tratamento&#8221;, diz o m\u00e9dico. Por\u00e9m, no caso da dulaglutida, ele afirma que o uso do composto n\u00e3o dispensa o de outros rem\u00e9dios, como para hipertens\u00e3o e colesterol.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7as cardiovasculares s\u00e3o a principal causa de morte entre diab\u00e9ticos, segundo pesquisas e especialistas. 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