{"id":197194,"date":"2018-12-13T00:37:11","date_gmt":"2018-12-13T02:37:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=197194"},"modified":"2018-12-13T08:38:26","modified_gmt":"2018-12-13T10:38:26","slug":"copom-mantem-taxas-de-juros-em-65-pela-sexta-vez-seguida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/copom-mantem-taxas-de-juros-em-65-pela-sexta-vez-seguida\/","title":{"rendered":"Copom mant\u00e9m taxas de juros em 6,5% pela sexta vez seguida"},"content":{"rendered":"<p>Pela sexta vez seguida, o Banco Central (BC) n\u00e3o alterou os juros b\u00e1sicos da economia. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano, na \u00faltima reuni\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o do ano. A decis\u00e3o era esperada pelos analistas financeiros.<\/p>\n<p>Com a decis\u00e3o de hoje, a Selic continua no menor n\u00edvel desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente at\u00e9 alcan\u00e7ar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros b\u00e1sicos da economia at\u00e9 que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em mar\u00e7o de 2018.<\/p>\n<p>Em comunicado, o Copom informou que aumentou o risco de a ociosidade da economia brasileira manter a infla\u00e7\u00e3o em n\u00edveis baixos e que diminuiu o risco da n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o de reformas estruturais. Segundo a nota, o cen\u00e1rio internacional continua desafiador para os pa\u00edses emergentes, com a possibilidade de alta de juros em pa\u00edses avan\u00e7ados e de agravamento de tens\u00f5es comerciais.<\/p>\n<p>Em maio, o BC interrompeu a sequ\u00eancia de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decis\u00e3o que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasi\u00e3o, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar nos \u00faltimos meses, influenciou a decis\u00e3o.<\/p>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o IPCA acumula 4,05% nos 12 meses terminados em novembro, abaixo do centro da meta de infla\u00e7\u00e3o, que \u00e9 de 4,5%. Apenas em novembro, o \u00edndice ficou negativo em 0,21%, a menor taxa para o m\u00eas desde 1994.<\/p>\n<p>At\u00e9 2016, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) estabelecia meta de infla\u00e7\u00e3o de 4,5%, com margem de toler\u00e2ncia de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de toler\u00e2ncia para 1,5 ponto percentual. A infla\u00e7\u00e3o, portanto, n\u00e3o poder\u00e1 superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.<\/p>\n<p>No Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria estima que o IPCA encerrar\u00e1 2018 em 4,4%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 3,71%.<\/p>\n<p>Do fim de 2016 ao final de 2017, a infla\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a diminuir por causa da recess\u00e3o econ\u00f4mica, da queda do d\u00f3lar e da supersafra de alimentos. Os \u00edndices haviam voltado a cair no in\u00edcio deste ano, afetados pela demora na recupera\u00e7\u00e3o da economia, mas voltaram a subir depois da greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado, e por causa da alta do d\u00f3lar nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o cr\u00e9dito e incentivam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo em um cen\u00e1rio de baixa atividade econ\u00f4mica. No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, o BC projetava expans\u00e3o da economia de 1,4% para 2018, estimativa revista para baixo ao longo do ano. Segundo o boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos projetam crescimento de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds) em 2018.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela sexta vez seguida, o Banco Central (BC) n\u00e3o alterou os juros b\u00e1sicos da economia. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano, na \u00faltima reuni\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o do ano. A decis\u00e3o era esperada pelos analistas financeiros. 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