{"id":197878,"date":"2018-12-24T06:42:48","date_gmt":"2018-12-24T08:42:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=197878"},"modified":"2018-12-24T06:42:48","modified_gmt":"2018-12-24T08:42:48","slug":"grandes-grupos-sonham-em-explorar-riquezas-dos-asteroides","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/grandes-grupos-sonham-em-explorar-riquezas-dos-asteroides\/","title":{"rendered":"Grandes grupos sonham em explorar riquezas dos asteroides"},"content":{"rendered":"<p>Explorar o espa\u00e7o e seus recursos sempre foi um sonho antigo da humanidade. Essa ambi\u00e7\u00e3o voltou \u00e0 tona recentemente com empresas privadas financiadas por bilion\u00e1rios como Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson, que t\u00eam desenvolvido foguetes reutiliz\u00e1veis. Essa tecnologia n\u00e3o torna vi\u00e1vel apenas a explora\u00e7\u00e3o especial, mas tamb\u00e9m incentiva outras atividades que hoje s\u00f3 existem na fic\u00e7\u00e3o, como a explora\u00e7\u00e3o de recursos minerais de asteroides. Agora, existem startups e ag\u00eancias governamentais dedicadas a comprovar que esse \u00e9 um mercado atraente.<\/p>\n<p>Trata-se de um grupo ainda pequeno: hoje, h\u00e1 cerca de dez empresas de olho na minera\u00e7\u00e3o de asteroides \u2013 corpos rochosos ou met\u00e1licos, que podem ter se originado de choques entre planetas. Uma dessas empresas \u00e9 a inglesa Asteroid Mining Corporation, criada em 2016. Com sete funcion\u00e1rios, est\u00e1 prestes a receber sua primeira rodada de investimentos, de cerca de US$ 3 milh\u00f5es. \u201cQueremos iniciar a corrida pelos asteroides. Ser\u00e1 a corrida pelo ouro do s\u00e9culo 21\u201d, diz ao Estado Mitch Scullion, fundador e presidente executivo da novata.<\/p>\n<p>Parece coisa de filme, mas quem se dedica a estudar o segmento argumenta que ele tem alto potencial. O asteroide Ryugu, que cont\u00e9m ferro e cobalto, pode valer cerca de US$ 82 bilh\u00f5es, segundo o Asterank, banco de dados que analisa, entre outros fatores, a composi\u00e7\u00e3o das pedras. A ag\u00eancia nacional de explora\u00e7\u00e3o espacial americana, a Nasa, estima que, se todos os asteroides conhecidos no sistema solar pudessem ser explorados e sua riqueza fosse distribu\u00edda entre os habitantes do planeta, cada pessoa receberia a bagatela de US$ 100 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Isso porque os asteroides s\u00e3o formados por metais que podem se tornar escassos na Terra no pr\u00f3ximo s\u00e9culo. \u00c9 o caso de elementos do grupo da platina, por exemplo, que pode desaparecer em at\u00e9 60 anos. N\u00e3o \u00e9 preciso que uma reserva se esgote por completo para que um determinado material se torne escasso \u2013 basta que sua explora\u00e7\u00e3o se torne economicamente invi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ter o potencial de atender a ind\u00fastrias importantes como a petroqu\u00edmica e a de eletr\u00f4nicos, a minera\u00e7\u00e3o de asteroides tamb\u00e9m pode abrir portas para a expans\u00e3o espacial. Muitos asteroides e cometas t\u00eam \u00e1gua, que pode ter seu hidrog\u00eanio transformado em combust\u00edvel de foguete. Dessa maneira, essas grandes rochas podem ter um papel parecido com o de postos de gasolina.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 muito mais barato obter mat\u00e9ria prima para se construir uma estrutura em Marte, por exemplo, se ela puder ser obtida dos asteroides do Cintur\u00e3o de Asteroides, por causa da sua proximidade\u2019, diz C\u00e1ssio Leandro Dal Ri Barbosa, astr\u00f4nomo e professor do Centro Universit\u00e1rio da FEI. Chegar l\u00e1, por\u00e9m, n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil. \u201c\u00c9 claro que isso exige um n\u00edvel de sofistica\u00e7\u00e3o muito maior do que temos atualmente\u201d, ressalta o acad\u00eamico. Segundo especialistas, explorar asteroides \u00e9 algo que n\u00e3o deve acontecer nos pr\u00f3ximos dez anos.<\/p>\n<p>Essa impossibilidade n\u00e3o \u00e9 um empecilho para a atividade comercial dessas startups. Hoje, a Asteroid Mining Corporation trabalha na cria\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de bancos de dados, catalogando os asteroides mais atraentes ao redor do planeta. \u201cNossa fonte de renda inicial ser\u00e3o os dados. Nosso sat\u00e9lite est\u00e1 estudando a composi\u00e7\u00e3o de 5 mil asteroides perto da Terra para determinar bons candidatos\u201d, conta Scullion.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 empresas apostando no desenvolvimento de rob\u00f4s e equipamentos para explora\u00e7\u00e3o \u2013 como a Kleos Space, de Luxemburgo, e a japonesa ispace \u2013 e em pesquisas para baratear voos espaciais, que podem custar entre US$ 500 milh\u00f5es e US$ 1 bilh\u00e3o. Fundada em 2012, a Deep Space diz que est\u00e1 tentando reduzir esse custo para at\u00e9 US$ 25 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Paix\u00e3o antiga<\/strong> &#8211; O fasc\u00ednio dos humanos por pedras espaciais n\u00e3o \u00e9 novo. Em 1886, Dom Pedro II ordenou que o meteorito Bendeg\u00f3 fosse levado da Bahia ao Rio de Janeiro para que fosse estudado. D\u00e9cadas depois, no mundo dos quadrinhos, a kriptonita, o fict\u00edcio mineral do planeta Krypton capaz de enfraquecer o Super-Homem, ganhou fama mundial.<\/p>\n<p>Agora, o fasc\u00ednio come\u00e7a a se concretizar como potencial neg\u00f3cio. Alguns pa\u00edses j\u00e1 miram esse mercado. Em 2015, Barack Obama criou legisla\u00e7\u00e3o que permite a explora\u00e7\u00e3o de asteroides. No \u00e2mbito global, o Comit\u00ea para o Uso Pac\u00edfico do Espa\u00e7o Exterior, ligado \u00e0 ONU, tamb\u00e9m discute os aspectos legais da quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Luxemburgo n\u00e3o s\u00f3 editou uma lei parecida com a dos EUA, mas est\u00e1 criando incentivos para startups do segmento \u2013 em 2016, dedicou US$ 223 milh\u00f5es para financi\u00e1-las. A americana Planetary Resources, por exemplo, recebeu US$ 28 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Se os planos dessas startups se concretizarem, talvez a profecia do astrof\u00edsico Neil deGrasse Tyson se realize: \u201cO primeiro trilion\u00e1rio do mundo ser\u00e1 aquele que explorar o conte\u00fado met\u00e1lico de asteroides.\u201d<\/p>\n<p><strong>1. Dist\u00e2ncia<\/strong><br \/>\nClasses de asteroides conhecidas como Near Earth Asteroids (NEA) e Potentially Hazardous Asteroids (PHA) s\u00e3o as mais valiosas. Os NEA t\u00eam uma dist\u00e2ncia inferior a 195 milh\u00f5es de quil\u00f4metros da Terra. Os PHA est\u00e3o a menos de 7,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros \u2013 o ponto mais distante entre Terra e Marte \u00e9 de 401 milh\u00f5es de km. Existem cerca de 19 mil objetos classificados nessas duas categorias. Atualmente, apenas quatro s\u00e3o \u201cminer\u00e1veis\u201d \u2013 o mais pr\u00f3ximo est\u00e1 a 1 milh\u00e3o de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p><strong>2. Composi\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO interesse \u00e9 grande por metais preciosos, como ouro, prata e platina. Os metais do grupo da platina \u2013 como pal\u00e1dio, r\u00f3dio, rut\u00eanio, ir\u00eddio e \u00f3smio \u2013 s\u00e3o usados em ligas met\u00e1licas e aplicados na ind\u00fastria petroqu\u00edmica e em equipamentos eletroeletr\u00f4nicos. Tamb\u00e9m interessam elementos como f\u00f3sforo, zinco, estanho e chumbo.<\/p>\n<p><strong>3. Custo<\/strong><br \/>\nOs custos de uma miss\u00e3o espacial s\u00e3o muito altos, ent\u00e3o o lucro precisa ser atraente. Por exemplo, o asteroide 2001 SG10 tem valor estimado de US$ 3 bilh\u00f5es, mas uma miss\u00e3o para chegar at\u00e9 ele custar\u00e1 cerca de US$ 2,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Explorar o espa\u00e7o e seus recursos sempre foi um sonho antigo da humanidade. Essa ambi\u00e7\u00e3o voltou \u00e0 tona recentemente com empresas privadas financiadas por bilion\u00e1rios como Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson, que t\u00eam desenvolvido foguetes reutiliz\u00e1veis. Essa tecnologia n\u00e3o torna vi\u00e1vel apenas a explora\u00e7\u00e3o especial, mas tamb\u00e9m incentiva outras atividades que hoje s\u00f3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":106440,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[71],"tags":[],"class_list":["post-197878","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/197878","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=197878"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/197878\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":197879,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/197878\/revisions\/197879"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/106440"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=197878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=197878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=197878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}