{"id":197880,"date":"2018-12-24T07:14:14","date_gmt":"2018-12-24T09:14:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=197880"},"modified":"2018-12-24T07:14:14","modified_gmt":"2018-12-24T09:14:14","slug":"na-pm-cavalaria-esta-sempre-a-postos-para-o-que-der-e-vier","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/na-pm-cavalaria-esta-sempre-a-postos-para-o-que-der-e-vier\/","title":{"rendered":"Na PM, cavalaria est\u00e1 sempre a postos para o que der e vier"},"content":{"rendered":"<p>Os mais de 200 cavalos que trabalham nos Regimentos de Pol\u00edcia Montada da Pol\u00edcia Militar do Distrito Federal (PMDF) s\u00e3o parte estrat\u00e9gica na seguran\u00e7a p\u00fablica da cidade. Em parceria com os policiais, os animais atuam tanto no policiamento rotineiro quanto em opera\u00e7\u00f5es de choque.<\/p>\n<p>No 1\u00ba Regimento de Pol\u00edcia Montada, que prepara equipes para patrulhar as regi\u00f5es administrativas, o dia come\u00e7a com a lavagem dos animais. Depois, eles recebem as selas. Todo o processo \u00e9 feito pelos policiais militares.<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas anos, essa \u00e9 parte da rotina de Xaxado e do soldado Wanderson da Silva Teixeira, de 34 anos. Juntos, eles patrulharam diferentes regi\u00f5es do DF, como o Sudoeste e o Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceil\u00e2ndia.<\/p>\n<p>A escala \u00e9 a mesma para oficiais e cavalos: 12 horas de trabalho e 36 horas de descanso. Se o local de atua\u00e7\u00e3o fica a mais de 6 quil\u00f4metros, os equinos s\u00e3o transportados por caminh\u00e3o ou carreta. Sen\u00e3o, os policiais j\u00e1 saem montados do regimento.<\/p>\n<p>A cavalaria oferece vantagens para policiamento e controle de multid\u00e3o, j\u00e1 que consegue trafegar com facilidade em \u00e1reas que pessoas e carros t\u00eam dificuldades, como becos, ruas estreitas e terrenos de lama.<\/p>\n<p>Para isso, a corpora\u00e7\u00e3o foca em condicionamento f\u00edsico. \u201cO cavalo de policiamento \u00e9 um atleta. Ele deve ter nutri\u00e7\u00e3o balanceada e treinos determinados\u201d, explica Teixeira. Em dia de folga, eles s\u00e3o soltos em espa\u00e7os livres do regimento para que possam gastar energia.<\/p>\n<p>A principal comida \u00e9 uma ra\u00e7\u00e3o de prote\u00edna e carboidrato. Apesar de os animais serem herb\u00edvoros, a prote\u00edna animal \u00e9 adicionada na dieta para dar a for\u00e7a necess\u00e1ria \u00e0 carga que eles devem sustentar no trabalho.<\/p>\n<p>Seis quilos de ra\u00e7\u00e3o s\u00e3o servidos diariamente a cada um. A por\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma para os que est\u00e3o de folga, aposentados, em servi\u00e7o e em treinamento. Al\u00e9m disso, eles comem capim e alfafa livremente.<\/p>\n<p>Ao fim do expediente, as selas s\u00e3o removidas para que eles recebam um banho de ducha e sejam escovados. Os pr\u00f3prios policiais cuidam de todos os detalhes \u2014 desde a higiene dos bichos ao retorno para as baias.<\/p>\n<p>Teixeira, por exemplo, visita Xaxado at\u00e9 nos fins de semana. \u201cFico preocupado e vou olhar se tem alguma coisa no espa\u00e7o mole entre a ferradura e a pata, porque pode machucar. A \u00fanica coisa que n\u00e3o fazemos \u00e9 alimentar, porque eles t\u00eam hor\u00e1rios e quantidades espec\u00edficos.\u201d<\/p>\n<p>Enquanto lavam e cuidam dos animais, os policiais verificam se sofreram algum ferimento e se precisam ser levados para o Centro de Medicina Veterin\u00e1ria da Pol\u00edcia Militar do DF.<\/p>\n<p>Os atendimentos no centro veterin\u00e1rio s\u00e3o separados de acordo com os tratamentos. Feridas menores s\u00e3o cuidadas pela equipe auxiliar, que acompanha as melhorias diariamente e renova os curativos.<\/p>\n<p>Nos casos mais s\u00e9rios, o centro cir\u00fargico \u00e9 acionado. As interven\u00e7\u00f5es mais comuns s\u00e3o por c\u00f3licas intestinais e envolvem cirurgias consideradas invasivas, pois exp\u00f5em intestinos a poss\u00edveis infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como o ap\u00eandice no humano. Se n\u00e3o cuidar logo, pode levar \u00e0 morte\u201d, explica o major Renato Fonseca Ferreira II, chefe da unidade.<\/p>\n<p>Se precisarem de cirurgia, os cavalos s\u00e3o levados para uma c\u00e2mara escura e com veda\u00e7\u00e3o ac\u00fastica \u2014 esses cuidados s\u00e3o para evitar est\u00edmulos sensoriais que os assustem.<\/p>\n<p>As paredes e o ch\u00e3o s\u00e3o amortecidos para que eles n\u00e3o se machuquem durante o processo de anestesia geral. Depois, uma grua os levanta pelas patas e os leva para uma mesa de cirurgia especial.<\/p>\n<p>Cerca de 30 cavalos passam por dia pelo Centro de Medicina Veterin\u00e1ria da PMDF para trocas de bandagens e de ferraduras. Para os processos cir\u00fargicos, a m\u00e9dia \u00e9 de uma interven\u00e7\u00e3o por m\u00eas.<\/p>\n<p>Depois de aposentados, por volta dos 20 anos, os animais s\u00e3o soltos no primeiro regimento e recebem cuidados m\u00e9dicos. N\u00e3o participam mais de treinamentos e t\u00eam total liberdade para circular no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Os equinos da Pol\u00edcia Montada do DF t\u00eam fun\u00e7\u00f5es diferentes. \u201cAlguns s\u00e3o usados em grupos de policiamento ordin\u00e1rio e outros para opera\u00e7\u00f5es de choque\u201d, diferencia o comandante do Comando de Policiamento Montado da PMDF, coronel Fernando d\u2019Austria e Caravellas Filho.<\/p>\n<p>O 1\u00ba Regimento de Pol\u00edcia Montada, no Riacho Fundo I, re\u00fane a maior parte dos animais e atua no patrulhamento de regi\u00f5es administrativas.<\/p>\n<p>No Parque da Cidade, pr\u00f3ximo ao Pavilh\u00e3o de Exposi\u00e7\u00f5es, fica o 2\u00ba Regimento de Pol\u00edcia Montada, respons\u00e1vel por policiar a \u00e1rea do parque urbano e de espa\u00e7os do centro do Plano Piloto, al\u00e9m das opera\u00e7\u00f5es de choque montado.<\/p>\n<p>Todos os cavalos s\u00e3o da ra\u00e7a chamada brasileiro de hipismo, criada no Pa\u00eds por meio da mistura de esp\u00e9cies europeias. A escolha \u00e9 porque eles s\u00e3o d\u00f3ceis e fortes para aguentar as situa\u00e7\u00f5es do policiamento, o que contribui para o controle da cavalaria.<\/p>\n<p>Segundo ele, o comando atendeu, em 2018, 935 ocorr\u00eancias. Entre as a\u00e7\u00f5es e os resultados est\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>776 pessoas detidas<\/strong><br \/>\n<strong>499 deten\u00e7\u00f5es por uso e porte de drogas<\/strong><br \/>\n<strong>433 notifica\u00e7\u00f5es de tr\u00e2nsito<\/strong><br \/>\n<strong>198 mandados de pris\u00e3o<\/strong><br \/>\n<strong>27 opera\u00e7\u00f5es em ocupa\u00e7\u00e3o irregular<\/strong><\/p>\n<p>O treinamento b\u00e1sico \u00e9 o mesmo nos dois regimentos. No entanto, ele \u00e9 mais regular no grupamento de choque montado. \u201cPorque eles agem diretamente em dist\u00farbios, com bombas, g\u00e1s, bandeiras, multid\u00e3o\u201d, detalha o comandante.<\/p>\n<p>No choque h\u00e1 ainda treinos para dessensibilizar os equinos de certos est\u00edmulos e para revisar movimentos importantes em casos de dispers\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o capit\u00e3o Elias Ferreira, membro do destacamento desde 2010, o primeiro trabalha com sons de explos\u00f5es, fuma\u00e7a e objetos que podem causar medo.<\/p>\n<p>O segundo consiste em acostum\u00e1-los \u00e0s forma\u00e7\u00f5es. Eles ficam em linhas e colunas de acordo com cada situa\u00e7\u00e3o que possam enfrentar. De acordo com o capit\u00e3o, os mais novos respeitam e seguem os mais velhos, o que \u00e9 \u00fatil no treinamento.<\/p>\n<p>Os equinos da corpora\u00e7\u00e3o s\u00e3o adquiridos por licita\u00e7\u00e3o, com base na necessidade. Eles j\u00e1 chegam domados, com idades de 4 a 7 anos, prontos para o adestramento. O sexo n\u00e3o influencia na escolha.<\/p>\n<p>Os primeiros foram comprados pela Pol\u00edcia Militar do DF na d\u00e9cada de 1980. Aqueles que nascem no regimento vivem soltos at\u00e9 completarem 3 anos e 6 meses \u2014 momento em que \u00e9 iniciada a domestica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa fase \u00e9 quando eles s\u00e3o acostumados com o conv\u00edvio humano. \u00c9 o caso de Aurora. A \u00e9gua fica livre para passear, e os oficiais brincam com ela para prepar\u00e1-la para aceitar pessoas na rotina.<\/p>\n<p>Passeando entre as baias, a potra encontra o major Ferreira II. O veterin\u00e1rio faz carinho nela. \u201cIsso j\u00e1 \u00e9 a domestica\u00e7\u00e3o. Ela aprende a lidar com o contato humano e fica d\u00f3cil.\u201d<\/p>\n<p>Depois de domesticados, os potros passam pelo treinamento b\u00e1sico. Baseado nas performances, s\u00e3o direcionados para o servi\u00e7o mais adequado.<\/p>\n<p>Em 23 de junho deste ano, o Comando de Policiamento Montado do DF completou 36 anos. Ele foi idealizado pelo coronel Francisco Leite Rabelo Neto, que d\u00e1 nome ao primeiro regimento.<\/p>\n<p>O coronel Eg\u00eao Correa de Oliveira, que criou o n\u00facleo de policiamento montado como parte do 2\u00ba Batalh\u00e3o de Pol\u00edcia Militar, \u00e9 homenageado no nome do segundo regimento.<\/p>\n<p>Atualmente, os dois locais t\u00eam cerca de 300 policiais e tamb\u00e9m desenvolvem atividades de hipismo e equoterapia.<\/p>\n<p>Como t\u00eam prepara\u00e7\u00e3o de alto n\u00edvel, os equinos tamb\u00e9m participam de competi\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de atuar no policiamento da cidade. J\u00e1 os destacados para a equoterapia \u2014 por serem mais d\u00f3ceis e n\u00e3o apresentarem riscos aos pacientes \u2014 trabalham exclusivamente nesse tipo de servi\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os mais de 200 cavalos que trabalham nos Regimentos de Pol\u00edcia Montada da Pol\u00edcia Militar do Distrito Federal (PMDF) s\u00e3o parte estrat\u00e9gica na seguran\u00e7a p\u00fablica da cidade. Em parceria com os policiais, os animais atuam tanto no policiamento rotineiro quanto em opera\u00e7\u00f5es de choque. 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