{"id":198,"date":"2014-02-04T14:12:25","date_gmt":"2014-02-04T17:12:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=198"},"modified":"2016-07-30T16:59:30","modified_gmt":"2016-07-30T19:59:30","slug":"satelite-estuda-1-bi-de-estrelas-para-mapear-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/satelite-estuda-1-bi-de-estrelas-para-mapear-via-lactea\/","title":{"rendered":"Sat\u00e9lite estuda 1 bi de estrelas para mapear Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"<p>Um mapa tridimensional da Via L\u00e1ctea come\u00e7a a ser produzido por um dos objetos mais caros e avan\u00e7ados j\u00e1 lan\u00e7ados pelo ser humano ao espa\u00e7o. Embora superlativos, os n\u00fameros n\u00e3o d\u00e3o conta de dimensionar o verdadeiro tamanho da empreitada: 1 bilh\u00e3o de estrelas investigadas, centenas de pesquisadores de diversos pa\u00edses envolvidos e 1 bilh\u00e3o de euros (cerca de R$ 3,3 bilh\u00f5es) investidos.<\/p>\n<p>Esses esfor\u00e7os financeiros e cient\u00edficos foram necess\u00e1rios para a concretiza\u00e7\u00e3o da Gaia, miss\u00e3o da Ag\u00eancia Espacial Europeia que atingiu sua \u00f3rbita em janeiro para revelar a, partir de agora, a composi\u00e7\u00e3o, a forma\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o da nossa gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quantidade de estrelas monitoradas, cerca de 1 bilh\u00e3o, a miss\u00e3o se diferencia pela qualidade dessa observa\u00e7\u00e3o. \u201cIsto \u00e9, a precis\u00e3o com que realizar\u00e1 medidas astrom\u00e9tricas, fotom\u00e9tricas e espectrosc\u00f3picas. Os dados ir\u00e3o solucionar um problema fundamental de toda a astronomia, que \u00e9 o conhecimento das dist\u00e2ncias dos astros de maneira confi\u00e1vel. Sem o conhecimento das dist\u00e2ncias, n\u00e3o podemos converter aquilo que observamos, aparente, em absoluto. Em resumo, o Gaia nos revelar\u00e1 o Universo em tr\u00eas dimens\u00f5es\u201d, descreve Ramachrisna Teixeira, professor do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas da Universidade de S\u00e3o Paulo (IAG-USP).<\/p>\n<p>Mesmo assim, talvez o tamanho do desafio ainda n\u00e3o esteja claro. Por isso, o professor explica: \u201cPara se ter uma boa ideia, basta lembrar que atualmente conhecemos \u2018bem\u2019 a dist\u00e2ncia de aproximadamente 30 mil estrelas e passaremos a 150 milh\u00f5es. Ou ainda, atualmente conhecemos \u2018muito bem\u2019 a posi\u00e7\u00e3o de aproximadamente 700 estrelas e passaremos a 18 milh\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Assim, a maneira restrita como o ser humano v\u00ea o universo tem data para acabar. Os primeiros resultados do Gaia dever\u00e3o aparecer por volta de 2017, e os resultados definitivos, em 2020. Equipado com dois telesc\u00f3pios, fot\u00f4metros azuis e vermelhos e espectr\u00f4metro de velocidade radial, o sat\u00e9lite n\u00e3o enviar\u00e1 imagens \u00e0 Terra, e sim n\u00fameros que representam a intensidade de luz e as posi\u00e7\u00f5es relativas das fontes, elucida Teixeira. \u201cCom o n\u00edvel de precis\u00e3o do Gaia, muitas novidades em termos da origem, estrutura e evolu\u00e7\u00e3o da Gal\u00e1xia e das estrelas s\u00e3o esperadas\u201d. Espera-se tamb\u00e9m a detec\u00e7\u00e3o de planetas extrassolares e asteroides ainda n\u00e3o contabilizados no Sistema Solar.\u200b<\/p>\n<p>Teixeira co-orientou, em conjunto com Christine Ducourant (Observat\u00f3rio de Bordeaux), uma tese de doutorado no IAG sobre o tratamento e a an\u00e1lise de dados que podem ser obtidos com o Gaia. A pesquisa levou o aluno Alberto Krone Martins para Lisboa, onde desenvolve seu trabalho com cientistas europeus.<\/p>\n<p>Para o professor, essa colabora\u00e7\u00e3o entre diferentes pa\u00edses em prol da ci\u00eancia \u00e9 um dos aspectos mais relevantes da miss\u00e3o. \u201cEsses esfor\u00e7os, al\u00e9m de essenciais, representam uma das p\u00e1ginas mais belas da rela\u00e7\u00e3o humana: a uni\u00e3o entre na\u00e7\u00f5es, povos e culturas distintas em busca do conhecimento. \u00c9 simplesmente fant\u00e1stico\u201d, encerra.<\/p>\n<p>Em janeiro, sem muito alarde, o sat\u00e9lite europeu chegou a sua \u00f3rbita planejada, a 1,5 milh\u00e3o de quil\u00f4metros da Terra (no sentido contr\u00e1rio ao do Sol). Mas o que o sat\u00e9lite orbita de fato? Na verdade, nada. \u00c9 um dos chamados pontos de Lagrange (L2), ideias para a miss\u00e3o. Markus Landgraf, analista no centro de opera\u00e7\u00f5es da ESA em Darmstadt, na Alemanha, explica: \u201cS\u00e3o pontos onde as for\u00e7as gravitacionais entre duas massas, como o Sol e a Terra, se somam para compensar pela for\u00e7a centr\u00edfuga do movimento da Terra ao redor do Sol, e proveem oportunidades vantajosas de observa\u00e7\u00e3o para estudar o Sol e a nossa Gal\u00e1xia&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um mapa tridimensional da Via L\u00e1ctea come\u00e7a a ser produzido por um dos objetos mais caros e avan\u00e7ados j\u00e1 lan\u00e7ados pelo ser humano ao espa\u00e7o. 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