{"id":198388,"date":"2019-01-01T05:33:18","date_gmt":"2019-01-01T07:33:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=198388"},"modified":"2019-01-01T08:37:22","modified_gmt":"2019-01-01T10:37:22","slug":"esquerda-disputa-hegemonia-sobre-quem-sera-o-maior-opositor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/esquerda-disputa-hegemonia-sobre-quem-sera-o-maior-opositor\/","title":{"rendered":"Esquerda disputa hegemonia sobre quem ser\u00e1 o maior opositor"},"content":{"rendered":"<p>Ainda sob o impacto da elei\u00e7\u00e3o presidencial, os principais partidos de oposi\u00e7\u00e3o ao governo Jair Bolsonaro (PSL) enfrentam uma disputa pela hegemonia no campo da esquerda. O PT, maior partido na C\u00e2mara com 56 deputados eleitos e for\u00e7a hegem\u00f4nica na esquerda nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, vai enfrentar a concorr\u00eancia do bloco formado por PSB, PDT e PC do B que, juntos, t\u00eam 70 cadeiras. Correndo por fora, o PSOL, com 10 vagas, mant\u00e9m a estrat\u00e9gia de independ\u00eancia e aposta na rela\u00e7\u00e3o com grupos organizados de esquerda que est\u00e3o fora dos partidos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Para evitar que essa disputa se transforme em fragmenta\u00e7\u00e3o e enfraquecimento da oposi\u00e7\u00e3o, os partidos negociam a cria\u00e7\u00e3o de plataformas nas quais possam construir entendimentos sem a contamina\u00e7\u00e3o dos interesses eleitorais de cada agremia\u00e7\u00e3o. Uma delas \u00e9 uma ampla frente democr\u00e1tica que pode incluir partidos para al\u00e9m da centro esquerda e setores da sociedade organizada em rea\u00e7\u00e3o a poss\u00edveis retrocessos nos direitos civis durante o governo do PSL. L\u00edderes dessa articula\u00e7\u00e3o, no entanto, acreditam que a iniciativa s\u00f3 vai vingar depois que Bolsonaro concretizar as primeiras promessas de campanha.<\/p>\n<p>Outra plataforma, a ser lan\u00e7ada no dia 31 de janeiro, \u00e9 o Observat\u00f3rio da Democracia, formado pelas funda\u00e7\u00f5es de seis partidos (PT, PSB, PDT, PC do B, PROS e Solidaridade) com o objetivo de estudar as primeiras medidas do governo Bolsonaro e apresentar propostas de atua\u00e7\u00e3o conjunta.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma forma indireta de fazer oposi\u00e7\u00e3o. As funda\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o exatamente como os partidos, n\u00e3o est\u00e3o contaminadas pela disputa pol\u00edtica direta. O esfor\u00e7o \u00e9 de produzir elementos que sejam oferecidos aos partidos\u201d, disse o presidente da Funda\u00e7\u00e3o Maur\u00edcio Grabois (PC do B), Renato Rabelo.<\/p>\n<p>Publicamente os partidos negam mas o pano de fundo dessa disputa s\u00e3o os projetos eleitorais de cada legenda. Em 2018 o PT chegou ao segundo turno, teve o apoio de Guilherme Boulos (PSOL &#8211; que pretende capitalizar a exposi\u00e7\u00e3o conquistada na campanha), mas n\u00e3o engoliu a recusa de Ciro Gomes (PDT- que n\u00e3o esconde o desejo de liderar a nova esquerda) em apoiar Fernando Haddad.<\/p>\n<p>\u201cO PT hegemonizou a esquerda por tr\u00eas d\u00e9cadas, mas essa hegemonia est\u00e1 desgastada. \u00c9 natural, portanto, que outros partidos e movimentos disputem maior protagonismo\u201d, disse o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros.<\/p>\n<p>Segundo ele, \u201cem alguns casos \u00e9 evidente\u201d o interesse eleitoral por tr\u00e1s de cada movimento partid\u00e1rio.<\/p>\n<p>Articuladores do bloco PSB-PDT-PC do B negam que o objetivo seja isolar o PT e o PSOL com vistas \u00e0 elei\u00e7\u00e3o de 2022.<\/p>\n<p>\u201c2022 est\u00e1 muito longe. O objetivo \u00e9 n\u00e3o ter nenhuma for\u00e7a hegem\u00f4nica. Vamos dialogar com o PT e o PSOL normalmente em todas vota\u00e7\u00f5es\u201d, disse o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.<\/p>\n<p>Para o deputado Orlando Silva, l\u00edder do PC do B na C\u00e2mara, pelo tamanho do partido, a presen\u00e7a do PT no bloco desequilibraria as for\u00e7as. Ele admitiu, no entanto, que se der certo a articula\u00e7\u00e3o pode se transformar em um projeto eleitoral por meio de uma federa\u00e7\u00e3o de partidos.<\/p>\n<p>Segundo Orlando, sem o risco da hegemonia petista o bloco oferece mais condi\u00e7\u00f5es para atrair outros partidos como o Solidariedade, PV, Rede, PPS al\u00e9m de setores do PSDB, MDB e outras siglas que queiram se opor ao governo Bolosonaro.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 fazer uma oposi\u00e7\u00e3o pontual ao governo do PSL e fugir da pecha de defensores do \u201cquanto pior, melhor\u201d. \u201cQueremos que o Congresso seja um espa\u00e7o de media\u00e7\u00e3o\u201d, disse o l\u00edder do PDT, Andr\u00e9 Figueiredo.<\/p>\n<p>A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, tamb\u00e9m nega que o partido esteja isolado. \u201cNa realidade, n\u00e3o tem como isolar algu\u00e9m na oposi\u00e7\u00e3o. Os partidos t\u00eam feito discuss\u00f5es junto com a gente. O bloco \u00e9 mais para a composi\u00e7\u00e3o das for\u00e7as no Congresso Nacional. J\u00e1 conversei com os presidentes e todos concordam que vamos estar juntos fazendo oposi\u00e7\u00e3o ao governo Bolsonaro\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha participado das articula\u00e7\u00f5es, o ex-ministro Jos\u00e9 Dirceu resumiu o que deve ser a oposi\u00e7\u00e3o a Bolsonaro no lan\u00e7amento de seu livro de mem\u00f3rias em S\u00e3o Paulo, no final de novembro. \u201cCada um tem de cumprir o seu papel. L\u00e1 na frente a gente se encontra.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda sob o impacto da elei\u00e7\u00e3o presidencial, os principais partidos de oposi\u00e7\u00e3o ao governo Jair Bolsonaro (PSL) enfrentam uma disputa pela hegemonia no campo da esquerda. 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