{"id":198642,"date":"2019-01-04T08:04:06","date_gmt":"2019-01-04T10:04:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=198642"},"modified":"2019-01-04T08:04:06","modified_gmt":"2019-01-04T10:04:06","slug":"preco-da-casa-propria-sofre-quarta-desvalorizacao-seguida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/preco-da-casa-propria-sofre-quarta-desvalorizacao-seguida\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o da casa pr\u00f3pria sofre quarta desvaloriza\u00e7\u00e3o seguida"},"content":{"rendered":"<p>Os im\u00f3veis residenciais chegaram ao quarto ano consecutivo com oscila\u00e7\u00e3o abaixo da infla\u00e7\u00e3o em seus valores, o que configura uma queda real nos pre\u00e7os. E para 2019, a tend\u00eancia permanece a mesma. O pre\u00e7o m\u00e9dio caiu 0,21% na compara\u00e7\u00e3o de 2018 contra 2017, segundo pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe) feita com base nos an\u00fancios de im\u00f3veis prontos de 20 cidades no site Zap.<\/p>\n<p>Considerando a infla\u00e7\u00e3o de 3,69% no ano (conforme proje\u00e7\u00e3o do boletim Focus, do Banco Central, para o IPCA), \u00e9 poss\u00edvel afirmar que os im\u00f3veis tiveram uma queda real de 3,76%.<\/p>\n<p>&#8220;Basicamente, verificamos um problema de ordem econ\u00f4mica que afeta a demanda por im\u00f3veis e os pre\u00e7os&#8221;, observou o pesquisador da Fipe, Bruno Oliva. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, o desemprego elevado e a perda de renda pela popula\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos reduziu a capacidade de compra.<\/p>\n<p>O quadro come\u00e7ou a melhorar com a reabertura de vagas de trabalho, mas esse movimento ainda \u00e9 lento e vai demorar at\u00e9 que engrosse significativamente a demanda por moradias e os valores de comercializa\u00e7\u00e3o, na sua avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Acredito que os pre\u00e7os ainda v\u00e3o andar de lado, com alguma alta nominal, mas abaixo da infla\u00e7\u00e3o. Dificilmente o setor ter\u00e1 ganhos reais&#8221;, estimou Oliva.<\/p>\n<p>O pesquisador da Fipe acrescentou que o mercado imobili\u00e1rio vem aumentando seu n\u00edvel de atividade, com retomada de novos projetos pelas construtoras. Segundo ele, a recupera\u00e7\u00e3o das vendas ser\u00e1 gradual e o impacto sobre os pre\u00e7os ainda depender\u00e1 da melhora no bolso dos consumidores. &#8220;Os lan\u00e7amentos est\u00e3o mais vigorosos, mostrando uma retomada, de fato. Mas isso n\u00e3o se percebe ainda em pre\u00e7os&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Em 2018, o comportamento dos pre\u00e7os foi bem diferente nas localidades cobertas pela pesquisa, sugerindo que o mercado imobili\u00e1rio j\u00e1 iniciou a recupera\u00e7\u00e3o em certas regi\u00f5es, mas segue em baixa em outras.<\/p>\n<p>Em 2018, 12 das 20 cidades tiveram alta nominal nos pre\u00e7os, como foram os casos de Curitiba (3,39%), Goi\u00e2nia (2,50%), Vit\u00f3ria (2,46%), S\u00e3o Paulo (1,79%) e Florian\u00f3polis (1,10%). Em todos os casos, por\u00e9m, o aumento nos pre\u00e7os ficou abaixo da infla\u00e7\u00e3o, indicando uma desvaloriza\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 8 regi\u00f5es pesquisadas, foi registrada baixa nominal nos pre\u00e7os, como foram os casos de Rio de Janeiro (-3,59%), Fortaleza (-2,25%), Porto Alegre (-1,16%), Distrito Federal (-0,86%) e Belo Horizonte (-0,23%).<\/p>\n<p>Com os resultados de 2018, o valor do metro quadrado dos im\u00f3veis residenciais foi a R$ 7.528, na m\u00e9dia. O Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o pre\u00e7o mais alto do Pa\u00eds (R$ 9.402), seguida por S\u00e3o Paulo (R$ 8.829) e Distrito Federal (R$ 7.781).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os im\u00f3veis residenciais chegaram ao quarto ano consecutivo com oscila\u00e7\u00e3o abaixo da infla\u00e7\u00e3o em seus valores, o que configura uma queda real nos pre\u00e7os. E para 2019, a tend\u00eancia permanece a mesma. 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