{"id":199070,"date":"2019-01-10T05:36:22","date_gmt":"2019-01-10T07:36:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=199070"},"modified":"2019-01-10T05:36:22","modified_gmt":"2019-01-10T07:36:22","slug":"estacao-espacial-registra-cenas-de-buraco-negro-devorando-estrela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/estacao-espacial-registra-cenas-de-buraco-negro-devorando-estrela\/","title":{"rendered":"Esta\u00e7\u00e3o Espacial registra cenas de &#8216;buraco negro&#8217; devorando estrela"},"content":{"rendered":"<p>Em mar\u00e7o do ano passado, um equipamento a bordo da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS, na sigla em ingl\u00eas) capturou um fen\u00f4meno raro: uma explos\u00e3o super brilhante a 10 mil anos-luz da Terra. Tratava-se de rajadas de energia provenientes de um buraco negro devorando g\u00e1s e poeira de uma estrela pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>Agora, cientistas detectaram &#8220;ecos&#8221; dessa explos\u00e3o, que acreditam ser uma pista de como os buracos negros evoluem durante uma explos\u00e3o. Os achados foram divulgados nesta quarta-feira, 9, em um encontro da Sociedade Americana de Astronomia em Seattle, nos Estados Unidos, e ser\u00e3o publicados na edi\u00e7\u00e3o desta quinta-feira, 10, da revista cient\u00edfica Nature.<\/p>\n<p>&#8220;Esse buraco negro de brilho intenso entrou em cena, e estava quase completamente desobstru\u00eddo, ent\u00e3o tivemos uma vis\u00e3o muito clara do que estava acontecendo&#8221;, disse Jack Steiner, pesquisador do Instituto Kavli de Astrof\u00edsica e Pesquisa Espacial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).<\/p>\n<p>A equipe relata que, como o buraco negro consome enorme quantidade de material estelar, sua coroa &#8211; o halo de el\u00e9trons altamente energizados que circunda um buraco negro &#8211; encolhe significativamente, passando de uma extens\u00e3o inicial de cerca de 100 quil\u00f4metros para 10 quil\u00f4metros, em pouco mais de um m\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a primeira vez que vimos esse tipo de evid\u00eancia de que a coroa est\u00e1 diminuindo durante essa fase particular da explos\u00e3o&#8221;, disse Steiner. O buraco negro detectado em 11 de mar\u00e7o foi denominado MAXI J1820 + 070.<\/p>\n<p>Um buraco negro \u00e9 uma regi\u00e3o no espa\u00e7o onde a for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o da gravidade \u00e9 t\u00e3o forte que a luz n\u00e3o \u00e9 capaz de escapar. A forte gravidade ocorre porque a mat\u00e9ria foi comprimida em um espa\u00e7o min\u00fasculo. Essa compress\u00e3o pode ocorrer no final da vida de uma estrela. Alguns buracos negros s\u00e3o resultado de estrelas em colapso.<\/p>\n<p>Como nenhuma luz pode escapar, os buracos negros s\u00e3o invis\u00edveis. No entanto, telesc\u00f3pios espaciais com instrumentos especiais podem ajudar a encontrar buracos negros. Eles podem observar o comportamento de materiais e estrelas que est\u00e3o muito pr\u00f3ximos dos buracos negros.<\/p>\n<p>Buracos negros podem ser t\u00e3o pequenos quanto um \u00fanico \u00e1tomo, mas com a massa de uma grande montanha. Acredita-se que os buracos negros primordiais se formaram no in\u00edcio do universo, logo ap\u00f3s o Big Bang.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mar\u00e7o do ano passado, um equipamento a bordo da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS, na sigla em ingl\u00eas) capturou um fen\u00f4meno raro: uma explos\u00e3o super brilhante a 10 mil anos-luz da Terra. Tratava-se de rajadas de energia provenientes de um buraco negro devorando g\u00e1s e poeira de uma estrela pr\u00f3xima. 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