{"id":201321,"date":"2019-02-02T14:59:39","date_gmt":"2019-02-02T16:59:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=201321"},"modified":"2019-02-02T14:59:39","modified_gmt":"2019-02-02T16:59:39","slug":"itamaraty-prepara-primeiro-encontro-de-cupula-de-bolsonaro-e-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/itamaraty-prepara-primeiro-encontro-de-cupula-de-bolsonaro-e-trump\/","title":{"rendered":"Itamaraty prepara primeiro encontro de c\u00fapula de Bolsonaro e Trump"},"content":{"rendered":"<p>O ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Ernesto Ara\u00fajo, viaja nesta semana a Washington para preparar o primeiro encontro do presidente Jair Bolsonaro com o o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista, o chanceler informou que aproveitar\u00e1 a estadia na capital americana, entre os dias 5 e 7 deste m\u00eas, para iniciar um esfor\u00e7o de aproxima\u00e7\u00e3o e interc\u00e2mbio entre as ag\u00eancias reguladoras dos dois pa\u00edses. &#8220;Ao governo cabe fazer a regula\u00e7\u00e3o e facilitar os investimentos. \u00c0s vezes, as empresas querem investir, mas esbarram na regulamenta\u00e7\u00e3o&#8221;, disse &#8220;Temos que colocar as ag\u00eancias em sintonia.&#8221;<\/p>\n<p>A prepara\u00e7\u00e3o da viagem de Bolsonaro a Washington ocorre no momento em que o governo brasileiro intensifica sua aproxima\u00e7\u00e3o com Trump. Na \u00faltima semana, o Itamaraty divulgou discurso de Ernesto Ara\u00fajo em Davos que apontou um apoio do Brasil \u00e0 a\u00e7\u00e3o conjunta dos Estados Unidos, da Uni\u00e3o Europeia e do Jap\u00e3o para reverter pr\u00e1ticas de concorr\u00eancia desleal da China no \u00e2mbito do com\u00e9rcio internacional, especialmente na quest\u00e3o de subs\u00eddios, estatiza\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o e tecnologia de empresas privadas.<\/p>\n<p>O ministro disse que o Itamaraty estar\u00e1 focado nas empresas brasileiras para moldar a rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas com os Estados Unidos, mas com os demais pa\u00edses. &#8220;O segredo \u00e9 buscar as ideias do setor privado e criar plataformas para facilitar o desenvolvimento delas&#8221;, ressaltou. &#8220;As empresas sabem quais s\u00e3o os gargalos.&#8221;<\/p>\n<p>Ara\u00fajo trabalha para que as embaixadas brasileiras atuem num maior entrosamento entre diplomacia e com\u00e9rcio, transformando-se em postos de neg\u00f3cios de empresas do Pa\u00eds no exterior. Ele pretende fazer uma integra\u00e7\u00e3o mais efetiva entre as embaixadas e consulados e os escrit\u00f3rios da Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (Apex-Brasil). &#8220;A Apex j\u00e1 est\u00e1 na estrutura do Itamaraty, mas precisa de uma maior integra\u00e7\u00e3o&#8221;, ressaltou. &#8220;Vamos insuflar as embaixadas nas novas demandas, motivar mais as pessoas para ter novas ideias.&#8221;<\/p>\n<p>Ao comentar a surpresa com os discursos e pronunciamentos incisivos do Itamaraty especialmente nas notas de ataque ao governo de Nicol\u00e1s Maduro, na Venezuela, o ministro disse que a pol\u00edtica vive um novo momento de interse\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds no exterior e demandas internas. &#8220;O mundo vai mudando, n\u00e3o podemos repetir posi\u00e7\u00f5es antigas&#8221;, afirmou. &#8220;H\u00e1 dez anos, certas posi\u00e7\u00f5es faziam sentido. Hoje n\u00e3o fazem mais. Temos de fazer press\u00e3o por mudan\u00e7as, por uma atualiza\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Ele adianta que o tom incisivo ser\u00e1 adotado nas disputas nos f\u00f3runs comerciais no exterior, sempre numa toada de neg\u00f3cio e com um toque brasileiro. &#8220;A gente tem que estar sempre vivo, falar como a sociedade, afirmou. &#8220;N\u00e3o podemos mais falar itamarat\u00eas.&#8221;<\/p>\n<p>Antes dos encontros preparat\u00f3rios em Washington, o chanceler participar\u00e1, em Ottawa, no Canad\u00e1, na segunda-feira, de reuni\u00e3o dos pa\u00edses do Grupo de Lima, criado por iniciativa do governo peruano, em 2017, para buscar uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica para a crise na Venezuela.<\/p>\n<p>O chanceler observou que a posi\u00e7\u00e3o do governo brasileiro em rela\u00e7\u00e3o ao governo do pa\u00eds vizinho, com um discurso mais duro, sinalizou a disposi\u00e7\u00e3o do Itamaraty de se adaptar a uma nova realidade. Logo depois, a Uni\u00e3o Europeia e pa\u00edses latino-americanos tomaram posi\u00e7\u00f5es mais incisivas. &#8220;A gente assumiu uma posi\u00e7\u00e3o firme que contribuiu muito para a press\u00e3o internacional&#8221;, afirmou. &#8220;As pessoas diziam que n\u00e3o era poss\u00edvel fazer nada. Podemos. \u00c9 muito transformador quando voc\u00ea faz uma a\u00e7\u00e3o que traga esperan\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>Na entrevista, o chanceler n\u00e3o escondeu sua vis\u00e3o cr\u00edtica \u00e0 rotina e ao estilo muitas vezes &#8220;palaciano&#8221; do Itamaraty. Ele disse que \u00e9 preciso promover a &#8220;ousadia&#8221; e incentivar a &#8220;criatividade&#8221; do corpo diplom\u00e1tico para aproximar a institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m de outras pastas do governo envolvidas no com\u00e9rcio e na gera\u00e7\u00e3o de emprego. Uma das primeiras medidas tomadas pelo ministro foi a cria\u00e7\u00e3o de um departamento voltado ao agroneg\u00f3cio, que dever\u00e1 atuar em parceria com a pasta da Agricultura, da ministra Tereza Cristina. &#8220;Sempre em sintonia&#8221;, deixou claro.<\/p>\n<p>As cr\u00edticas incisivas do chanceler \u00e0 predomin\u00e2ncia de acordos multilaterais e mesmo \u00e0s pr\u00e1ticas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) causaram, num primeiro momento, inc\u00f4modo em setores da diplomacia. Ele avaliou que o choque \u00e9 necess\u00e1rio num momento de concorr\u00eancia ainda mais acirrada nos f\u00f3runs internacionais. O pr\u00f3prio diretor-geral da OMC, Roberto Azev\u00eado, admitiu que o chanceler falou levando em conta os interesses brasileiros e a necessidade de priorizar acordos bilaterais que foram deixados de lado.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que busca estreitar rela\u00e7\u00f5es com mercados tradicionais, o chanceler avalia mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es com a \u00c1frica. Neste caso, ele considerou que governos passados cometeram excessos de discursos e promessas. &#8220;A \u00c1frica \u00e9 um mercado potencial.<\/p>\n<p>Em alguns pa\u00edses, temos embaixadas muito pequenas, que precisam ser refor\u00e7adas. Em outros, n\u00e3o. \u00c9 preciso identificar as priorit\u00e1rias&#8221;, afirmou. Ele citou a abertura, recente, do mercado da Mal\u00e1sia para o &#8220;gado em p\u00e9&#8221; do Brasil. &#8220;Vamos conversar com cada pa\u00eds, ver as caracter\u00edsticas espec\u00edficas de cada um. Vamos ser mais produtivos, abrir mais mercados para nossos produtos.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Ernesto Ara\u00fajo, viaja nesta semana a Washington para preparar o primeiro encontro do presidente Jair Bolsonaro com o o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 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