{"id":202267,"date":"2019-02-11T22:49:58","date_gmt":"2019-02-12T00:49:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=202267"},"modified":"2019-02-12T00:09:57","modified_gmt":"2019-02-12T02:09:57","slug":"congresso-apoia-reforma-mas-sem-endurecer-idade-minima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/congresso-apoia-reforma-mas-sem-endurecer-idade-minima\/","title":{"rendered":"Congresso ap\u00f3ia reforma, mas sem endurecer idade m\u00ednima"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa encomendada pelo BTG Pactual com deputados e senadores mostra que mais de tr\u00eas quintos deles concordam reformar a Previd\u00eancia, o m\u00ednimo necess\u00e1rio para aprovar uma emenda constitucional nas duas casas. No entanto, a idade m\u00ednima, considerado o ponto mais importante por economistas especializados, conta com apoio insuficiente na proposta de 65 anos para homens e de 62 para mulheres, e menos ainda na que estabelece 65 para ambos os sexos.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que o levantamento, produzido pela FSB Pesquisa, n\u00e3o ouviu todos os parlamentares. Foram 235 deputados, ou 45% dos 513 que comp\u00f5em a C\u00e2mara, e 27 senadores, ou um ter\u00e7o dos 81 A amostra, contudo, \u00e9 proporcional ao tamanho das bancadas partid\u00e1rias nas duas casas. As entrevistas foram feitas entre os dias 4 e 8 de fevereiro, per\u00edodo marcado pela discuss\u00e3o da minuta da reforma, que previa idade m\u00ednima de 65 para ambos os sextos.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, a necessidade de reformar a Previd\u00eancia \u00e9 defendida por 82% dos deputados e 89% dos senadores. O apoio chega a ser de 100% em apenas dois partidos, considerando a soma das duas casas: PP e PSDB. O PSL, do presidente Jair Bolsonaro, aparece com 92%. O PT, da oposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 o que menos concorda, com 37% de parlamentares favor\u00e1veis.<\/p>\n<p>Quando os parlamentares s\u00e3o questionados sobre a idade m\u00ednima sem que nenhuma idade de refer\u00eancia seja citada, tamb\u00e9m h\u00e1 apoio de mais de tr\u00eas quintos, de 69% entre os deputados e de 93% dos senadores.<\/p>\n<p>Contudo, as duas possibilidades mais discutidas para esse item, de 65 anos para ambos os sexos ou de 65 para homens e 62 para mulheres, contam com apoio de menos da metade dos parlamentares. A primeira, mais dura, tem 20% de concord\u00e2ncia entre deputados e de 19% entre senadores. A segunda, mais suave, tem 37% de apoio na C\u00e2mara e de 48% no Senado.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m pergunta se os parlamentares s\u00e3o favor\u00e1veis ou n\u00e3o \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o de idades entre homens e mulheres, sem apresentar n\u00fameros espec\u00edficos. Nesse ponto, h\u00e1 apoio suficiente Entre os deputados, 71% defendem a diferencia\u00e7\u00e3o. Entre os senadores, 85% s\u00e3o a favor.<\/p>\n<p>Os resultados d\u00e3o a entender, portanto, que os parlamentares querem uma idade m\u00ednima diferenciada para homens e mulheres, por\u00e9m com n\u00fameros inferiores \u00e0 proposta de 65 para eles e 62 para elas. Ainda nos primeiros dias do seu mandato, Bolsonaro chegou a propor 62 para homens e 57 para mulheres.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra ainda que a inclus\u00e3o dos militares na reforma tamb\u00e9m conta com apoio expressivo. Na C\u00e2mara, 85% s\u00e3o favor\u00e1veis, enquanto 78% defendem a medida no Senado. J\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o do regime de capitaliza\u00e7\u00e3o divide os parlamentares: 48% dos deputados s\u00e3o a favor, o mesmo porcentual para os senadores. Sobre a igualdade de regras para trabalhadores rurais e urbanos, 19% dos deputados apoiam e 30% dos senadores s\u00e3o a favor.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, 38% dos deputados defendem um per\u00edodo mais curto, de 10 anos, com idade m\u00ednima menor. Entre os senadores, 48% s\u00e3o a favor desse formato. Para um per\u00edodo mais longo, com idade m\u00ednima maior, na C\u00e2mara o apoio \u00e9 de 34%, enquanto no Senado \u00e9 de 22%.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que 70% deles acreditam que a reforma da Previd\u00eancia ser\u00e1 aprovada pelo Congresso. Entre os deputados, 58% acham que a proposta ser\u00e1 votada na C\u00e2mara ainda no primeiro semestre deste ano.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da reforma no Congresso, a expectativa positiva \u00e9 de 69% entre deputados e de 82% entre senadores. Os principais obst\u00e1culos citados foram diverg\u00eancias entre parlamentares (17%), articula\u00e7\u00e3o do governo (16%), complexidade da proposta (10%), opini\u00e3o p\u00fablica desfavor\u00e1vel (8%) e falta de di\u00e1logo com a popula\u00e7\u00e3o (7%).<\/p>\n<p>Sobre a expectativa de vota\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara, primeira casa do Congresso a receber a proposta, 23% acreditam que o texto deve ser votado j\u00e1 neste primeiro trimestre. Outros 35% preferem apostar no segundo trimestre. Uma parcela ainda menos otimista, de 25%, fala em vota\u00e7\u00e3o no terceiro trimestre. Os mais pessimistas, que somam 5%, acreditam que a proposta ser\u00e1 apreciada pelo plen\u00e1rio s\u00f3 em 2020. Os demais n\u00e3o souberam ou n\u00e3o responderam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa encomendada pelo BTG Pactual com deputados e senadores mostra que mais de tr\u00eas quintos deles concordam reformar a Previd\u00eancia, o m\u00ednimo necess\u00e1rio para aprovar uma emenda constitucional nas duas casas. 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