{"id":202475,"date":"2019-02-14T09:46:49","date_gmt":"2019-02-14T11:46:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=202475"},"modified":"2019-02-14T09:47:18","modified_gmt":"2019-02-14T11:47:18","slug":"planalto-aposta-em-frentes-parlamentares-para-negociar-em-bloco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/planalto-aposta-em-frentes-parlamentares-para-negociar-em-bloco\/","title":{"rendered":"Planalto aposta em frentes parlamentares para negociar seus projetos em bloco"},"content":{"rendered":"<p>A escolha do presidente Jair Bolsonaro de dialogar com o Congresso via frentes parlamentares, e n\u00e3o por meio de l\u00edderes partid\u00e1rios, teve como efeito a multiplica\u00e7\u00e3o do n\u00famero de grupos criados em defesa de alguma causa no Congresso. Em menos de duas semanas, pelo menos dez foram formadas oficialmente &#8211; das tradicionais, como as que re\u00fanem as bancadas da bala e de ruralistas, at\u00e9 as focadas em propostas espec\u00edficas, como a que vai defender a reforma da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>Esta \u00faltima tem como autor o novato Kim Kataguiri (DEM-SP). Ele tenta tirar do papel a Frente Parlamentar Mista para Defesa e Fomento do Livre Mercado, que vai defender a aprova\u00e7\u00e3o da reforma no Congresso. O deputado, um dos l\u00edderes do Movimento Brasil Livre (MBL), quer se cacifar para ser o relator da proposta na C\u00e2mara e tem se reunido com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele, no entanto, nega que a frente ser\u00e1 usada para projet\u00e1-lo pela relatoria. &#8220;A frente \u00e9 algo perene, que vai ser usada para discuss\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, disse.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, por\u00e9m, Kim s\u00f3 reuniu 68 assinaturas, n\u00famero insuficiente para registrar o grupo. Para criar uma frente parlamentar no Congresso, os parlamentares precisam reunir, no m\u00ednimo, 198 assinaturas e precisam do aval do presidente da Casa<\/p>\n<p>At\u00e9 as mais poderosas, como a ruralista, a da seguran\u00e7a e a evang\u00e9lica, precisam ser recriadas a cada nova Legislatura. estes grupos s\u00e3o influentes na defesa dos seus interesses. Ao longo dos quatro anos do mandato anterior, mais de 300 frentes foram criadas. Poucas, por\u00e9m, logo no in\u00edcio do mandato, como agora.<\/p>\n<p><strong>Corrup\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Outra prioridade do governo, o pacote anticrime do ministro da Justi\u00e7a, S\u00e9rgio Moro, tamb\u00e9m ter\u00e1 uma bancada para defend\u00ea-lo no Congresso. A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) prop\u00f4s a Frente \u00c9tica de Combate \u00e0 Corrup\u00e7\u00e3o, que at\u00e9 j\u00e1 se reuniu com o ministro, e vai atuar em defesa de seu projeto. O grupo \u00e9 um dos maiores da Casa ao reunir 215 deputados e 6 senadores. A lista vai de Zeca Dirceu (PT-MS) a Alexandre Frota (PSL-SP).<\/p>\n<p>Escalado pelo ministro Onyx Lorenzoni, para fazer a articula\u00e7\u00e3o com os parlamentares, o secret\u00e1rio especial da Casa Civil, Carlos Manato (PSL-ES), afirmou que a inten\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 abrir espa\u00e7o para as frentes, mas sem esquecer dos partidos. &#8220;A miss\u00e3o \u00e9 o di\u00e1logo com os deputados e senadores. O que n\u00f3s queremos \u00e9 que os deputados votem com a consci\u00eancia deles pelo m\u00e9rito do projeto. N\u00e3o queremos que votem porque emenda foi empenhada ou n\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) reconheceu ser uma inc\u00f3gnita se esta negocia\u00e7\u00e3o com frentes dar\u00e1 certo, mas disse que h\u00e1 uma expectativa para que os grupos sejam protagonistas no Congresso. &#8220;Bolsonaro constituiu assim seu governo. Ningu\u00e9m sabe qual ser\u00e1 a efic\u00e1cia pol\u00edtica quanto \u00e0 governabilidade. H\u00e1 uma expectativa de que as frentes se mobilizem e n\u00e3o s\u00f3 entreguem votos, mas tamb\u00e9m agilizem o di\u00e1logo necess\u00e1rio com a sociedade, espero que d\u00ea certo&#8221;, afirmou o parlamentar, que est\u00e1 em seu quarto mandato<\/p>\n<p>Jardim participou nesta quarta-feira, 13, de evento realizado pela C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC) com outros parlamentares. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 criar uma nova frente para defender os interesses do setor.<\/p>\n<p>A t\u00e1tica de se reunir em grupos n\u00e3o tem sido usada apenas para defender propostas espec\u00edficas. A oposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m inaugurou a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia e dos Direitos Humanos, que prop\u00f5e um enfrentamento &#8220;\u00e0s concretas amea\u00e7as de retrocesso aos direitos democr\u00e1ticos no Pa\u00eds&#8221;. A ideia \u00e9 alinhar a atua\u00e7\u00e3o de entidades civis com a de parlamentares de partidos como PSOL, PT e PCdoB.<\/p>\n<p><strong>Assinaturas<\/strong> &#8211; Dentre as frentes registradas at\u00e9 agora, chama a aten\u00e7\u00e3o a presen\u00e7a dos deputados Jorge Solla (PT-BA) e Hugo Motta (PRB-PB) em oito delas. Solla disse que est\u00e1 sendo solicitado para assinar a cria\u00e7\u00e3o de diversas frentes e que, embora apoie, n\u00e3o participar\u00e1 de todas.<\/p>\n<p>&#8220;A assinatura \u00e9 de apoio ao parlamentar para que a frente se materialize.&#8221; Ele disse ser ativo apenas na Frente Parlamentar Mista em Defesa do SUS. A bancada ainda n\u00e3o foi recriada neste ano. Na Legislatura passada, teve ades\u00e3o de 214 deputados e 26 senadores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escolha do presidente Jair Bolsonaro de dialogar com o Congresso via frentes parlamentares, e n\u00e3o por meio de l\u00edderes partid\u00e1rios, teve como efeito a multiplica\u00e7\u00e3o do n\u00famero de grupos criados em defesa de alguma causa no Congresso. 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