{"id":204284,"date":"2019-03-08T07:00:26","date_gmt":"2019-03-08T10:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=204284"},"modified":"2019-03-08T08:05:16","modified_gmt":"2019-03-08T11:05:16","slug":"politicas-publicas-defenderao-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/politicas-publicas-defenderao-as-mulheres\/","title":{"rendered":"&#8216;Pol\u00edticas p\u00fablicas defender\u00e3o as mulheres&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 s\u00f3 ligar a TV, abrir os jornais ou um site de not\u00edcias que os crescentes casos de viol\u00eancia contra a mulher alarmam o pa\u00eds. Feminic\u00eddios e agress\u00f5es \u2013 em grande parte, vindas de companheiros \u2013, se repetem inclusive em Bras\u00edlia, o que faz com que o Governo do Distrito Federal intensifique pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>Ativada pelo governador Ibaneis Rocha, a Secretaria da Mulher \u2013 uma das \u00fanicas do pa\u00eds a tratar desse assunto \u2013 tem \u00e0 frente a publicit\u00e1ria Ericka Filippelli. Nesta entrevista, ela fala do que est\u00e1 sendo preparado para este ano, da readapta\u00e7\u00e3o dos Centros Especializados de Atendimento \u00e0 Mulher (Ceam), da Casa Abrigo e do qu\u00e3o importante \u00e9 a independ\u00eancia econ\u00f4mica para que mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia se livrem de maridos agressores.<\/p>\n<p>Veja trechos da entrevista:<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o seu desafio \u00e0 frente da Secretaria da Mulher?<\/strong><\/p>\n<p>Temos uma programa\u00e7\u00e3o para todo o m\u00eas de mar\u00e7o. \u00c9 uma iniciativa do Governo do Distrito Federal, que tem a\u00e7\u00f5es individuais da Secretaria da Mulher e a\u00e7\u00f5es em parceria com outras pastas mostrando que \u00e9 um novo tempo para a mulheres do DF, com mais seguran\u00e7a, mais oportunidades, mais promo\u00e7\u00e3o, mais autonomia econ\u00f4mica, mais sa\u00fade\u2026 Esse \u00e9 o objetivo do governo. O GDF \u00e9 um dos \u00fanicos no pa\u00eds que tem uma Secretaria de Estado da Mulher. Isso mostra a import\u00e2ncia que ser\u00e1 dada a essa pauta pelo governador Ibaneis Rocha \u2013 a import\u00e2ncia que a mulher tem para o Distrito Federal. Entende-se que h\u00e1 uma car\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher. Ent\u00e3o, esse \u00e9 o nosso desafio.<\/p>\n<p><strong>O que est\u00e1 programado para ser lan\u00e7ado este m\u00eas, em que \u00e9 comemorado o Dia Internacional da Mulher?<\/strong><\/p>\n<p>Neste dia 8, em uma solenidade no Pal\u00e1cio do Buriti, com o governador Ibaneis, ser\u00e1 lan\u00e7ada a Sou Mais Mulher, uma rede de a\u00e7\u00f5es em prol das mulheres. Uma dessas a\u00e7\u00f5es \u00e9 a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o da Secretaria de Estado da Mulher. O governador criou essa pasta titular para tratarmos com cuidado a mulher do DF. H\u00e1 uma car\u00eancia e uma falta de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, de oportunidades, que deixa as mulheres fora do mercado de trabalho. Infelizmente, nos \u00faltimos anos, houve pouca aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade da mulher, com pouqu\u00edssimos exames preventivos, mamografias. A gente v\u00ea o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia, Bras\u00edlia batendo recordes. Esse \u00e9 o momento de fazer uma programa\u00e7\u00e3o que se estende por todo o m\u00eas envolvendo todas as secretarias, bem como a Delegacia Especializada de Apoio \u00e0 Mulher (Deam), mostrando esse comprometimento do governo. Vamos manifestar as nossas lutas e nossos anseios, al\u00e9m de celebrar esse momento do Distrito Federal de ter um governo de olhos voltados para n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Como atua a Sou Mais Mulher?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma rede, porque a gente entende que o que envolve a mulher a promo\u00e7\u00e3o da mulher e o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um problema que envolve o governo, mas toda a sociedade. Estamos fazendo um chamamento para que toda a sociedade se engaje nessa nossa luta. \u00c9 uma oportunidade para as empresas privadas, as ONGs [organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais], os movimentos femininos a estarem juntos com o governo numa rede para que a gente possa implementar a\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas p\u00fablicas para as mulheres em parcerias. Nesta sexta-feira (8), teremos a assinatura de um decreto estabelecendo a cria\u00e7\u00e3o da rede. J\u00e1 temos algumas a\u00e7\u00f5es em andamento que vamos anunciar durante o ano. Vamos trazer institui\u00e7\u00f5es de ensino que t\u00eam essa vontade de promover a\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas voltadas \u00e0s mulheres, tanto de medidas preventivas quanto de enfrentamento.<\/p>\n<p><strong>Como deve ser essa parceria com as empresas?<\/strong><\/p>\n<p>A gente n\u00e3o consegue chegar \u00e0s funcion\u00e1rias de grandes empresas. Mas, quando a gente pactua e traz essa institui\u00e7\u00e3o para a nossa rede, al\u00e9m de sensibiliz\u00e1-las quanto \u00e0 import\u00e2ncia de promover algumas a\u00e7\u00f5es dentro de suas institui\u00e7\u00f5es, podemos promover palestras e oficinas, falando \u00e0quela mulher sobre problemas que muitas delas t\u00eam, at\u00e9 a dificuldade de buscar um lugar para se informar.<\/p>\n<p><strong>Qual as metas da secretaria para este ano?<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o da rede Sou Mais Mulher, o fortalecimento da rede de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia que visa \u00e0 abertura de espa\u00e7os de atendimento \u00e0s mulheres. O espa\u00e7o, um Centro Especializado de Atendimento \u00e0 Mulher (Ceam), ser\u00e1 lan\u00e7ado no final deste m\u00eas, na esta\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 da 102 Sul. Al\u00e9m de oferecer um atendimento psicossocial, vamos oferecer um atendimento jur\u00eddico, outro voltado para a sa\u00fade da mulher. Que ali seja um espa\u00e7o onde se possa ter acesso a a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m em prol da economia econ\u00f4mica e gera\u00e7\u00e3o de renda. Queremos que esse espa\u00e7o seja um espa\u00e7o de oportunidades, que a mulher possa participar de oficinas, se capacitar e encontrar um apoio do poder p\u00fablico com acesso a outros equipamentos e a outros servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>A viol\u00eancia contra a mulher no Distrito Federal aumentou ou aumentaram os n\u00fameros de casos registradas e publicados?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 inquestion\u00e1vel o acesso que as pessoas hoje t\u00eam \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. A gente acredita que as mulheres est\u00e3o, sim, conhecendo os seus direitos e com mais coragem de denunciar. Na verdade, o aumento de casos, para n\u00f3s, \u00e9 consequ\u00eancia da coragem dessas mulheres violentadas denunciarem.<\/p>\n<p><strong>Bras\u00edlia tem sido palco de casos recentes, alguns com fins tr\u00e1gicos&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O que nos assusta n\u00e3o \u00e9 o aumento das den\u00fancias. Pelo contr\u00e1rio. As den\u00fancias querem dizer que as mulheres est\u00e3o tendo coragem de buscar o poder p\u00fablico para sair dessa viol\u00eancia e mudarem de vida. O que nos alerta s\u00e3o os feminic\u00eddios. Em muitos casos que vimos, as mulheres nem buscaram o poder p\u00fablico. E o que mais nos assusta \u00e9 que os vizinhos muitas vezes ouvem os casos de agress\u00e3o, convivem com essa realidade e n\u00e3o denunciam. Isso tudo para n\u00f3s \u00e9 um alerta \u2013 o que refor\u00e7a a certeza de que precisamos criar esses espa\u00e7os e equipamentos p\u00fablicos. E uma das propostas do governador Ibaneis \u00e9, justamente, descentralizar esse atendimento, para que as mulheres de Planaltina, Ceil\u00e2ndia, Samambaia, Estrutural, por exemplo, tenham acesso a esses atendimentos e possam encontrar um espa\u00e7o confi\u00e1vel e acess\u00edvel para contar com um apoio do poder p\u00fablico e receber essa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Qual a situa\u00e7\u00e3o da Casa da Mulher Brasileira?<\/strong><\/p>\n<p>A Casa da Mulher Brasileira n\u00e3o \u00e9 do GDF. Ela foi constru\u00edda pelo governo federal em um terreno tamb\u00e9m da Uni\u00e3o. O que t\u00ednhamos aqui era a gest\u00e3o da casa que est\u00e1 interditada parcialmente desde 2015 depois que foi identificada uma rachadura na estrutura, al\u00e9m de piso cedido e colunas comprometidas em 60% do pr\u00e9dio. H\u00e1 um entendimento de que a gente precisa prestar um servi\u00e7o eficiente e entendemos que aquele espa\u00e7o poderia colocar em risco a vida das mulheres. As mulheres do DF precisam e merecem mais. A gente tamb\u00e9m entendia que ali naquele espa\u00e7o as mulheres n\u00e3o conseguiam chegar, com acesso limitado. Ent\u00e3o, enquanto isso n\u00e3o se resolve, n\u00f3s vamos abrir os espa\u00e7os descentralizados pelo DF. Tamb\u00e9m est\u00e1 em andamento um projeto da Casa Mulher Brasileira de Ceil\u00e2ndia. J\u00e1 est\u00e1 bem avan\u00e7ado, feito em parceria com a secretaria de obras. E a ideia \u00e9 que a gente possa oferecer um servi\u00e7o integrado, eficiente e acess\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Os centros especializados j\u00e1 existiam. O que ser\u00e1 diferente a partir de agora?<\/strong><\/p>\n<p>Entendemos que \u00e9 um equipamento interessante, mas que deixava a desejar na integra\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. O que a gente via \u00e9 que n\u00e3o existia integra\u00e7\u00e3o desses equipamentos com as delegacias circunscricionais e com a Delegacia Especializada de Atendimento \u00e0 Mulher (Deam). H\u00e1 uma lacuna desde o momento em que ela faz a den\u00fancia at\u00e9 o momento do julgamento. \u00c9 importante ter um equipamento que possa prestar esse acompanhamento psicossocial para a mulheres. E a gente via que n\u00e3o era feito dessa forma. Ent\u00e3o, todos esses equipamentos ser\u00e3o reestruturados para oferecer esse servi\u00e7o integrado com a defensoria p\u00fablica, com o Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e Territ\u00f3rios [TJDFT] e com o Minist\u00e9rio P\u00fablico. Por isso, em todos esses equipamentos vai ter um transporte, uma equipe especializada para fazer uma integra\u00e7\u00e3o dessa rede e essa articula\u00e7\u00e3o dos equipamentos e o acompanhamento dessas mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>O que mais vai ter?<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m atendimento jur\u00eddico, que n\u00e3o havia antes. Estamos estudando a viabilidade de atendimento de sa\u00fade para marca\u00e7\u00e3o de consultas e um espa\u00e7o voltado para o empreendedorismo e autonomia econ\u00f4mica \u2013 que \u00e9 importante para essas mulheres sa\u00edrem desse ciclo de viol\u00eancia e deixarem de estar dependentes financeiramente de seus companheiros. \u00c9 uma articula\u00e7\u00e3o muito importante com a Secretaria do Trabalho. E uma das a\u00e7\u00f5es \u00e9 a abertura de um espa\u00e7o na Ag\u00eancia do Trabalhador, em Taguatinga, voltada a atender essas mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia e falta de independ\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>E a Casa Abrigo, continua em atividade?<\/p>\n<p>Sim, ela funciona. Temos dado bastante aten\u00e7\u00e3o e n\u00e3o divulgamos o local, justamente para preservar a seguran\u00e7a da v\u00edtima. A casa pode atender at\u00e9 28 mulheres. Temos quatro abrigadas no momento. Elas t\u00eam um per\u00edodo para ficar, de acordo com uma avalia\u00e7\u00e3o feita \u2013 por meio de um question\u00e1rio de risco \u2013, e s\u00e3o encaminhadas pela Deam, entendendo que precisam sair de l\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de seguir a vida. Enquanto esse momento n\u00e3o chegar, a mulher n\u00e3o \u00e9 liberada. Al\u00e9m de toda a estrutura de dormit\u00f3rio, a Casa Abrigo oferece alimenta\u00e7\u00e3o, espa\u00e7o para os filhos, psic\u00f3logas dispon\u00edveis 24 horas e transporte p\u00fablico para lev\u00e1-las aos equipamentos p\u00fablicos necess\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Qual a sua experi\u00eancia e o que a trouxe para trabalhar na secretaria?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma miss\u00e3o. A gente que trabalha com pol\u00edticas para mulheres \u00e9 por miss\u00e3o. Eu estou h\u00e1 oito anos envolvida em movimentos de mulheres. Comecei minha luta por meio de movimento partid\u00e1rio. Eu sou presidente do MDB Mulher e, quando assumi o cargo, fui conhecer a realidade das comunidades. Sou formada em publicidade, sempre trabalhei com planejamento estrat\u00e9gico. E sempre tive vontade de implementar um programa para as mulheres. Para mim, foi muito forte quando comecei a conhecer a realidade de muitas mulheres do DF e vi que era muito semelhante \u00e0 da minha m\u00e3e, que era uma mulher de classe m\u00e9dia que tinha acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, mas nunca teve oportunidade de trabalhar. E vi o quanto isso foi frustrante para ela. Isso para mim \u00e9 uma miss\u00e3o. Eu entendo que avan\u00e7amos em muitas quest\u00f5es, estamos tomando espa\u00e7os de poder, mas ainda de forma t\u00edmida. Mas ainda vemos no Distrito Federal a falta de oportunidade para as mulheres, principalmente no que diz respeito \u00e0 inser\u00e7\u00e3o do mercado formal de trabalho. Eu tamb\u00e9m tive a honra de passar dois anos na Secretaria Nacional de Pol\u00edticas para Mulheres. Fui secret\u00e1ria de articula\u00e7\u00e3o institucional, fui substituta da secret\u00e1ria nacional, ent\u00e3o isso me deu experi\u00eancia nacional na implementa\u00e7\u00e3o de alguns projetos, como a Rede Brasil Mulher, e isso foi poss\u00edvel trazer essa experi\u00eancia para o DF.<\/p>\n<p><strong>O empreendedorismo \u00e9 uma sa\u00edda para as mulheres do Distrito Federal?<\/strong><\/p>\n<p>Bras\u00edlia foi criada para ser uma cidade de servidores p\u00fablicos, mas a realidade \u00e9 muito distante. E as mulheres s\u00e3o as que mais sofrem isso. Aqui no Distrito Federal, [o empreendedorismo] \u00e9 uma sa\u00edda, porque n\u00e3o temos grandes ind\u00fastrias, grandes empresas, e vemos que a mulher brasileira \u00e9 empreendedora, articulada, comunicativa, e aqui tem suma oportunidade imensa para empreender. Existe uma \u00e1rea rural riqu\u00edssima. Temos um dos maiores \u00edndices de renda salarial do pa\u00eds. Se a gente est\u00e1 falando de desenvolvimento do DF, de crescimento, e se essa \u00e9 uma das bandeiras a gente tem, a gente precisa trabalhar na inser\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 s\u00f3 ligar a TV, abrir os jornais ou um site de not\u00edcias que os crescentes casos de viol\u00eancia contra a mulher alarmam o pa\u00eds. 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