{"id":205628,"date":"2019-03-27T00:14:54","date_gmt":"2019-03-27T03:14:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=205628"},"modified":"2019-03-27T07:17:54","modified_gmt":"2019-03-27T10:17:54","slug":"esta-de-volta-o-elefantinho-que-voa-desde-1941","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/esta-de-volta-o-elefantinho-que-voa-desde-1941\/","title":{"rendered":"Est\u00e1 de volta o elefantinho que voa desde 1941"},"content":{"rendered":"<p>O ador\u00e1vel pequeno elefante de grandes olhos azuis que encanta o mundo desde 1941 pode at\u00e9 n\u00e3o parecer um personagem que interessaria a Tim Burton. Mas o cineasta jamais hesitou em retomar a hist\u00f3ria de Dumbo, que est\u00e1 de volta em vers\u00e3o \u201clive action\u201d no filme de mesmo nome, uma esp\u00e9cie de continua\u00e7\u00e3o da anima\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica. \u201cEu me sentia muito pr\u00f3ximo de Dumbo, esse elefante que voa e n\u00e3o se encaixa no mundo. Era uma imagem muito pura, como em todas as f\u00e1bulas da Disney, de um simbolismo simples para emo\u00e7\u00f5es reais\u201d, disse o diretor em entrevista ao Estado em Los Angeles.<\/p>\n<p>Existiam outros pontos de identifica\u00e7\u00e3o. \u201cGostava da ideia desse pequeno monstro trabalhando com uma grande companhia\u201d, afirmou. Depois de descobrir suas orelhas gigantes e a habilidade de voar, Dumbo vira uma atra\u00e7\u00e3o e tanto do circo de Max Medici (Danny DeVito), despertando a cobi\u00e7a do empres\u00e1rio V.A. Vandevere (Michael Keaton), dono de um parque de divers\u00f5es ultramoderno para a \u00e9poca \u2013 o filme se passa em 1919. \u201cParecia muito a minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria com a Disney. Era bem pessoal.\u201d<\/p>\n<p>O cineasta come\u00e7ou sua carreira na companhia, na d\u00e9cada de 1980, tendo sido demitido depois que seu curta Frankenweenie foi considerado sombrio demais. Agora, o cineasta est\u00e1 trabalhando novamente com a Disney (que tamb\u00e9m o contratou para fazer Alice no Pa\u00eds das Maravilhas). Mudaram eles ou mudou Tim Burton? \u201cQuanto mais as coisas mudam, mais elas continuam as mesmas\u201d, afirmou o diretor, rindo. \u201cO tempo tem uma maneira estranha de ser.\u201d<\/p>\n<p>Ele mencionou que, por exemplo, ficou 20 anos sem falar com Michael Keaton, com quem fez alguns de seus trabalhos mais brilhantes, como Os Fantasmas se Divertem (1988) e Batman (1989). \u201cE, quando nos falamos para voltarmos a trabalhar nesse filme, foi como se tiv\u00e9ssemos conversado ontem.\u201d<\/p>\n<p>Ter Keaton e Danny DeVito (que fez Pinguim em Batman \u2013 O Retorno, de 1992) foi especial. Burton gosta de trabalhar sempre com os mesmos atores \u2013 com Eva Green, que faz a trapezista Colette, \u00e9 a terceira vez. \u201cDo que gostei mesmo foi que pude ser o mocinho desta vez, enquanto Michael era o vil\u00e3o\u201d, contou DeVito. \u201cTim sempre cria uma fam\u00edlia\u201d, afirmou Keaton. \u201cCheio de pessoas estranhas, e ele \u00e9 o papai esquisito.\u201d<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m h\u00e1 novos membros nessa fam\u00edlia. Diferentemente do cl\u00e1ssico de 1941, os seres humanos aqui n\u00e3o s\u00e3o coadjuvantes, muitas vezes sem rosto. Colin Farrell faz Holt Farrier, um antigo astro do circo que volta da Primeira Guerra Mundial sem um dos bra\u00e7os. Seus filhos, Milly (Nico Parker, filha da atriz Thandie Newton) e Joe (Finley Hobbins), t\u00eam sido criados pelos integrantes do circo desde que sua m\u00e3e- morreu na epidemia de gripe espanhola. Holt precisa encontrar uma nova fun\u00e7\u00e3o e se reconectar com as crian\u00e7as, que adotam Dumbo, afastado de sua m\u00e3e, e o treinam com a ajuda de Colette. \u201cFoi maravilhoso trabalhar com Tim Burton e espero ter entrado para a fam\u00edlia\u201d, disse Farrell.<\/p>\n<p>Os atores tiveram de conviver com bonecos e um ator com roupa colante verde no papel de Dumbo, que foi criado com a ajuda da computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica \u2013 diferentemente da anima\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, os animais aqui n\u00e3o falam, apenas os humanos. \u201cMas Tim \u00e9 muito bom em explicar tudo\u201d, garantiu Eva Green, que precisa voar montada em Dumbo numa das cenas.<\/p>\n<p>A atriz, que tem medo de altura, tamb\u00e9m precisou aprender algumas manobras no trap\u00e9zio. \u201cTive de fortalecer meu abdome e contei com a ajuda dos melhores artistas circenses. No fim serviu como li\u00e7\u00e3o: achei que jamais conseguiria, mas a gente pode fazer tudo o que quiser\u201d, afirmou a atriz.<\/p>\n<p>Tim Burton, conhecido pelos filmes que misturam aspectos sombrios e tristes com ternura e fantasia, disse que n\u00e3o viu necessidade de controlar a dose por ser um filme da Disney. \u201cAs pessoas se esquecem de que a Disney sempre fez filmes com elementos tr\u00e1gicos. O pr\u00f3prio Dumbo \u00e9 prova disso, assim como Bambi\u201d, afirmou. \u201cO que mudou foi que hoje em dia talvez protejamos demais as crian\u00e7as. \u00c9 natural um pai ou m\u00e3e querer proteger seus filhos. Eu tamb\u00e9m quero proteger os meus. Ainda mais neste mundo maluco. N\u00e3o se pode controlar o presidente dos Estados Unidos, ent\u00e3o queremos controlar o que podemos.\u201d<\/p>\n<p>Dumbo tem seus momentos de tristeza e melancolia, mas tamb\u00e9m de magia. \u00c9 uma marca, afinal, do cinema de Tim Burton, que, apesar de todo o sucesso, continua se sentindo um desajustado. \u201c\u00c9 tudo muito bonito no papel, mas, uma vez que voc\u00ea se sente assim, sempre vai se sentir assim.\u201d De uma maneira ou de outra, no entanto, ele encontrou seu lugar no mundo e voou, como Dumbo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ador\u00e1vel pequeno elefante de grandes olhos azuis que encanta o mundo desde 1941 pode at\u00e9 n\u00e3o parecer um personagem que interessaria a Tim Burton. Mas o cineasta jamais hesitou em retomar a hist\u00f3ria de Dumbo, que est\u00e1 de volta em vers\u00e3o \u201clive action\u201d no filme de mesmo nome, uma esp\u00e9cie de continua\u00e7\u00e3o da anima\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":205629,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-205628","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=205628"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205628\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":205630,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205628\/revisions\/205630"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/205629"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=205628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=205628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=205628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}