{"id":206794,"date":"2019-04-12T10:51:47","date_gmt":"2019-04-12T13:51:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=206794"},"modified":"2019-04-12T12:53:24","modified_gmt":"2019-04-12T15:53:24","slug":"inflacao-ataca-forte-e-pega-ricos-e-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/inflacao-ataca-forte-e-pega-ricos-e-pobres\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o ataca forte e pega ricos e pobres"},"content":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o para todas as faixas de renda acelerou pelo quarto m\u00eas seguido, de acordo com o Indicador Ipea de Infla\u00e7\u00e3o por Faixa de Renda, referente a mar\u00e7o, divulgado nesta sexta (12).<\/p>\n<p>As maiores contribui\u00e7\u00f5es para esse resultado vieram de itens que afetam mais as fam\u00edlias de menor poder aquisitivo, como cereais (5,2%), tub\u00e9rculos (18,7%), hortali\u00e7as (6,1%) e frutas (4,3%).<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os dos alimentos foram os principais respons\u00e1veis pela infla\u00e7\u00e3o de 0,8% na classe mais baixa e responderam por 64% dessa varia\u00e7\u00e3o total. Ainda que em menor escala, a alta dos transportes tamb\u00e9m impactou esse segmento, devido aos reajustes nas tarifas de \u00f4nibus urbano (0,9%) e de trens (2,1%).<\/p>\n<p>No acumulado do ano, a infla\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias de renda mais baixa apontou varia\u00e7\u00e3o de 1,73%, com 0,24 ponto percentual acima da registrada pelas fam\u00edlias mais ricas (1,49%). Na compara\u00e7\u00e3o das taxas acumuladas em 12 meses, essa alta da infla\u00e7\u00e3o do segmento mais pobre \u00e9 ainda mais significativa. De abril de 2018 a mar\u00e7o de 2019, a infla\u00e7\u00e3o da classe de menor poder aquisitivo acumulou alta de 4,96%, ou seja, 0,67 ponto percentual acima da registrada na parcela de renda mais elevada (4,28%).<\/p>\n<p>Segundo o Ipea, essa piora da infla\u00e7\u00e3o para os mais pobres \u00e9 ainda mais evidente quando se nota que, em mar\u00e7o de 2019, enquanto a infla\u00e7\u00e3o da classe mais baixa foi 20 vezes maior que a registrada nesse mesmo m\u00eas de 2018, a acelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o da classe mais alta em 2019 foi mais amena \u2013 valor 6,5 vezes maior.<\/p>\n<p>\u201cEssa disparidade reflete o comportamento dos alimentos no domic\u00edlio, que apontaram defla\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o do ano passado. De forma similar, a queda de pre\u00e7o nas tarifas de \u00f4nibus intermunicipais e interestaduais e a menor alta dos alugu\u00e9is em mar\u00e7o de 2018 tamb\u00e9m ajudam a explicar esse diferencial de taxas, \u00e0 medida que beneficiaram mais significativamente a infla\u00e7\u00e3o dos mais pobres no ano passado\u201d, diz o Ipea.<\/p>\n<p>J\u00e1 o segmento de renda mais alta observou uma varia\u00e7\u00e3o de 0,7% na infla\u00e7\u00e3o em fevereiro. Nessa faixa, embora os alimentos tamb\u00e9m tenham exercido certa press\u00e3o inflacion\u00e1ria (0,23 ponto percentual), itens como leites e derivados (0,49%), carnes (0,63%) e bebidas (-0,15%), que impactam as fam\u00edlias mais ricas, apresentaram comportamento mais favor\u00e1vel. Para esse grupo, a maior varia\u00e7\u00e3o veio dos transportes (0,32 ponto percentual).<\/p>\n<p>O Indicador Ipea de Infla\u00e7\u00e3o por Faixa de Renda \u00e9 calculado com base nas varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os de bens e servi\u00e7os pesquisados pelo Sistema Nacional de \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (SNIPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o para todas as faixas de renda acelerou pelo quarto m\u00eas seguido, de acordo com o Indicador Ipea de Infla\u00e7\u00e3o por Faixa de Renda, referente a mar\u00e7o, divulgado nesta sexta (12). 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