{"id":206935,"date":"2019-04-15T13:47:06","date_gmt":"2019-04-15T16:47:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=206935"},"modified":"2019-04-15T13:50:04","modified_gmt":"2019-04-15T16:50:04","slug":"despesa-com-o-servidor-cresce-mais-que-o-pib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/despesa-com-o-servidor-cresce-mais-que-o-pib\/","title":{"rendered":"Despesa com o servidor cresce mais que o PIB"},"content":{"rendered":"<p>Analistas financeiros j\u00e1 t\u00eam uma resposta para a quebradeira de estados e munic\u00edpios: os gastos com a folha de pagamento dos servidores crescem tr\u00eas vezes mais que o correspondente \u00e0 riqueza gerada pelo Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. S\u00f3 para ter uma ideia, as despesas com ativos e inativos registraram um aumento real m\u00e9dio de 2,9% em 2018, na compara\u00e7\u00e3o com 2017. Foi o que revelou nesta segunda, 15, o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada.<\/p>\n<p>Segundo o Ipea, o resultado \u00e9 quase tr\u00eas vezes superior ao crescimento de 1,1% registrado pelo PIB no ano passado. Os Indicadores Ipea de Gastos com Pessoal indicam que as despesas com inativos subiram 7,6% em 2018, enquanto os gastos com funcion\u00e1rios ativos aumentaram 0,7%.<\/p>\n<p>\u201cOs dados refletem dois fen\u00f4menos interligados. O primeiro \u00e9 o elevado ritmo de crescimento das novas aposentadorias verificado nos \u00faltimos anos \u2013 reflexo, em grande medida, do ciclo de contrata\u00e7\u00f5es de servidores p\u00fablicos ocorrido nos anos 1980 e nos anos 1990, at\u00e9 a renegocia\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas estaduais em 1997. O segundo \u00e9 a n\u00e3o reposi\u00e7\u00e3o de parte significativa dos postos de trabalho antes ocupados pelos rec\u00e9m-aposentados\u201d, escreveu o Ipea, em nota t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Os gastos com pessoal ultrapassaram R$ 373 bilh\u00f5es em 2018, incluindo servidores ativos e inativos. Apenas Rio de Janeiro e Sergipe n\u00e3o elevaram as despesas com inativos no ano passado. Rond\u00f4nia (22,8%) e Tocantins (17,1%) foram os estados que registraram maior crescimento nas despesas com inativos no ano passado.<\/p>\n<p>Quanto aos servidores ativos, 14 estados tiveram crescimento nos gastos em rela\u00e7\u00e3o a 2017, especialmente o Cear\u00e1 (12,79%) e o Par\u00e1 (8,52%).<\/p>\n<p>O levantamento do Ipea n\u00e3o inclui gastos com pessoal ativo no Amap\u00e1, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Roraima. Tamb\u00e9m n\u00e3o foi poss\u00edvel construir indicadores de gastos com servidores inativos nestes Estados.<\/p>\n<p>Segundo Cl\u00e1udio Hamilton dos Santos, um dos autores do estudo, chama aten\u00e7\u00e3o o fato de v\u00e1rios estados terem apresentado eleva\u00e7\u00f5es nos gastos com ativos, o que n\u00e3o vinha ocorrendo em anos recentes.<\/p>\n<p>\u201cTalvez por ter sido um ano eleitoral, o fato \u00e9 que v\u00e1rios estados apresentaram pequenos aumentos nos quadros de servidores estatut\u00e1rios em 2018\u201d, observou Santos, em nota oficial.<\/p>\n<p>Os estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul t\u00eam mais servidores inativos do que ativos. Minas encerrou 2018 com 283.614 inativos e 245.319 ativos, enquanto o RS tinha 167.532 inativos e 107.906 ativos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Analistas financeiros j\u00e1 t\u00eam uma resposta para a quebradeira de estados e munic\u00edpios: os gastos com a folha de pagamento dos servidores crescem tr\u00eas vezes mais que o correspondente \u00e0 riqueza gerada pelo Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. 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