{"id":207352,"date":"2019-04-23T12:01:53","date_gmt":"2019-04-23T15:01:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=207352"},"modified":"2019-04-24T01:42:11","modified_gmt":"2019-04-24T04:42:11","slug":"carioca-faz-fila-gigante-para-comemorar-sao-jorge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/carioca-faz-fila-gigante-para-comemorar-sao-jorge\/","title":{"rendered":"Carioca faz fila gigante para festejar S\u00e3o Jorge"},"content":{"rendered":"<p>Todos os anos, o bairro de Quintino, na zona norte do Rio de Janeiro, assiste \u00e0 peregrina\u00e7\u00e3o de uma multid\u00e3o no feriado estadual de 23 de abril. Vestidos de vermelho e branco, os devotos de S\u00e3o Jorge chegam cedo, ainda na alvorada, e ficam ali ao longo de todo o dia, espalhados pelas ruas onde tamb\u00e9m s\u00e3o instaladas dezenas de barraquinhas de comes e bebes.<\/p>\n<p>Na celebra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o falta samba, feijoada e cerveja. Uma roda de capoeira tamb\u00e9m anima o p\u00fablico. H\u00e1 devotos que vestem camisas de seus times de futebol combinadas com a imagem do santo. Outros aproveitam para manifestar a paix\u00e3o por escolas de samba que tem S\u00e3o Jorge como padroeiro, caso da Est\u00e1cio de S\u00e1, da Unidos de Padre Miguel e do Imp\u00e9rio Serrano.<\/p>\n<p>O servidor p\u00fablico Carlos S\u00e3o Pedro chama a aten\u00e7\u00e3o para a sintonia de S\u00e3o Jorge com a cultura popular do Rio de Janeiro. &#8220;O carioca est\u00e1 precisando de alguma coisa a mais. O estado est\u00e1 um pouco solto, largado. E o carioca \u00e9 muito religioso. Todo mundo procura uma f\u00e9. Eu achei a minha f\u00e9 depois que conheci S\u00e3o Jorge. E ele tem essa liga\u00e7\u00e3o com o povo, porque S\u00e3o Jorge \u00e9 celebrado com samba e com cerveja. Ele traz a umbanda e o candombl\u00e9. Ent\u00e3o favorece a mistura do povo e faz essa festa maravilhosa&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Carlos vai a Quintino todos os anos e distribui santinhos com frases de S\u00e3o Jorge. &#8220;Tudo que eu pe\u00e7o a ele, sempre tenho gra\u00e7a, sempre tenho gl\u00f3ria. A m\u00ednima forma de eu retribuir \u00e9 propagando o seu nome. Ano que vem, se Deus e S\u00e3o Jorge quiserem, estarei aqui de novo&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Esse compromisso anual com o 23 de abril mobiliza n\u00e3o apenas cat\u00f3licos como tamb\u00e9m adeptos de religi\u00f5es de matriz africana espalhados por toda a cidade. A estudante J\u00e9ssica Cristina, candomblecista, conta que frequenta os festejos desde crian\u00e7a e destaca o sincretismo religioso. O pai dela mora a um quarteir\u00e3o da Par\u00f3quia de S\u00e3o Jorge e na entrada do im\u00f3vel foi colocada a imagem do santo diante de oferendas.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s celebramos todo ano, fazemos nossa feijoada. Felizmente aqui \u00e9 um espa\u00e7o de toler\u00e2ncia. E deve ser assim. Tem gente que critica o candombl\u00e9 sem nem procurar conhec\u00ea-lo. O candombl\u00e9 s\u00f3 busca o bem&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para os cat\u00f3licos, S\u00e3o Jorge \u00e9 s\u00edmbolo da for\u00e7a de Deus na luta em favor dos povos exclu\u00eddos e marginalizados. Ele \u00e9 personagem de diversas hist\u00f3rias medievais que perduraram no tempo e que inclui o famoso relato do combate a um drag\u00e3o. Na umbanda e no candombl\u00e9, ele costuma ser associado a Ox\u00f3ssi e a Ogum, respectivamente, orix\u00e1s da ca\u00e7a e da guerra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os anos, o bairro de Quintino, na zona norte do Rio de Janeiro, assiste \u00e0 peregrina\u00e7\u00e3o de uma multid\u00e3o no feriado estadual de 23 de abril. 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