{"id":207738,"date":"2019-05-05T07:13:19","date_gmt":"2019-05-05T10:13:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=207738"},"modified":"2019-05-05T07:13:19","modified_gmt":"2019-05-05T10:13:19","slug":"tecnologia-entra-firme-para-alavancar-moda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/tecnologia-entra-firme-para-alavancar-moda\/","title":{"rendered":"Tecnologia entra firme para alavancar moda"},"content":{"rendered":"<p>Uma interessante pesquisa est\u00e1 tratando de uma quest\u00e3o que est\u00e1 transformando os neg\u00f3cios de moda: o uso da tecnologia em diferentes etapas da cadeia.\u00a0Para falar da produ\u00e7\u00e3o, o desafio \u00e9 imenso, pois a cadeia de valor \u00e9 fragmentada e desintegrada geograficamente. Mas qual a causa deste encadeamento de terceirizados e quarteirizados?<\/p>\n<p>Primeiro, a produ\u00e7\u00e3o de roupas \u00e9 intensiva em m\u00e3o-de-obra, o que gera uma busca global por redu\u00e7\u00e3o de custo. Segundo, porque, al\u00e9m de intensiva, a produ\u00e7\u00e3o tende a requerer certo n\u00edvel de especializa\u00e7\u00e3o. Por exemplo, produzir um jeans 5 pocket requer maquin\u00e1rio e treinamento muito diferente do que produzir uma camisa de seda. E, por \u00faltimo, o mercado \u00e9 sazonal e as especializa\u00e7\u00f5es requeridas para cada conjunto de tend\u00eancias a cada cole\u00e7\u00e3o muda.<\/p>\n<p>Com isso, h\u00e1 uma grande flutua\u00e7\u00e3o do que uma marca precisa oferecer no mercado e, como sempre busca ser mais competitiva, tende a flutuar entre fornecedores (na Europa e EUA, elas fazem atrav\u00e9s de grandes players globais de sourcing, que administram uma rede de subcontratados, principalmente no sudeste asi\u00e1tico).<\/p>\n<p>Onde entra a tecnologia nisso? Aos poucos surgem solu\u00e7\u00f5es de maior automa\u00e7\u00e3o, em especial em malharia retil\u00ednea. Isso pode virar a mesa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maneira como as pe\u00e7as s\u00e3o criadas e produzidas, mudando este sistema de subcontrata\u00e7\u00e3o infinita. Mas ainda n\u00e3o sabemos bem como isso vai se desenvolver, pois h\u00e1 muito a evoluir neste ponto.<\/p>\n<p>Outro aspecto sobre o qual a tecnologia vem tocando a moda de maneira disruptiva \u00e9 a forma como os dados cruzados de vendas, produtos e feedbacks de clientes s\u00e3o utilizados para melhor a estrat\u00e9gia de marketing das marcas. Diversas empresas est\u00e3o cada vez mais engajadas nesta quest\u00e3o, e elas est\u00e3o atuando com diferentes modelos de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Temos as marcas de moda que est\u00e3o \u00e0 frente na constru\u00e7\u00e3o de suas plataformas de intelig\u00eancias de dados (BI) para entender quais produtos t\u00eam mais chance de vender e, com isso, ajudar a triar as cria\u00e7\u00f5es dos estilistas. No Brasil, existe a Amaro como um grande case deste tipo de aposta. A marca usa atributos (tags) para clusterizar os produtos, relacionando-os com as vendas, organiza feedbacks de clientes de forma a realizar an\u00e1lises estat\u00edsticas sobre a relev\u00e2ncia de cada informa\u00e7\u00e3o, entre outras evolu\u00e7\u00f5es no tratamento da massa de dados que se pode obter atualmente com o varejo online. Esses dados s\u00e3o usados para estrat\u00e9gia de cria\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amentos de produtos, precifica\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e tantas outras dimens\u00f5es do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Outro modelo de neg\u00f3cios \u00e9 o de empresas que trabalham com modelos de vendas recorrentes, como assinaturas, envolvendo coleta de feedbacks de clientes. Bons exemplos s\u00e3o a Rent The Runway e Stitch Fix, que t\u00eam como base de sua proposta de valor o servi\u00e7o de personal stylist. Para funcionar, o cliente j\u00e1 come\u00e7a inserindo uma s\u00e9rie de dados e prefer\u00eancias, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es sobre sua rotina de uso de pe\u00e7as de roupas e acess\u00f3rios. As plataformas continuam coletando feedbacks para melhorar o servi\u00e7o e, com isso, constroem uma massa de dados gigantesca sobre toda a sua base de usu\u00e1rios. Para quantos outros neg\u00f3cios isso pode valer muito? Al\u00e9m da tecnologia para processar estas informa\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m oferece-las para quem mais possa se interessar, os dados em si s\u00e3o uma grande oportunidade!<\/p>\n<p>Finalmente, um terceiro modelo de neg\u00f3cios deste tipo de aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia na moda s\u00e3o as empresas de software e BI que prestam servi\u00e7os para empresas de moda, gerenciando seus dados e propondo a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o precisas para cada cliente, especialmente nos ambientes virtuais, mas que tamb\u00e9m podem envolver experi\u00eancias em ambientes f\u00edsicos, o que fortalece o v\u00ednculo com a moda.<\/p>\n<p>As lojas \u201ctradicionais\u201d s\u00e3o o \u00faltimo ponto que precisamos destacar como frentes de mudan\u00e7a da moda com a tecnologia. Elas est\u00e3o cada vez menos tradicionais \u00e0 medida que recebem provadores inteligentes, que reconhecem o produto que voc\u00ea levou para experimentar, oferecendo alternativas de cores e tamanhos, al\u00e9m de propor outros produtos para combinar. No Brasil, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel experimentar este tipo de tecnologia, que envolve a identifica\u00e7\u00e3o do produto por RFID no provador, na loja da Hering do Shopping Morumbi. Estivemos l\u00e1 com o grupo de alunos da Antwerp Management School que est\u00e1 em um m\u00f3dulo do mestrado de International Fashion Management na FAAP. Na ocasi\u00e3o, experimentamos o provador e a vitrine inteligentes.<\/p>\n<p>Em solu\u00e7\u00f5es mais maduras, os produtos podem ser comprados no pr\u00f3prio provador, e serem retirados na loja ou enviados \u00e0 casa do cliente. Al\u00e9m de pr\u00e1tico, tamb\u00e9m \u00e9 uma maneira de perder a desist\u00eancia das vendas na fila do caixa, o que est\u00e1 estimado em um ter\u00e7o nas lojas f\u00edsicas e mais da metade dos produtos que v\u00e3o para os carrinhos nas lojas virtuais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da tecnologia para a venda, as lojas novas buscam proporcionar ao cliente um ambiente rico em experi\u00eancia, o que complementa a conveni\u00eancia da compra virtual com a cria\u00e7\u00e3o de relacionamento emocional, al\u00e9m de fortalecer o v\u00ednculo com as marcas. Realidade aumentada e ambientes instagram\u00e1veis est\u00e3o entre os favoritos deste tipo de tecnologia, comprovando que o mix de f\u00edsico e virtual \u00e9 o que mais desperta interesse.<\/p>\n<p>Ou seja, a tecnologia entrou em todas as partes do neg\u00f3cio de moda, mas o sentimento \u00e9 que ainda estamos longe de tirar todo o seu potencial. Al\u00e9m disso, moda \u00e9 sobre mudan\u00e7a de comportamento e de desejos da sociedade, de forma que os dados do passado n\u00e3o s\u00e3o o suficiente para tratar o futuro. Sempre haver\u00e1 algum espa\u00e7o para a cria\u00e7\u00e3o e a subjetividade. Como esta rela\u00e7\u00e3o vai acontecer no futuro? N\u00e3o sabemos, mas o caminho \u00e9 muito interessante!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma interessante pesquisa est\u00e1 tratando de uma quest\u00e3o que est\u00e1 transformando os neg\u00f3cios de moda: o uso da tecnologia em diferentes etapas da cadeia.\u00a0Para falar da produ\u00e7\u00e3o, o desafio \u00e9 imenso, pois a cadeia de valor \u00e9 fragmentada e desintegrada geograficamente. Mas qual a causa deste encadeamento de terceirizados e quarteirizados? 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