{"id":208574,"date":"2019-05-22T11:46:23","date_gmt":"2019-05-22T14:46:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=208574"},"modified":"2019-05-22T14:50:00","modified_gmt":"2019-05-22T17:50:00","slug":"paciente-de-esclerose-tera-tratamento-de-graca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/paciente-de-esclerose-tera-tratamento-de-graca\/","title":{"rendered":"Paciente com esclerose ter\u00e1 tratamento de gra\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Pacientes do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) que sofrem de esclerose m\u00faltipla e fazem uso da subst\u00e2ncia betainterferona-1A subcut\u00e2nea, produzida pela empresa Merck, receberam em 2019 mais de 476 mil seringas desse medicamento com embalagem do Instituto de Tecnologia em Imunobiol\u00f3gicos da Funda\u00e7\u00e3o Instituto Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos\/Fiocruz).<\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o gratuita do rem\u00e9dio pelo SUS com embalagem de Bio-Manguinhos \u00e9 uma das etapas do processo de transfer\u00eancia de tecnologia resultante da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), estabelecida pelo governo federal em 2015 pela Bio-Manguinhos, Merck e Bionovis. Quando o acordo foi firmado, a estimativa de economia aos cofres p\u00fablicos era de R$27 milh\u00f5es, em 7 anos.<\/p>\n<p>A parceria prev\u00ea que o medicamento ser\u00e1 totalmente produzido no Brasil, a partir da transfer\u00eancia do princ\u00edpio ativo da Merck para Bio-Manguinhos e Bionovis, em prazo de dez anos, a partir da assinatura do acordo, isto \u00e9, at\u00e9 2025. Apesar de a betainterferona-1A continuar sendo fabricada pela Merck sob o nome comercial Rebif, com destino ao mercado privado, a distribui\u00e7\u00e3o para o SUS ocorre desde mar\u00e7o deste ano em nova embalagem.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade entregou 68.520 seringas de 22 mcg (microgramas) de bateinterferona 1A e 407.636 seringas de 44 mcg. De acordo com a vice-diretora de Qualidade de Bio-Manguinhos, Rosana Cuber, a pr\u00f3xima entrega da medica\u00e7\u00e3o, vai depender da demanda. &#8220;O minist\u00e9rio fica com esse medicamento em estoque&#8221;.<\/p>\n<p>Rosane conta que, como o instituto \u00e9 um laborat\u00f3rio p\u00fablico, o objetivo \u00e9 produzir e oferecer produtos para o SUS. &#8220;Ele \u00e9 um medicamento do componente especializado. N\u00e3o \u00e9 um medicamento barato, n\u00e3o&#8221;, disse. Fora do SUS, o pre\u00e7o desse medicamento no mercado varia de R$ 10.980 a R$ 11.900, para embalagem com 12 seringas de 22 mcg, e de R$ 11.900 a R$ 13.418, para embalagem de 12 seringas de 44 mcg.<\/p>\n<p>O rem\u00e9dio \u00e9 de uso semanal, mas dependendo de cada paciente, o m\u00e9dico pode receitar mais de uma dose por semana. De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o Brasil tem hoje, aproximadamente, 35 mil mil pacientes com esclerose m\u00faltipla, dos quais 16 mil s\u00e3o tratados pelo SUS.<\/p>\n<p>No Brasil, para ter direito a receber o medicamento gratuitamente, os pacientes t\u00eam de ser cadastrados pelas assist\u00eancias farmac\u00eauticas. A betainterferona-1A faz parte dos medicamentos especiais de alto custo considerados Componentes Especiais da Assist\u00eancia Farmac\u00eautica (Ceaf).<\/p>\n<p>Segundo Rosane, quando o paciente tem o diagn\u00f3stico de esclerose m\u00faltipla, ele recebe uma prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica para o rem\u00e9dio e, de acordo com a necessidade, t\u00eam uma frequ\u00eancia distinta para retirar a medica\u00e7\u00e3o na farm\u00e1cia especializada dos estados. &#8220;A prescri\u00e7\u00e3o fica presa na farm\u00e1cia. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade faz esse controle a partir do cadastro desses pacientes. A\u00ed, eles recebem, na periodicidade definida, qual \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o \u2013 se \u00e9 de 22 mcg ou de 44 mcg \u2013, e a frequ\u00eancia que v\u00e3o pegar&#8221;.<\/p>\n<p>A vice-diretora de Qualidade explicou que a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo prev\u00ea o registro do medicamento pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) com o nome Rebif, pela Merck, e com o nome Betainterferona 1-A, por Bio-Manguinhos. &#8220;Ent\u00e3o, a gente tem o nosso registro porque passa a incorporar etapas produtivas nacionais. Ele muda de nome por conta disso&#8221;.<\/p>\n<p>A esclerose m\u00faltipla, ou EM, \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, inflamat\u00f3ria, do sistema nervoso central, incapacitante, que afeta cerca de 2,3 milh\u00f5es de pessoas no mundo, com maior incid\u00eancia em adultos jovens. Os sintomas mais comuns incluem vis\u00e3o turva, dorm\u00eancia ou formigamento dos membros e problemas com for\u00e7a e coordena\u00e7\u00e3o. As formas reincidentes de EM s\u00e3o as mais comuns.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pacientes do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) que sofrem de esclerose m\u00faltipla e fazem uso da subst\u00e2ncia betainterferona-1A subcut\u00e2nea, produzida pela empresa Merck, receberam em 2019 mais de 476 mil seringas desse medicamento com embalagem do Instituto de Tecnologia em Imunobiol\u00f3gicos da Funda\u00e7\u00e3o Instituto Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos\/Fiocruz). 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