{"id":208667,"date":"2019-05-24T00:04:52","date_gmt":"2019-05-24T03:04:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=208667"},"modified":"2019-05-24T01:38:59","modified_gmt":"2019-05-24T04:38:59","slug":"homofobia-e-crime-racista-e-nao-se-fala-mais-nisso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/homofobia-e-crime-racista-e-nao-se-fala-mais-nisso\/","title":{"rendered":"Homofobia \u00e9 crime de racismo. Ponto final"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quarta (23) maioria de seis votos a favor da criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia como forma de racismo. Apesar do placar da vota\u00e7\u00e3o, o julgamento foi suspenso e ser\u00e1 retomado no dia 5 de junho.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, a Corte est\u00e1 declarando a omiss\u00e3o do Congresso em aprovar a mat\u00e9ria e determinado que o crime de racismo seja enquadrado nos casos de agress\u00f5es contra o p\u00fablico LGBT (l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) at\u00e9 que a norma seja aprovada pelo Parlamento.<\/p>\n<p>O julgamento come\u00e7ou em fevereiro e foi retomado nesta tarde com as manifesta\u00e7\u00f5es da ministra Rosa Weber e do ministro Luiz Fux, tamb\u00e9m favor\u00e1veis \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o. Com os votos de Weber e Fux, ficou formada a maioria com os votos de Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Lu\u00eds Roberto Barroso, al\u00e9m do relator, Celso de Mello.<\/p>\n<p>Em seu voto, Rosa Weber entendeu que a Constitui\u00e7\u00e3o obrigou o Congresso a aprovar medidas para punir comportamentos discriminat\u00f3rios, que inclui as condutas direcionadas \u00e0 comunidade LGBT. Segundo a ministra, o comando constitucional n\u00e3o \u00e9 cumprido desde a promulga\u00e7\u00e3o da Carta Magna, em 1988.<\/p>\n<p>&#8220;A mora do Poder Legislativo em cumprir a determina\u00e7\u00e3o que lhe foi imposta est\u00e1 devidamente demonstrada. A exist\u00eancia de projetos de lei n\u00e3o afasta a mora inconstitucional, que somente se d\u00e1 com a efetiva conclus\u00e3o do processo legislativo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Em seguida Fux tamb\u00e9m concordou com a tese de morosidade do Congresso e afirmou que as agress\u00f5es contra homossexuais n\u00e3o s\u00e3o fatos isolados. &#8220;A homofobia se generalizou, muito embora, quando o STF julgou a uni\u00e3o homoafetiva, as cenas de viol\u00eancia expl\u00edcita homof\u00f3bicas diminu\u00edram&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O caso \u00e9 discutido na A\u00e7\u00e3o a Direta de Inconstitucionalidade por Omiss\u00e3o (ADO) n\u00ba 26 e no Mandado de Injun\u00e7\u00e3o n\u00ba 4.733, a\u00e7\u00f5es protocoladas pelo PPS e pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileiras de Gays, L\u00e9sbicas e Transg\u00eaneros (ABGLT) e das quais s\u00e3o relatores os ministros Celso de Mello e Edson Fachin.<\/p>\n<p>As entidades defendem que a minoria LGBT deve ser inclu\u00edda no conceito de &#8220;ra\u00e7a social&#8221;, e os agressores, punidos na forma do crime de racismo, cuja conduta \u00e9 inafian\u00e7\u00e1vel e imprescrit\u00edvel. A pena varia entre um e cinco anos de reclus\u00e3o, de acordo com a conduta.<\/p>\n<p>Na abertura da sess\u00e3o de hoje, por maioria de votos, a Corte decidiu continuar o julgamento mesmo diante da delibera\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) do Senado Federal, que aprovou ontem (22) a mesma mat\u00e9ria, tipificando condutas preconceituosas contra pessoas LGBT.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quarta (23) maioria de seis votos a favor da criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia como forma de racismo. Apesar do placar da vota\u00e7\u00e3o, o julgamento foi suspenso e ser\u00e1 retomado no dia 5 de junho. 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