{"id":208753,"date":"2019-05-26T09:45:43","date_gmt":"2019-05-26T12:45:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=208753"},"modified":"2019-05-26T09:45:43","modified_gmt":"2019-05-26T12:45:43","slug":"toda-crianca-sonha-em-voar-como-albertinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/toda-crianca-sonha-em-voar-como-albertinho\/","title":{"rendered":"Toda crian\u00e7a sonha em voar como Albertinho"},"content":{"rendered":"<p>O desejo de voar sempre permeou o imagin\u00e1rio das crian\u00e7as. Tem aquelas que sonham estar voando e aquelas que, sim, juram que j\u00e1 levantaram voo. Com Albertinho foi diferente. Primeiro, ele encontrou um livro m\u00e1gico na biblioteca do pai. Por fora, parecia uma enciclop\u00e9dia \u2013 era grosso, de capa dura. Por dentro, trazia o mundo de Alberto Santos-Dumont. A obra fisga o menino e abre caminho para um sonho. Nele, Albertinho entra com Bart\u00f4, seu cachorro, no antigo celeiro abandonado da fazenda onde mora, se depara com quatro das m\u00e1quinas voadoras criadas pelo famoso aviador e descobre que elas voam com a for\u00e7a da imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 para o universo de Santos-Dumont que a jornalista Luciana Garbin nos leva em Albertinho e Suas Incr\u00edveis M\u00e1quinas Voadoras, lan\u00e7amento da Editora Letras do Brasil, com ilustra\u00e7\u00f5es de Marcos M\u00fcller. O livro nasceu da vontade de Luciana de apresentar o aviador e suas descobertas \u00e0s crian\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cEm uma \u00e9poca em que o Brasil era conhecido apenas pela produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, Santos-Dumont foi at\u00e9 o centro cultural do planeta, a Fran\u00e7a, mostrar que um brasileiro podia se destacar tamb\u00e9m na ci\u00eancia. Al\u00e9m disso, v\u00e1rios outros conceitos hoje valorizados, como tecnologia, design e empreendedorismo, ele j\u00e1 colocava em pr\u00e1tica. Em geral, as crian\u00e7as aprendem na escola que Santos-Dumont inventou o 14 Bis e virou o \u2018pai da avia\u00e7\u00e3o\u2019, mas ele fez muito mais do que isso\u201d, conta Luciana, que \u00e9 curadora da exposi\u00e7\u00e3o Santos-Dumont na Cole\u00e7\u00e3o Brasiliana Ita\u00fa, que foi inaugurada em S\u00e3o Paulo em 2016 e desde ent\u00e3o percorre o Brasil.<\/p>\n<p>Ao acordar do sonho, Albertinho corre at\u00e9 o celeiro e mal acredita no que v\u00ea: as m\u00e1quinas voadoras continuam l\u00e1. Admirado, observa com aten\u00e7\u00e3o cada uma delas. O leitor \u00e9, ent\u00e3o, apresentado \u00e0s incr\u00edveis m\u00e1quinas Brasil, n.\u00ba 6, 14 Bis e Lib\u00e9lula \u2013 esta \u00faltima, considerada sua obra-prima. Albertinho fica louco para compartilhar a descoberta e convida o melhor amigo, Pedro, filho do maquinista da fazenda de seu pai, e a irm\u00e3 Vivi para conhec\u00ea-las. Est\u00e1 formada a turma que, com Bart\u00f4, vai se aventurar por locais que guardam profundas rela\u00e7\u00f5es com Santos-Dumont.<\/p>\n<p>Mas comecemos pela fazenda, o primeiro lugar explorado. O menino combina com os amigos de fazer um voo teste, com a m\u00e1quina Brasil, num dia em que seu pai e o irm\u00e3o seguiriam para a esta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria e, de l\u00e1, at\u00e9 Campinas. A ideia \u00e9 acompanhar, do c\u00e9u, a locomotiva pelo caminho da estrada de ferro. Pedro checa se o cesto, as cordas e a seda est\u00e3o em ordem, como Albertinho lhe ensinara depois de ler o livro m\u00e1gico. \u00c9 Bart\u00f4 quem puxa as cordas do bal\u00e3o. Albertinho conta at\u00e9 dez e j\u00e1 est\u00e1 entre as nuvens. O garoto imagina que o trem tem um teto de vidro e que seu pai e o irm\u00e3o podem v\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Depois do sucesso do voo teste, as crian\u00e7as passam a sonhar mais alto. Primeiro, um piquenique no c\u00e9u, cada um em uma incr\u00edvel m\u00e1quina voadora. Depois, Paris. Albertinho e Vivi viajam \u00e0 capital francesa e d\u00e3o a volta na Torre Eiffel com o n.\u00ba6. Feito semelhante rendeu a Santos-Dumont, em 1901, o Pr\u00eamio Deutsch. Pela primeira vez o homem provava que era poss\u00edvel dirigir um ve\u00edculo no ar, sem depender da dire\u00e7\u00e3o dos ventos.<\/p>\n<p>Elas v\u00e3o tamb\u00e9m a Nova York, onde encontram o inventor Thomas Edison, com quem Santos-Dumont tamb\u00e9m esteve, a um circo e \u00e0s Cataratas do Igua\u00e7u. Apesar de as crian\u00e7as dizerem que tudo n\u00e3o passa de imagina\u00e7\u00e3o, Luciana Garbin salpica d\u00favidas pelo caminho.<\/p>\n<p>Conex\u00f5es. A hist\u00f3ria traz muitas outras rela\u00e7\u00f5es com a de Santos-Dumont, a come\u00e7ar pelo nome do protagonista. Mas n\u00e3o para por a\u00ed. Albertinho mora em uma fazenda no interior paulista e tem fei\u00e7\u00f5es comuns ao aviador, al\u00e9m de um chap\u00e9u. E h\u00e1 refer\u00eancias mais sutis, para bons conhecedores. Vivi foi inspirada em Virg\u00ednia, irm\u00e3 do aviador, e Pedro era um dos melhores amigos de Santos-Dumont na inf\u00e2ncia. Bart\u00f4 homenageia Bartolomeu de Gusm\u00e3o, tamb\u00e9m inventor.<\/p>\n<p>Em uma mistura de literatura e informa\u00e7\u00e3o, o livro apresenta dados hist\u00f3ricos da vida e dos feitos de Santos-Dumont, em um quadro no p\u00e9 das p\u00e1ginas.<\/p>\n<p>Albertinho e suas Incr\u00edveis M\u00e1quinas Voadoras prioriza o texto, em linguagem simples, gostosa, que flui como um voo. Para criar os personagens e as m\u00e1quinas, Marcos M\u00fcller usou colagens e desenhos, numa jun\u00e7\u00e3o de realidade e imagina\u00e7\u00e3o. Os leitores conhecer\u00e3o as m\u00e1quinas como eram na \u00e9poca de Santos-Dumont, gra\u00e7as a fotografias. M\u00fcller fez desenhos e tamb\u00e9m aplicou texturas feitas com giz de cera e aquarela. O teste caseiro, conta o ilustrador, ficou a cargo da filha Lorena, de 5 anos, que o ajudou a encontrar o tom dos personagens e tamb\u00e9m na produ\u00e7\u00e3o de detalhes, feitos em massinha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desejo de voar sempre permeou o imagin\u00e1rio das crian\u00e7as. Tem aquelas que sonham estar voando e aquelas que, sim, juram que j\u00e1 levantaram voo. Com Albertinho foi diferente. Primeiro, ele encontrou um livro m\u00e1gico na biblioteca do pai. Por fora, parecia uma enciclop\u00e9dia \u2013 era grosso, de capa dura. 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