{"id":20897,"date":"2014-08-28T08:16:07","date_gmt":"2014-08-28T11:16:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=20897"},"modified":"2014-08-28T23:03:38","modified_gmt":"2014-08-29T02:03:38","slug":"grandes-cidades-brasileiras-jogam-fora-40-da-agua-para-consumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/grandes-cidades-brasileiras-jogam-fora-40-da-agua-para-consumo\/","title":{"rendered":"Grandes cidades brasileiras jogam fora 40% da \u00e1gua para o consumo humano"},"content":{"rendered":"<p>A cada 10 litros de \u00e1gua tratada nas 100 maiores cidades do pa\u00eds, 3,9 litros (39,4%) se perdem em vazamentos, liga\u00e7\u00f5es clandestinas e outras irregularidades. O \u00edndice de perda chega a 70,4% em Porto Velho e 73,91% em Macap\u00e1. Os n\u00fameros s\u00e3o do Ranking do Saneamento, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es sobre Saneamento de 2012.<\/p>\n<p>O estudo considerou a perda no faturamento, ou seja, a diferen\u00e7a entre a \u00e1gua produzida\u00a0 e a efetivamente cobrada dos clientes. De acordo com o instituto, o indicador de refer\u00eancia para a perda de \u00e1gua por faturamento \u00e9 15%. Dos 100 munic\u00edpios da lista, quatro t\u00eam n\u00edvel de perda menor ou igual ao patamar. Em 11 deles, as perdas superam 60% da \u00e1gua produzida.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente executivo da entidade, \u00c9dison Carlos, as perdas se refletem diretamente na capacidade de investimento das empresas e podem comprometer a expans\u00e3o e qualidade dos servi\u00e7os. \u201cA perda \u00e9 um reflexo da gest\u00e3o da empresa. Qualquer autoridade que pensa em saneamento como um neg\u00f3cio, teria que atacar as perdas. Quando a empresa tem perdas muito altas, n\u00e3o consegue nem custear o pr\u00f3prio servi\u00e7o\u201d, avaliou. \u201cQualquer litro de \u00e1gua recuperado \u00e9 um litro a mais que ele vai receber\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Apesar dos registros, os munic\u00edpios fazem pouco para reduzir as perdas de \u00e1gua por faturamento, de acordo com o estudo. Entre 2011 e 2012, mais da metade das cidades pesquisadas (51) n\u00e3o reduziu em nada as perdas ou at\u00e9 piorou os resultados no per\u00edodo. Segundo o Trata Brasil, os n\u00fameros sugerem que \u201cdiminuir perdas de \u00e1gua n\u00e3o vem sendo uma prioridade entre os munic\u00edpios brasileiros\u201d.<\/p>\n<p>Apenas 10% dos munic\u00edpios analisados na pesquisa registraram melhoria de mais de 10% na redu\u00e7\u00e3o de perdas de \u00e1gua. Em m\u00e9dia, de acordo com o levantamento, a melhora nas perdas dos munic\u00edpios ficou em 0,05% na compara\u00e7\u00e3o entre 2011 e 2012.<\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es, segundo Carlos, variam de acordo com o tamanho e as caracter\u00edsticas de cada munic\u00edpio. Em cidades com \u00edndices de perda muito elevados, por exemplo, a instala\u00e7\u00e3o de equipamentos como controladores de vaz\u00e3o e press\u00e3o tem reflexos r\u00e1pidos na perda por vazamentos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao saneamento, o <em>ranking<\/em> mostra que, nos 100 maiores munic\u00edpios do pa\u00eds, 92,2% da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua tratada. Em 22 das cidades, o atendimento chega a 100%, atingindo a universaliza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>No entanto, os dados de coleta e tratamento de esgoto s\u00e3o bem inferiores. A m\u00e9dia de popula\u00e7\u00e3o atendida por coleta de esgoto nas cidades avaliadas \u00e9 62,46%. Os n\u00fameros do tratamento s\u00e3o ainda menores: em m\u00e9dia, 41,32% do esgoto do grupo de maiores cidades do pa\u00eds \u00e9 tratado. Entre as 10 cidades com piores \u00edndices no quesito, tr\u00eas s\u00e3o capitais: Bel\u00e9m, Cuiab\u00e1 e Porto Velho, sendo que as duas \u00faltimas t\u00eam tratamento de esgoto nulo.<\/p>\n<p>Considerando acesso \u00e0 \u00e1gua, coleta e tratamento de esgoto e o \u00edndice de perdas, o estudo fez um ranking com os 20 munic\u00edpios com melhores e os 20 com piores resultados em saneamento. Al\u00e9m disso, o instituto tra\u00e7ou uma perspectiva de universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os nos pr\u00f3ximos 20 anos, como quer o governo federal, com base na evolu\u00e7\u00e3o dos indicadores entre 2008 e 2012.<\/p>\n<p>Entre as 20 cidades com melhores resultados, todas atingiram ou atingir\u00e3o a meta nos pr\u00f3ximos anos. No entanto, nos 20 munic\u00edpios com piores notas, entre eles seis capitais, apenas um deve atingir a universaliza\u00e7\u00e3o se o ritmo de melhoria se mantiver. \u201c\u00c9 um dado preocupante, na medida em que a gente tem uma meta clara para duas d\u00e9cadas\u201d, avaliou \u00c9dison Carlos.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente do Trata Brasil, a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 ser\u00e1 revertida se as pol\u00edticas de saneamento entrarem na agenda de prioridades dos gestores p\u00fablicos e a popula\u00e7\u00e3o pressionar por avan\u00e7os no setor. \u201cTem que ser prioridade, principalmente dos prefeitos, mesmo as cidades em que os servi\u00e7os s\u00e3o operados por empresas estaduais. Isso n\u00e3o tira a responsabilidade dos prefeitos, que t\u00eam que brigar por metas mais r\u00e1pidas e mais amplas. \u00c9 preciso foco\u201d, avaliou. \u201cO eleitor, o cidad\u00e3o, tem que cobrar. \u00c9 investimento, n\u00e3o \u00e9 milagre\u201d, comparou.<\/p>\n<p><strong>Luana Louren\u00e7o, ABr<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada 10 litros de \u00e1gua tratada nas 100 maiores cidades do pa\u00eds, 3,9 litros (39,4%) se perdem em vazamentos, liga\u00e7\u00f5es clandestinas e outras irregularidades. O \u00edndice de perda chega a 70,4% em Porto Velho e 73,91% em Macap\u00e1. 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