{"id":209151,"date":"2019-06-02T11:17:08","date_gmt":"2019-06-02T14:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=209151"},"modified":"2019-06-02T16:11:14","modified_gmt":"2019-06-02T19:11:14","slug":"baixo-rio-branco-roraima-onde-o-brasil-e-esquecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/baixo-rio-branco-roraima-onde-o-brasil-e-esquecido\/","title":{"rendered":"Baixo Rio Branco, Roraima. Onde o Brasil \u00e9 esquecido"},"content":{"rendered":"<p>Pronto, chegamos! O rel\u00f3gio apontava 6:30 da manh\u00e3 do s\u00e1bado, 25 de maio, quando Raimundinho, comandante do barco Dom Alfredon, anunciava a chegada ao fim do mundo. Ou melhor, o come\u00e7o. Pois, os limites planet\u00e1rios beiram Ushuaia, na Terra do Fogo, extremo sul da Am\u00e9rica do Sul. Xixua\u00fa, por sua vez, o lugar ribeirinho onde amarramos a embarca\u00e7\u00e3o, \u00e9 apenas um ponto situado \u00e0s margens do rio Jauaperi, cercado de \u00e1guas e florestas, nas fronteiras meridionais do estado de Roraima com o noroeste do estado do Amazonas.<\/p>\n<p>No dia anterior hav\u00edamos percorrido tr\u00eas lugarejos tamb\u00e9m espremidos entre o rio e a selva. Cada um com suas peculiaridades amaz\u00f4nicas. Um deles, Bela Vista, porque a vista \u00e9 bela, despertou nossa curiosidade por v\u00e1rios motivos. Primeiro a limpeza dos quintais e das 12 casas, todas pertencendo \u00e0 mesma fam\u00edlia. O chefe do cl\u00e3 e pastor, tamb\u00e9m dono da \u00fanica mercearia, estava ausente no momento da visita. Ali, os visitantes s\u00e3o t\u00e3o raros, que logo apareceu uma menina de cinco anos, de vestido e cabelo tran\u00e7ado, perguntando, sorridente, onde deveria tomar a vacina. T\u00e3o logo soube que era uma equipe de professores, aumentou o sorriso e a alegria estampada no rosto.<\/p>\n<p>Em uma das casas sobre palafitas, assim como as demais resid\u00eancias, uma paca, \u00f3rf\u00e3 de pai e m\u00e3e, dividia um dos quartos com uma das meninas. Havia um m\u00eas e meio que a comunidade estava imersa no escuro da floresta porque o gerador a diesel estava quebrado. No mundo das trevas do Baixo Rio Branco os mortos s\u00e3o sepultados na selva, ou transportados para outro povoado \u00e0 jusante onde h\u00e1 cemit\u00e9rios.<\/p>\n<p>O barco transporta uma equipe de ge\u00f3grafos da 2\u00aa expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Universidade Federal de Roraima a uma das mais remotas regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia: o Baixo Rio Branco. Mas, desta vez, subimos at\u00e9 o alto curso do rio Jauaperi, afluente do Negro, ap\u00f3s singrarmos rios, igarap\u00e9s, lagos, furos e paran\u00e3s. \u201cFazer uma viagem como esta \u00e9 ter o privil\u00e9gio de conhecer um Brasil que poucos conhecem\u201d, na reflex\u00e3o do fot\u00f3grafo Roberto Caleffi.<\/p>\n<p>A comunidade de Xixua\u00fa, com 60 habitantes, entre crian\u00e7as jovens, adultos e idosos estava desfalcada, como as outras visitadas no dia anterior. Motivo: era s\u00e1bado, dia de festa de Santa Rita de C\u00e1ssia, padroeira de Moura, lugarejo e entreposto localizado na margem direita do rio Negro, na rota Manaus-Barcelos. Para l\u00e1 seguiram dezenas de embarca\u00e7\u00f5es do Baixo Rio Branco em busca mais do profano e menos do religioso. No evento est\u00e3o reunidas equipes de futebol masculinas e femininas, bingo, tiro ao alvo, pau de sebo, desfiles das \u201cmisses\u201d e bebida, muita bebida.<\/p>\n<p>O Bioma Amaz\u00f4nico possui uma riqueza inestim\u00e1vel nos milhares de ecossistemas reunidos, que guardam a biodiversidade e a maior reserva h\u00eddrica da Terra. Uns dizem que a Amaz\u00f4nia \u00e9 patrim\u00f4nio mundial. Outros afirmam que a Hil\u00e9ia pertence aos brasileiros. Por\u00e9m, h\u00e1 controv\u00e9rsias.<\/p>\n<p>Na pequenina Xixua\u00fa, como in\u00fameros outros lugarejos amaz\u00f4nicos, empoderamento dos nativos \u00e9 coisa que n\u00e3o existe. No povoado, o poder \u00e9 compartilhado entre dois estrangeiros, um escoc\u00eas e uma espanhola. E a eles, quase como s\u00faditos, prestam servi\u00e7os os residentes. No cora\u00e7\u00e3o da \u201cterra de ningu\u00e9m\u201d, resistem como podem os chamados \u201cpovos da floresta\u201d, as esquecidas comunidades ribeirinhas, formadas de \u00edndios, caboclos e aventureiros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-209155 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/vanni-1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"602\" \/><\/p>\n<p>A Hil\u00e9ia Amaz\u00f4nica \u00e9 um mundo sem fim, cuja riqueza vegetal, animal, mineral e h\u00eddrico \u00e9 imposs\u00edvel ser dimensionada. Na reflex\u00e3o de Madalena Cavalcante, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Rond\u00f4nia, \u201ccada parte da Amaz\u00f4nia que eu conhe\u00e7o, percebo que a desconhe\u00e7o e sempre me deslumbra a maneira como o ribeirinho descomplica a vida\u201d. Todavia, a Amaz\u00f4nia brasileira, com seus 5.000.000 km\u00b2, est\u00e1 entregue \u00e0s baratas desde tempos imemoriais. Em outras palavras, \u00e9 um imenso covil dos exploradores madeireiros, mineradores, pescadores e grandes latifundi\u00e1rios, e, entre estes, os grileiros contumazes. Ainda assim, \u201cem todas as comunidades ribeirinhas que visitamos, percebi que as pessoas s\u00e3o alegres e vibrantes como a natureza da floresta e do rio\u201d, conforme observou a consultora socioambiental Claudia Neu.<\/p>\n<p>O Projeto Baixo Rio Branco: potencialidades e viv\u00eancias, da Universidade Federal de Roraima, com apoio do Programa Nacional de Coopera\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica na Amaz\u00f4nia, mant\u00e9m em curso a segunda expedi\u00e7\u00e3o explorat\u00f3ria, com o objetivo de conhecer e vivenciar experi\u00eancias, junto aos povos ancestrais e popula\u00e7\u00f5es tradicionais do Baixo Rio Branco, na por\u00e7\u00e3o sul do estado de Roraima. Para Ant\u00f4nio Veras, coordenador do Projeto, \u201cas comunidades ribeirinhas revelam uma Amaz\u00f4nia rica em saberes e viveres culturais que precisam ser preservadas\u201d. Mas, a preserva\u00e7\u00e3o dos bens naturais e do patrim\u00f4nio cultural \u00e9 quase uma utopia no Baixo Rio Branco.<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o do Baixo Rio Branco \u00e9 a mais isolada do estado de Roraima, onde foram criadas cinco unidades de conserva\u00e7\u00e3o: o Parque Nacional Viru\u00e1, a Reserva Ecol\u00f3gica do Niqui\u00e1, a Floresta Nacional Anau\u00e1, a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Baixo Rio Branco e a Reserva Extrativista do Baixo Rio Branco \u2013 Jauaperi. O entorno das unidades de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 habitado pelos grupos ind\u00edgenas Yanomami e Waimiri-Atroari, ao passo que no interior e bordas das \u00e1reas protegidas vivem as popula\u00e7\u00f5es tradicionais ribeirinhas, cujo acesso, na maioria das vezes, somente \u00e9 poss\u00edvel pelo ar ou pela \u00e1gua. Por via fluvial, centenas de quil\u00f4metros de \u00e1guas fluem diante da \u00ednfima fiscaliza\u00e7\u00e3o e policiamento. Neste \u201cpara\u00edso das \u00e1guas\u201d impera a lei dos mais fortes.<\/p>\n<p>\u00c9 a lei da selva.<\/p>\n<p>Distante das pol\u00edticas p\u00fablicas em n\u00edvel federal, estadual e municipal, porque a regi\u00e3o tem poucos votos, na express\u00e3o de uma lideran\u00e7a pol\u00edtica, o Baixo Rio Branco jaz no abandono e no esquecimento, dependendo quase t\u00e3o somente das sinergias e arranjos produtivos locais. Nos per\u00edodos eleitorais os pol\u00edticos surgem como do nada, para depois desaparecerem feito fuma\u00e7a.<\/p>\n<p>Santa Maria do Boia\u00e7u, um microcentro regional, com 700 moradores, onde falta quase tudo, \u00e9 a mais bem servida de equipamentos e servi\u00e7os. No porto, n\u00e3o existe um simples trapiche para atracamento das embarca\u00e7\u00f5es. Os barcos estacionam amarrados uns aos outros ou nas toras flutuantes para este fim. No lugar do p\u00eder uma grande vo\u00e7oroca amea\u00e7a engolir a rampa de acesso ao povoado. E o povoado.<\/p>\n<p>Dois m\u00e9dicos \u201csem fronteiras\u201d, um peruano e outro cubano, se reversam a cada quinze dias, para receitar rem\u00e9dios para press\u00e3o, diabetes, soro antiof\u00eddico, e acompanhar os partos. Ginecologista e obstetra nem pensar. O pr\u00e9-natal e os partos das ribeirinhas est\u00e3o aos cuidados das parteiras no restante das comunidades ribeirinhas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-209158 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/vanni-2-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"808\" height=\"609\" \/><\/p>\n<p>No logradouro principal, situado entre o hospital e a escola municipal, uma pilha de postes parcialmente cobertos pelo matagal serve como assentos para os residentes captarem os t\u00eanues sinais da internet livre. Como as cobras rastejam livremente pelas ruas, as lanternas s\u00e3o equipamentos indispens\u00e1veis aos moradores. Sem falar nas on\u00e7as, que, de quando em quando, devoram os cachorros mais atrevidos.<\/p>\n<p>Pois bem. Nessa pequena localidade e nos povoados menores das cercanias ocorre o fen\u00f4meno da invas\u00e3o dos \u00edndios Yanomami.<\/p>\n<p>A migra\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas para os povoados e s\u00edtios do Baixo Rio Branco \u00e9 decorr\u00eancia dos cortes nos recursos federais na Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio \u2013 Funai e da press\u00e3o dos garimpeiros no territ\u00f3rio ind\u00edgena, sobretudo nas regi\u00f5es do alto e baixo rio Catrimani.<\/p>\n<p>Aproveitando a correnteza das enchentes de abril a agosto, os \u00edndios descem remando durante dias at\u00e9 um lugar onde possam ser acolhidos. S\u00e3o fam\u00edlias formadas de adultos e crian\u00e7as, fazendo supor que os jovens e velhos permanecem nas aldeias, garantindo a posse do lugar de origem. Poucos falam a l\u00edngua portuguesa e a maioria somente o idioma nativo. Os ind\u00edgenas se instalam nas casas de farinha, galp\u00f5es, casas abandonadas, s\u00edtios e acampamentos improvisados na floresta pr\u00f3xima aos povoados. As atividades de labuta mais comuns dos \u00edndios s\u00e3o a limpeza dos ro\u00e7ados, dos s\u00edtios, dos quintais e a derrubada e queima da mata para dar lugar \u00e0s pastagens, por encomenda do \u201cpatr\u00e3o\u201d. Fato corriqueiro \u00e9 encontrar os ind\u00edgenas, s\u00f3s ou em grupos, perambulando pelas ruas dos povoados mendigando roupas e alimentos.<\/p>\n<p>A primeira viagem explorat\u00f3ria da UFRR ocorreu em outubro do ano passado, quando sete pesquisadores, a bordo de dois barcos pequenos e fr\u00e1geis, apelidados \u201cvoadeiras\u201d, percorreram a regi\u00e3o durante 11 dias, navegando por 1100 km de rios, lagos e igarap\u00e9s. Na oportunidade, visitamos oito comunidades ribeirinhas, umas dependendo das outras e todas subservientes aos grandes centros regionais, mesorregionais e microrregionais, de Boa Vista, Caracara\u00ed e Santa Maria do Boia\u00e7u (Roraima); Manaus, Barcelos, Novo Air\u00e3o e Moura (Amazonas). A min\u00fascula equipe formada por tr\u00eas pesquisadores, os ge\u00f3grafos Ant\u00f4nio Veras, Giovanni Seabra e Sandra Lauriano (Instituto de Geoci\u00eancias \/ Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia da UFRR); o jornalista \u00c9der Rodrigues, o fot\u00f3grafo Roberto Caleffi, os auxiliares t\u00e9cnicos M\u00e1rio e Ruben Caleffi e o \u201cpiloteiro\u201d Toco, conseguiram alcan\u00e7ar resultados bastante satisfat\u00f3rios, mesmo dormindo nas praias fluviais, embaixo das \u00e1rvores, galp\u00f5es e escolas, e sujeitos \u00e0s picadas dos \u201ccarapan\u00e3s\u201d e, pasmem, ataques de morcegos.<\/p>\n<p>Tr\u00eas membros da equipe foram mordidos pelos hemat\u00f3fagos em Saca\u00ed, enquanto dormiam nas redes penduradas numa marcenaria. Depois descobrimos que os morcegos haviam \u201cbatizado\u201d quase todos os moradores de Saca\u00ed. Fato absolutamente normal.<\/p>\n<p>A segunda expedi\u00e7\u00e3o, em andamento, programada para o per\u00edodo de 15 a 31 de maio do corrente ano visitou 16 vilarejos ribeirinhos. Integram a equipe agora ampliada, al\u00e9m dos expedicion\u00e1rios da viagem anterior, um pesquisador da Universidade Federal de Roraima, tr\u00eas pesquisadores da Universidade de Rond\u00f4nia, uma gestora ambiental e uma consultora socioambiental. Somem-se a estes seis tripulantes da embarca\u00e7\u00e3o, totalizando dezoito navegantes, lembrando, de longe, um \u201cbig brother\u201d flutuante.<\/p>\n<p>Durante as duas viagens, aplicamos dezenas de question\u00e1rios e entrevistas formais e informais com os comunit\u00e1rios, servindo de suporte para a elabora\u00e7\u00e3o do primeiro diagn\u00f3stico, ainda insipiente, e a ser publicado, registrando como vivem, ou sobrevivem os \u201cEsquecidos do Baixo Rio Branco\u201d. Esquecidos, vale salientar, porque as a\u00e7\u00f5es dos munic\u00edpios n\u00e3o chegam, os projetos do governo do estado n\u00e3o atingem e os programas federais n\u00e3o alcan\u00e7am. Registros fotogr\u00e1ficos e filmagens agregaram realismo aos cen\u00e1rios amaz\u00f4nicos f\u00edsicos e humanos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-209154 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/vanni-3-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"594\" height=\"788\" \/><\/p>\n<p>N\u00e3o fosse a aus\u00eancia do atendimento m\u00e9dico odontol\u00f3gico em quase todas as comunidades visitadas, agravado pelo ensino fundamental estadual e municipal inexistente ou de p\u00e9ssima qualidade, podemos assegurar que os micron\u00facleos de povoamento ribeirinho s\u00e3o econ\u00f4mica e socialmente sustent\u00e1veis. Os medicamentos s\u00e3o feitos das ra\u00edzes, cascas, folhas e flores das plantas nativas, e o alimento abundante prov\u00e9m do rio, da floresta e dos ro\u00e7ados. Mesmo convivendo com os per\u00edodos de seca, quando os rios se reduzem a filetes de \u00e1gua contornando extensos areais, ou no inverno, per\u00edodo em que as chuvas torrenciais provocam grandes enchentes alagando os vilarejos, os povos ribeirinhos permanecem inabal\u00e1veis. Pois, para todo e qualquer desafio sempre encontram uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na concep\u00e7\u00e3o do professor da Universidade de S\u00e3o Paulo, o ge\u00f3grafo Wagner Ribeiro, \u201co mais importante nessa expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 descobrir que moram pessoas nos lugares mais remotos da Amaz\u00f4nia e que precisam de apoio para manter o seu modo de vida sustent\u00e1vel\u201d. Por serem assim, est\u00e3o entre os povos mais felizes do mundo, porque as brincadeiras de crian\u00e7as persistem e os trabalhos comunit\u00e1rios ocupam os membros das fam\u00edlias de todas as idades. Noventa por cento dos entrevistados preferem viver onde est\u00e3o, ao inv\u00e9s de irem morar em outra localidade ou cidade, pois receiam n\u00e3o encontrar trabalho, tampouco lugar para morar, ou o que comer. Segundo o \u201cseu Careca\u201d de Santa Maria Velha, \u201caqui n\u00e3o tem supermercado, mas tem o peixe, tem o a\u00e7a\u00ed, tem a castanha, tem a farinha, tem a ca\u00e7a, tem tudo que a gente precisa pra viver. Al\u00e9m do mais, a casa e o barco s\u00e3o feitos com a madeira que a floresta oferece, e de gra\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Terminado o trabalho em Xixua\u00fa, a 2\u00aa expedi\u00e7\u00e3o ao Baixo Rio Branco inicia o lento regresso com destino a Caracara\u00ed. S\u00e3o mais sete dias subindo o rio Branco. Devemos acrescentar outros 140 km trafegando na rodovia 174 at\u00e9 o destino final, Boa Vista. Pr\u00f3xima parada Moura, porque \u00e9 dia da prociss\u00e3o. Ave Santa Rita de C\u00e1ssia!<\/p>\n<p><strong>** Mat\u00e9ria alteradas \u00e0s 16h09 para corre\u00e7\u00f5es apontadas por leitores.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pronto, chegamos! O rel\u00f3gio apontava 6:30 da manh\u00e3 do s\u00e1bado, 25 de maio, quando Raimundinho, comandante do barco Dom Alfredon, anunciava a chegada ao fim do mundo. Ou melhor, o come\u00e7o. Pois, os limites planet\u00e1rios beiram Ushuaia, na Terra do Fogo, extremo sul da Am\u00e9rica do Sul. Xixua\u00fa, por sua vez, o lugar ribeirinho onde [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":209153,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[95],"class_list":["post-209151","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-capa"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=209151"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209151\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":209172,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209151\/revisions\/209172"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/209153"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=209151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=209151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=209151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}