{"id":209452,"date":"2019-06-08T00:39:12","date_gmt":"2019-06-08T03:39:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=209452"},"modified":"2019-06-08T18:41:18","modified_gmt":"2019-06-08T21:41:18","slug":"palmeiras-onde-cantam-os-sabias-teriam-ararinhas-de-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/palmeiras-onde-cantam-os-sabias-teriam-ararinhas-de-volta\/","title":{"rendered":"Palmeiras onde cantam os sabi\u00e1s ter\u00e3o volta de ararinhas"},"content":{"rendered":"<p>O Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) e a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), da Alemanha, firnaram hoje (7) um acordo que oficializa a vinda de 50 ararinhas-azuis do pa\u00eds europeu para o Brasil. A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) pertence \u00e0 caatinga e entrou em extin\u00e7\u00e3o em outubro de 2000, por ser alvo de ca\u00e7adores e traficantes de animais.<\/p>\n<p>Essas pr\u00e1ticas ilegais, juntamente com a destrui\u00e7\u00e3o do bioma, fizeram com que, de uma d\u00e9cada para outra, restasse somente um exemplar da ave, em 1990. Na d\u00e9cada de 1980, expedicion\u00e1rios identificaram tr\u00eas ararinhas-azuis e, em nova busca, 10 anos depois, a \u00faltima remanescente foi localizada, acendendo o alerta de ambientalistas.<\/p>\n<p>De acordo com o ICMBio, existem hoje pelo mundo 163 exemplares da ave. Todos os esp\u00e9cimes vivem fora de seu habitat natural, ou seja, em cativeiro.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie \u00e9 considerada end\u00eamica da regi\u00e3o de Cura\u00e7\u00e1, interior da Bahia, ou seja, desenvolve-se de forma natural somente naquele territ\u00f3rio. Para receber os animais, que devem chegar em novembro, o ICMBio est\u00e1 concluindo, em parceria com diversas entidades, a constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o, no munic\u00edpio baiano, e espera que a soltura na natureza ocorra entre 2020 e 2024.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, expedicion\u00e1rios identificaram tr\u00eas ararinhas-azuis e, em nova busca, dez anos depois, a \u00faltima remanescente foi localizada, acendendo o alerta de ambientalistas. A esp\u00e9cie \u00e9 considerada end\u00eamica da regi\u00e3o de Cura\u00e7\u00e1, interior da Bahia, ou seja, se desenvolve de forma natural somente naquele territ\u00f3rio. Para receber os animais, que devem chegar em novembro, o ICMBio est\u00e1 concluindo, em parceria com diversas entidades, a constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o, no munic\u00edpio baiano, e espera que a soltura na natureza tenha ocorra entre 2020 e 2024.<\/p>\n<p>Segundo Hugo Verc\u00edlio, analista ambiental da autarquia, o acordo de coopera\u00e7\u00e3o n\u00e3o conta com verba do governo federal, que oferece somente o suporte t\u00e9cnico ao projeto. Entre os parceiros, est\u00e3o, al\u00e9m da ONG alem\u00e3 ACTP, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a Sociedade para a Conserva\u00e7\u00e3o das Aves do Brasil (SAVE Brasil), o Criadouro Fazenda Cachoeira, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>A reintrodu\u00e7\u00e3o das ararinhas-azuis j\u00e1 havia sido anunciada em setembro do ano passado. A medida faz parte do Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional da Conserva\u00e7\u00e3o da Ararinha-azul (PAN Ararinha-azul), que foi estabelecido em 2012, pelo ICMBio, e j\u00e1 tem trazido resultados.<\/p>\n<p>Desde 2009, o n\u00famero de esp\u00e9cimes dobrou. O total, em 2000, era de 53 e subiu para 108 em 2014. Para 2020, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que haja 166 aves no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para Verc\u00edlio, a reintrodu\u00e7\u00e3o das aves no Brasil tem um car\u00e1ter especial, ao ser anunciada este ano, quando se completam 200 anos da descoberta da esp\u00e9cie. O achado ocorreu em Juazeiro, cidade localizada a 94 quil\u00f4metros de Cura\u00e7\u00e1. O processo de devolu\u00e7\u00e3o das ararinhas-azuis ao ambiente natural \u00e9 &#8220;algo muito dif\u00edcil&#8221;, mas \u00e9 tamb\u00e9m, pelo ineditismo do fato, &#8220;um marco hist\u00f3rico&#8221;, disse Verc\u00edlio.<\/p>\n<p>Em junho do ano passado, o presidente Michel Temer oficializou a cria\u00e7\u00e3o da \u00c1rea e Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) da Ararinha-Azul, de 90 mil hectares, e o Ref\u00fagio de Vida Silvestre (Revis) da Ararinha-Azul, com cerca de 30 mil hectares, situados em Juazeiro e Cura\u00e7\u00e1.<\/p>\n<p>De acordo com Camile Lugarini, tamb\u00e9m analista ambiental do ICMBio, os locais t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o receber os esp\u00e9cimes da ave e promover sua prote\u00e7\u00e3o. Outra miss\u00e3o das equipes \u00e9 difundir \u00e0 comunidade local atividades que sigam os princ\u00edpios do desenvolvimento sustent\u00e1vel, como o ecoturismo, para que tenham maior consci\u00eancia de seu impacto na fauna e na flora que coexistem com ela. &#8220;Essas unidades foram criadas h\u00e1 um ano e a gente j\u00e1 tem um engajamento local para a cria\u00e7\u00e3o de um conselho gestor e de um plano de manejo para as unidades de conserva\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Camile acrescentou que, ao planejar o centro de reprodu\u00e7\u00e3o e reintrodu\u00e7\u00e3o da ararinha-azul, em Cura\u00e7\u00e1, levou-se em considera\u00e7\u00e3o o curso dos riachos Melancia e Barra Grande. &#8220;Foi feito um buffer [zona de amortecimento] ao redor desses riachos, porque a mata ciliar que acompanha esses riachos tempor\u00e1rios \u00e9 muito importante para a manuten\u00e7\u00e3o das ararinhas-azuis&#8221;, disse. &#8220;N\u00e3o \u00e9 em toda a caatinga que h\u00e1 a caraibeira [onde as ararinhas instalam seus ninhos], ao longo dos riachos tempor\u00e1rios, e sim em algumas partes, e algumas dessas partes est\u00e3o dentro das unidades de conserva\u00e7\u00e3o&#8221;, disse a analista ambiental.<\/p>\n<p>A ararinha-azul distingue-se dos demais psitac\u00eddeos por caracter\u00edsticas como a colora\u00e7\u00e3o de suas penas e a estrutura das asas, que s\u00e3o mais longas e estreitas do que as dos demais animais da fam\u00edlia \u00e0 qual pertence, como periquitos, araras e papagaios. A ave mede pouco mais da metade de uma arara azul, movimenta suas asas de forma mais lenta e tem o costume de se empoleirar sobre galhos secos de \u00e1rvores altas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) e a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), da Alemanha, firnaram hoje (7) um acordo que oficializa a vinda de 50 ararinhas-azuis do pa\u00eds europeu para o Brasil. 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