{"id":209604,"date":"2019-06-11T01:20:57","date_gmt":"2019-06-11T04:20:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=209604"},"modified":"2019-06-11T07:23:25","modified_gmt":"2019-06-11T10:23:25","slug":"quem-canta-samba-tambem-conta-conto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/quem-canta-samba-tambem-conta-conto\/","title":{"rendered":"Quem canta samba tamb\u00e9m conta conto"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 2018 foi t\u00e3o surpreendente que reflex\u00f5es sobre o per\u00edodo j\u00e1 come\u00e7am a surgir. \u00c9 o caso de 2018: Cr\u00f4nicas de um Ano At\u00edpico (Kapulana), de Martinho da Vila, e Sobre Lutas e L\u00e1grimas (Record), de M\u00e1rio Magalh\u00e3es. Em ambos, h\u00e1 fatos comuns porque extraordin\u00e1rios, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, a pris\u00e3o do ex-presidente Lula, a derrota do Brasil na Copa da R\u00fassia e a campanha que elegeu Jair Bolsonaro presidente.<\/p>\n<p>Martinho da Vila teve ainda outro motivo, mais feliz: a comemora\u00e7\u00e3o de seus 80 anos. Em seu livro, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o em alternar coment\u00e1rios diretos sobre os fatos que dominavam o notici\u00e1rio no momento da escrita e cr\u00f4nicas aparentemente atemporais e ambientadas em lugares longe do foco da m\u00eddia, mas cujas entrelinhas revelam a preocupa\u00e7\u00e3o do escritor com seu cotidiano.<\/p>\n<p>\u201cInicialmente, pensei em registrar os bons momentos, as coisas boas que aconteceram nos meus 80 anos, mas escrevi as alegres e as tristes\u201d, disse Martinho ao Estado. Ele dividiu o livro em 12 partes, cada uma representando um m\u00eas do ano. E, a partir de sua percep\u00e7\u00e3o, o leitor consegue medir os diferentes graus de fervura que marcaram o ano passado. Assim, de janeiro e fevereiro, pode-se dizer que foram meses mornos, com Martinho j\u00e1 mencionando as primeiras homenagens que recebeu ao longo de 2018 por conta de seu anivers\u00e1rio, em 12 de fevereiro. \u00c9 nesse per\u00edodo tamb\u00e9m que ele faz as primeiras refer\u00eancias ao escritor Lima Barreto. \u201cA obra dele \u00e9 importante literariamente\u201d, explica. \u201cE me inspiro em Lima quando escrevo sobre o dia a dia.\u201d<\/p>\n<p>O ano come\u00e7a a se tornar at\u00edpico com o assassinato de Marielle Franco, em mar\u00e7o. Martinho anota que esse m\u00eas, ao lado de abril, foram p\u00e9ssimos para o Pa\u00eds \u2013 ao crime, junta-se a pris\u00e3o de Lula. Os dias passam e a situa\u00e7\u00e3o continua cr\u00edtica: \u201cMaio tamb\u00e9m foi horr\u00edvel e junho foi triste\u201d, anota ele. Um respiro foi um grande evento ocorrido no Teatro Clara Nunes, no Rio, no qual Martinho celebrou as bodas de prata com sua mulher Cl\u00e9o.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 desclassificado da Copa, com Neymar deixando a R\u00fassia com a fama arranhada. O Pa\u00eds tamb\u00e9m come\u00e7a a viver a aventura da elei\u00e7\u00e3o presidencial \u2013 sobre a elei\u00e7\u00e3o de Bolsonaro, ali\u00e1s, Martinho a descreve como \u201cuma zebra inimagin\u00e1vel pelos caciques da pol\u00edtica\u201d. Mesmo assim, Martinho n\u00e3o se deixa abater: \u201cPenso nas not\u00edcias ruins de uma forma otimista, pois creio que podemos melhorar o que est\u00e1 ruim\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2018 foi t\u00e3o surpreendente que reflex\u00f5es sobre o per\u00edodo j\u00e1 come\u00e7am a surgir. \u00c9 o caso de 2018: Cr\u00f4nicas de um Ano At\u00edpico (Kapulana), de Martinho da Vila, e Sobre Lutas e L\u00e1grimas (Record), de M\u00e1rio Magalh\u00e3es. 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