{"id":209869,"date":"2019-06-18T01:05:10","date_gmt":"2019-06-18T04:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=209869"},"modified":"2019-06-18T01:05:10","modified_gmt":"2019-06-18T04:05:10","slug":"unb-mostra-a-brasilia-de-8-mil-anos-atras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/unb-mostra-a-brasilia-de-8-mil-anos-atras\/","title":{"rendered":"UnB mostra a Bras\u00edlia de 8 mil anos atr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p>Com 61 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos j\u00e1 identificados, o Distrito Federal tem ainda muito a aprender com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e, em especial, com sua pr\u00e9-hist\u00f3ria. Com esse esp\u00edrito, foi inaugurada nesta segeunda (17) a exposi\u00e7\u00e3o Arqueologia e Habitantes da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria, no Museu de Geoci\u00eancias da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>Organizada em parceria com o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan), a exposi\u00e7\u00e3o tem dois m\u00f3dulos tem\u00e1ticos. O primeiro, com elementos do patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico do Distrito Federal, mostra que a regi\u00e3o \u00e9 ocupada h\u00e1 mil\u00eanios. Entre os itens expostos h\u00e1 artefatos e instrumentos de pedra fabricados h\u00e1 mais de 8,4 mil anos, como machados, picaretas, raspadores, facas, serrotes, amoladores, pesos de rede e pontas de flechas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a primeira vez que est\u00e3o sendo expostos fragmentos de cer\u00e2micas de vasilhames encontrados no DF, que teve tanto grupos de ca\u00e7adores-coletores, h\u00e1 cerca de 11 mil anos, como agricultores ceramistas, h\u00e1 cerca de 2 mil anos\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil a arque\u00f3loga do Iphan-DF Margareth Souza.<\/p>\n<p>Segundo Margareth, a exposi\u00e7\u00e3o marca a passagem da salvaguarda do acervo para o Museu de Geoci\u00eancias da UnB. O acervo servir\u00e1 tamb\u00e9m para pesquisas acad\u00eamicas. \u201cA partir do estudo dessas pe\u00e7as, \u00e9 poss\u00edvel obter informa\u00e7\u00f5es sobre o processo de povoamento, as rotas de migra\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o, tecnologias utilizadas, alimenta\u00e7\u00e3o, domestica\u00e7\u00e3o de plantas para agricultura e planta\u00e7\u00f5es\u201d, explicou a arque\u00f3loga.<\/p>\n<p>De acordo com Margareth, o formato das vasilhas, por exemplo, pode indicar quais alimentos eram consumidos e o processo de prepara\u00e7\u00e3o de alimentos como milho e mandioca. Para a arque\u00f3loga, h\u00e1 muito o que aprender sobre os povos que viviam h\u00e1 s\u00e9culos ou mil\u00eanios no DF. \u201cAinda n\u00e3o sabemos de forma precisa quais grupos viviam aqui no DF, entre negr\u00f3ides e asi\u00e1ticos&#8221;, disse ela. \u201cPrecisamos comparar o passado com o presente para prevermos nosso futuro\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Margareth alertou que a urbaniza\u00e7\u00e3o da cidade precisa levar em considera\u00e7\u00e3o a import\u00e2ncia dessas descobertas para o conhecimento do ser humano sobre a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Ela informou que uma das metas do Iphan \u00e9 criar o Museu de Arqueologia no Setor de Habita\u00e7\u00f5es do S\u00e3o Bartolomeu. \u201cEsse museu precisa sair do papel porque h\u00e1 muito o que encontrar por ali\u201d, justificou a arque\u00f3loga.<\/p>\n<p><strong>Santa Catarina<\/strong><br \/>\nO segundo m\u00f3dulo tem\u00e1tico da exposi\u00e7\u00e3o apresenta 173 pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas coletadas em Santa Catarina pelo padre e arque\u00f3logo Jo\u00e3o Alfredo Rohr em s\u00edtios localizado nos munic\u00edpios de Florian\u00f3polis, Balne\u00e1rio de Cambori\u00fa, Jaguaruna, Laguna, Itapiranga e Urubici. Entre as pe\u00e7as h\u00e1 artefatos que eram usados h\u00e1 cerca de 12 mil anos por grupos de ca\u00e7adores-coletores e de agricultores vinculados a etnias Tupi-Guarani e Itarar\u00e9-Taquara e do povo J\u00ea (Xokleng e Kaiangang).<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 80, o padre doou o material que havia coletado para o Museu da Academia Nacional da Pol\u00edcia Federal, em Bras\u00edlia, com o objetivo de ajudar policiais a reconhecerem pe\u00e7as desse tipo, caso sejam obtidas em meio a opera\u00e7\u00f5es policiais. Desde 2016, as pe\u00e7as faziam parte da Reserva T\u00e9cnica do Museu da Academia Nacional da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n<p>No acervo cedido pelo padre, h\u00e1 o cr\u00e2nio de um indiv\u00edduo de mand\u00edbula robusta que, pelas caracter\u00edsticas dent\u00e1rias tinha uma dieta alimentar com atrito. A partir da reconstru\u00e7\u00e3o facial feita no cr\u00e2nio foi poss\u00edvel concluir que o indiv\u00edduo tinha ascend\u00eancia asi\u00e1tica.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o no Museu de Geoci\u00eancias da UnB apresenta tamb\u00e9m o meteorito de Sanclerl\u00e2ndia, um dos maiores j\u00e1 encontrados no Brasil, com 279 quilogramas \u2013 recolhido em 1971 no estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com 61 s\u00edtios arqueol\u00f3gicos j\u00e1 identificados, o Distrito Federal tem ainda muito a aprender com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e, em especial, com sua pr\u00e9-hist\u00f3ria. Com esse esp\u00edrito, foi inaugurada nesta segeunda (17) a exposi\u00e7\u00e3o Arqueologia e Habitantes da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria, no Museu de Geoci\u00eancias da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). 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