{"id":210218,"date":"2019-06-25T17:50:43","date_gmt":"2019-06-25T20:50:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=210218"},"modified":"2019-06-25T20:41:33","modified_gmt":"2019-06-25T23:41:33","slug":"seguranca-privada-fecha-100-mil-postos-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/seguranca-privada-fecha-100-mil-postos-no-pais\/","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a privada fecha 100 mil postos no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel pela prote\u00e7\u00e3o de escolas, hospitais, ind\u00fastrias, com\u00e9rcios, bancos e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, a seguran\u00e7a privada perdeu cerca de 100 mil postos de trabalho nos \u00faltimos cinco anos. Os n\u00fameros s\u00e3o da VI Edi\u00e7\u00e3o do Estudo do Setor da Seguran\u00e7a Privada, da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguran\u00e7a e Transporte de Valores (Fenavist).<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados nesta ter\u00e7a-feira (25), no primeiro dia da ISC Brasil 2019, a 14\u00aa Feira e Confer\u00eancia Internacional de Seguran\u00e7a, que acontece at\u00e9 27 de junho, na capital paulista.<\/p>\n<p>Em 2014, eram 654.899 trabalhadores no setor. No ano passado, o n\u00famero chegou a 553.905. A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foi pior porque depois de tr\u00eas anos consecutivos em queda, em 2018 o setor registrou um crescimento de menos de um por cento (0,98%). De acordo com o estudo, a forte crise econ\u00f4mica dos \u00faltimos anos afetou diretamente o setor. V\u00e1rios contratantes fecharam as portas.<\/p>\n<p>A queda no faturamento \u00e9 um outro aspecto que comprova o encolhimento do setor. No ano passado, as empresas de seguran\u00e7a, vigil\u00e2ncia, escolta armada, transporte de valores e cursos de forma\u00e7\u00e3o receberam pelos servi\u00e7os prestados, segundo estimativas, R$ 33,767 bilh\u00f5es, quase R$ 1 bilh\u00e3o a menos que em 2017, que j\u00e1 havia registrado queda em rela\u00e7\u00e3o a 2016. O estudo ressalta que os valores n\u00e3o correspondem ao lucro e incluem gastos com sal\u00e1rios, impostos, encargos sociais e outros.<\/p>\n<p>\u201cNa edi\u00e7\u00e3o anterior do levantamento, o indicativo j\u00e1 era de queda no n\u00famero de trabalhadores, o que foi provocado pela redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de contratantes devido \u00e0 crise econ\u00f4mica. A queda no faturamento era uma consequ\u00eancia natural\u201d, disse o presidente da Fenavist, Jeferson Naz\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para ele, os n\u00fameros mostram que apesar do aumento da criminalidade, o setor segue em queda. &#8220;A crise veio quebrar o mito de que a seguran\u00e7a privada cresce com a criminalidade&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com Jeferson, os resultados n\u00e3o s\u00e3o ruins apenas para o segmento e para a economia do pa\u00eds, mas tamb\u00e9m para o governo. \u201cMais de 80% do faturamento do segmento retorna para os governos municipal, estadual e federal em impostos e encargos sociais. Somos respons\u00e1veis por cerca 0,5% do PIB do Brasil. Logo, o governo tem arrecadado menos tamb\u00e9m. Al\u00e9m disso, s\u00e3o menos vigilantes nas ruas ajudando a garantir a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o, e permitindo que os policiais atuem onde de fato s\u00e3o necess\u00e1rios, que \u00e9 na seguran\u00e7a ostensiva\u201d, disse.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do presidente da Fenavist, a automa\u00e7\u00e3o no setor de seguran\u00e7a n\u00e3o afeta o segmento. &#8220;A tecnologia vem somar, n\u00e3o vem diminuir, porque o homem, na \u00e1rea de seguran\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 afastado da a\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a m\u00e1quina vem para ajudar a fazer uma cobertura maior e uma a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de quem est\u00e1 monitorando. Ent\u00e3o a gente entende que isso vem a agregar e n\u00e3o a afetar na diminui\u00e7\u00e3o de postos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Estatuto<\/strong><br \/>\nSegundo o presidente da Fenavist, a aprova\u00e7\u00e3o do Estatuto da Seguran\u00e7a Privada poderia minimizar a queda no setor. &#8220;Estamos ansiosos com a aprova\u00e7\u00e3o do estatuto, que agora est\u00e1 na Comiss\u00e3o de Assuntos Sociais do Senado, que \u00e9 a \u00faltima esfera para aprova\u00e7\u00e3o. Com isso, ele vem regular e fortalecer a fiscaliza\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal nas empresas, porque existe um universo de clandestinidade muito grande. Os n\u00fameros mostram que existem tr\u00eas vigilantes trabalhando na clandestinidade para cada um na formalidade&#8221;.<\/p>\n<p>O Projeto de Lei 4238\/12 re\u00fane mais de uma centena de propostas. Seguran\u00e7a em eventos, prote\u00e7\u00e3o da \u00e1rea externa de pres\u00eddios e outras propriedades militares s\u00e3o apenas algumas das atividades que o segmento poderia assumir a responsabilidade, de forma a desafogar a seguran\u00e7a p\u00fablica, como ocorre nos pa\u00edses do primeiro mundo.<\/p>\n<p>O estudo foi desenvolvido a partir do cruzamento de dados do Minist\u00e9rio da Economia, Secretaria de Previd\u00eancia Social, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Receita Federal, Pol\u00edcia Federal, entre outros. A an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es foi feita pelo Departamento de Estat\u00edstica da Fenavist.<\/p>\n<p><strong>Empresas<\/strong><br \/>\nSegundo o levantamento, em 2018, existiam 2.694 empresas autorizadas a atuarem na seguran\u00e7a privada. A Regi\u00e3o Sudeste concentra a maior parte com 1.062 empresas (39,4%), em seguida aparecem o Nordeste (593\/22,0%), o Sul (527\/19,6%), o Centro-Oeste (304\/11,3%) e o Norte (208\/7,7%).<\/p>\n<p>Do total de empresas autorizadas, 296 s\u00e3o cursos de forma\u00e7\u00e3o. O n\u00famero se manteve est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a 2014, quando existiam 297 escolas aptas a darem o curso de forma\u00e7\u00e3o de vigilantes.<\/p>\n<p>Atualmente, s\u00e3o 553.905 postos de trabalho. Tamb\u00e9m no quesito n\u00famero de trabalhadores a Regi\u00e3o Sudeste lidera. S\u00e3o 272.224 (49,1%). No nordeste s\u00e3o 111.893 (20,2%). O Sul tem 84.538 trabalhadores (15,3%). Depois, aparecem o Centro-Oeste 53.841 (9,7%) e o Norte 31.409 (5,7%).<\/p>\n<p>Do total de trabalhadores, 476 mil s\u00e3o vigilantes, e o restante dos empregados atua em outras fun\u00e7\u00f5es das empresas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel pela prote\u00e7\u00e3o de escolas, hospitais, ind\u00fastrias, com\u00e9rcios, bancos e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, a seguran\u00e7a privada perdeu cerca de 100 mil postos de trabalho nos \u00faltimos cinco anos. Os n\u00fameros s\u00e3o da VI Edi\u00e7\u00e3o do Estudo do Setor da Seguran\u00e7a Privada, da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguran\u00e7a e Transporte de Valores (Fenavist). 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