{"id":210256,"date":"2019-06-26T13:24:31","date_gmt":"2019-06-26T16:24:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=210256"},"modified":"2019-06-26T18:17:09","modified_gmt":"2019-06-26T21:17:09","slug":"juros-do-cartao-disparam-e-batem-em-300-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/juros-do-cartao-disparam-e-batem-em-300-ao-ano\/","title":{"rendered":"Juros do cart\u00e3o disparam e batem em 300% ao ano"},"content":{"rendered":"<p>Os consumidores que ca\u00edram no rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito pagaram juros um pouco mais caros em maio. A taxa m\u00e9dia do rotativo subiu 1,2 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a abril, chegando a 299,8% ao ano. Os dados foram divulgados nesta quarta (26) pelo Banco Central. A taxa m\u00e9dia \u00e9 formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.<\/p>\n<p>No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor m\u00ednimo da fatura do cart\u00e3o em dia, a taxa chegou a 279,9% ao ano em maio, aumento de 1,9 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a abril. A taxa cobrada dos consumidores que n\u00e3o pagaram ou atrasaram o pagamento m\u00ednimo da fatura (rotativo n\u00e3o regular) subiu 0,4 ponto percentual, indo para 314% ao ano.<\/p>\n<p>O rotativo \u00e9 o cr\u00e9dito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cart\u00e3o. O cr\u00e9dito rotativo dura 30 dias. Ap\u00f3s esse prazo, as institui\u00e7\u00f5es financeiras parcelam a d\u00edvida.<\/p>\n<p>Em abril de 2018, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Essa regra entrou em vigor em junho do ano passado. Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes n\u00e3o ser\u00e1 igual porque os bancos podem acrescentar \u00e0 cobran\u00e7a os juros pelo atraso e multa.<\/p>\n<p>Enquanto a taxa de juros do rotativo chegou a 299,8% ao ano, o parcelamento das d\u00edvidas do cart\u00e3o de cr\u00e9dito p\u00f4de ser feito com juros de 174,1% ao ano em maio. As taxas m\u00e9dias do cr\u00e9dito parcelado do cart\u00e3o subiram 3,3 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a abril.<\/p>\n<p><strong>Cheque especial<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 a taxa de juros do cheque especial caiu 2,4 pontos percentuais em maio, comparada a abril, e est\u00e1 em 320,9% ao ano. Mesmo com a queda no m\u00eas, o aumento no ano chegou a 8,3 pontos percentuais e a 9 pontos percentuais em 12 meses. De acordo com o Banco Central, essa taxa esteve em queda de maio a outubro do ano passado, mas essa din\u00e2mica de diminui\u00e7\u00e3o mudou devido a um aumento nas taxas pelas institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias.<\/p>\n<p>As regras do cheque especial tamb\u00e9m mudaram em julho do ano passado. Segundo a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>As taxas do cheque especial e do rotativo do cart\u00e3o s\u00e3o as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. A do cr\u00e9dito pessoal n\u00e3o consignado \u00e9 mais baixa, de 120,1% ao ano em maio, queda de 7 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a abril. A taxa do cr\u00e9dito consignado (com desconto em folha de pagamento) recuou 0,2 ponto percentual, indo para 23,2% ao ano em maio.<\/p>\n<p>A taxa m\u00e9dia de juros para as fam\u00edlias caiu 1,5 ponto percentual em maio para 44,4% ao ano. A taxa m\u00e9dia das empresas ficou em 19,5% ao ano, baixa de 0,4 ponto.<\/p>\n<p><strong>Inadimpl\u00eancia<\/strong><br \/>\nA inadimpl\u00eancia do cr\u00e9dito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas f\u00edsicas, subiu 0,1 ponto percentual e ficou em 4,8% em maio. No caso das pessoas jur\u00eddicas, o indicador se manteve em 2,7% no m\u00eas. Esses dados s\u00e3o do cr\u00e9dito livre, em que os bancos t\u00eam autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado.<\/p>\n<p>No caso do cr\u00e9dito direcionado (empr\u00e9stimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcr\u00e9dito), os juros para as pessoas f\u00edsicas oscilaram 0,1 ponto percentual para cima, para 7,8% ao ano. A taxa cobrada das empresas se manteve em 9,6% ao ano.<\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia das pessoas f\u00edsicas no cr\u00e9dito direcionado ficou est\u00e1vel em 1,8% e a das empresas subiu 0,1 ponto percentual, para 2,4%.<\/p>\n<p><strong>Saldo dos empr\u00e9stimos<\/strong><br \/>\nEm maio, o estoque de todos os empr\u00e9stimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,286 trilh\u00f5es, com expans\u00e3o de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o a abril e de 0,9% no ano. Em 12 meses, a expans\u00e3o foi de 5,5%. Esse estoque do cr\u00e9dito corresponde a 47,2% de tudo o que o pa\u00eds produz \u2013 o Produto Interno Bruto (PIB). Isso representa aumento de 0,1 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a abril, que foi de 47,1%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os consumidores que ca\u00edram no rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito pagaram juros um pouco mais caros em maio. A taxa m\u00e9dia do rotativo subiu 1,2 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a abril, chegando a 299,8% ao ano. Os dados foram divulgados nesta quarta (26) pelo Banco Central. 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