{"id":210400,"date":"2019-06-29T00:18:19","date_gmt":"2019-06-29T03:18:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=210400"},"modified":"2019-06-29T08:21:33","modified_gmt":"2019-06-29T11:21:33","slug":"pinoquio-o-livro-das-pequenas-verdades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/pinoquio-o-livro-das-pequenas-verdades\/","title":{"rendered":"Pin\u00f3quio, O Livro das Pequenas Verdades"},"content":{"rendered":"<p>A literatura infantil entrou na vida do ent\u00e3o diretor de arte Alexandre Rampazo como uma forma de extravasar o desejo de ilustrar, que parece ter nascido com esse paulistano de 48 anos que vem emplacando um livro \u2013 e um pr\u00eamio \u2013 na sequ\u00eancia de outro. No m\u00eas passado, foi premiado pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) nas categorias Melhor Livro para Crian\u00e7a e Melhor Projeto Editorial, por Se Eu Abrir Esta Porta Agora\u2026 (Sesi-SP). Dias depois, recebeu o Trof\u00e9u Monteiro Lobato de Literatura Infantil, concedido pela revista Crescer. Agora, Rampazo est\u00e1 lan\u00e7ando Pin\u00f3quio \u2013 O Livro das Pequenas Verdades (Boitat\u00e1).<\/p>\n<p>A imagem sempre esteve presente na vida de Rampazo, que publicou ao longo da carreira 64 livros, entre os autorais e os que assina como ilustrador. Primeiro, nas hist\u00f3rias em quadrinho que lia quando garoto, paix\u00e3o que herdou de um primo que guardava gibis em uma grande caixa no quarto. Depois, nas disciplinas de Publicidade, faculdade que cursou e que lhe deu a profiss\u00e3o que exerceu em grandes ag\u00eancias por dez anos. Veio ent\u00e3o a literatura infantil, por meio das sugest\u00f5es que chegavam nas listas de livros da escola das filhas e de um convite quase despretensioso para ilustrar uma primeira obra. Na \u00e9poca, o trabalho foi um jeito do diretor de arte ganhar um dinheiro extra fazendo algo que gostava. Era o fim dos anos 1990.<\/p>\n<p>As palavras tamb\u00e9m acompanharam Rampazo desde menino. Depois de descobrir os HQs do primo, passou a comprar um t\u00edtulo por m\u00eas e a trocar com dois amigos, em uma esp\u00e9cie de clube informal de HQ. Com 8 anos, come\u00e7ou a escrever suas primeiras hist\u00f3rias \u2013 e ilustr\u00e1-las. \u201cEu me alimentava das hist\u00f3rias em quadrinho e criava meus personagens\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Os livros tornaram-se mais presentes em casa quando a m\u00e3e, leitora habitual de best-sellers, assinou o C\u00edrculo do Livro, nos anos 80. Mas sua aproxima\u00e7\u00e3o com a literatura se deu mesmo perto dos 15 anos, quando um amigo lhe emprestou Cadeiras Proibidas, de Ign\u00e1cio de Loyola Brand\u00e3o. \u201cMinha cabe\u00e7a explodiu. Percebi, ent\u00e3o, que dava para contar hist\u00f3rias de um jeito diferente\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ilustrando obras de outros escritores, Rampazo foi se aproximando da literatura infantil e, ao mesmo, se desinteressando da publicidade. At\u00e9 que em 2008 publicou seu primeiro livro em que assina texto e ilustra\u00e7\u00f5es, A Menina que Procurava (Editora Larousse J\u00fanior), e um ano depois A Menina e o Vestido de Sonhos (Editora Larousse J\u00fanior). Em 2011, assinou sua primeira obra exclusivamente como escritor, Um Universo Numa Caixa de F\u00f3sforos, com ilustra\u00e7\u00f5es de C\u00e1tia Chien (Panda Books). E, tr\u00eas anos depois, A Princesa e o Pescador de Nuvens (Panda Books), livro que encerra o que pode ser considerada a primeira fase de sua carreira como autor.<\/p>\n<p>Nesses seis primeiros anos, os livros de Rampazo s\u00e3o o que \u00e9 chamado na literatura infantil de livro com ilustra\u00e7\u00e3o. O foco est\u00e1 no texto, e a hist\u00f3ria pode ser compreendida sem as ilustra\u00e7\u00f5es. E n\u00e3o s\u00f3 o autor era outro, o mercado tamb\u00e9m. \u201cEra uma \u00e9poca diferente. As editoras estavam muito abertas para receber o novo. Havia grande demanda de publica\u00e7\u00f5es, por causa das compras governamentais\u201d, afirma Rampazo.<\/p>\n<p>Depois de publicar A Princesa e o Pescador de Nuvens, Rampazo viveu um per\u00edodo de ang\u00fastia, como ele pr\u00f3prio descreve. \u201cEra um autor \u00e0 procura de uma voz\u201d, diz. No caminho por essa busca, a produ\u00e7\u00e3o ficou em suspenso. No lugar da escrita e da ilustra\u00e7\u00e3o, cursos, imers\u00f5es, inspira\u00e7\u00f5es e novas refer\u00eancias. Entraram Andr\u00e9 Neves, L\u00facia Hiratsuka, Odilon Moraes, Fernando Vilela, Ci\u00e7a Fittipaldi, Ionit Zilberman, Raquel Matsushita e Aline Abreu. \u201cNo in\u00edcio, n\u00e3o queria saber o que os outros autores faziam porque queria ser original. Hoje, penso diferente. Toda narrativa \u00e9 um deslocamento de uma narrativa anterior.\u201d<\/p>\n<p>Rampazo se abriu para o novo e encontrou sua voz no livro ilustrado, tipo de obra em que palavras e imagens se relacionam para contar a hist\u00f3ria. \u201cDescobri que n\u00e3o precisava trabalhar o texto incansavelmente e encontrei o equil\u00edbrio entre imagem e palavra. No livro ilustrado s\u00e3o outras camadas de leitura, outros alcances.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A literatura infantil entrou na vida do ent\u00e3o diretor de arte Alexandre Rampazo como uma forma de extravasar o desejo de ilustrar, que parece ter nascido com esse paulistano de 48 anos que vem emplacando um livro \u2013 e um pr\u00eamio \u2013 na sequ\u00eancia de outro. 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