{"id":211105,"date":"2019-07-10T00:02:58","date_gmt":"2019-07-10T03:02:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=211105"},"modified":"2019-07-10T06:08:53","modified_gmt":"2019-07-10T09:08:53","slug":"lama-da-barragem-vazou-antes-do-rompimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/lama-da-barragem-vazou-antes-do-rompimento\/","title":{"rendered":"Lama da barragem vazou antes do rompimento"},"content":{"rendered":"<p>Em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais que investiga a trag\u00e9dia em Brumadinho (MG), um funcion\u00e1rio da Vale afirmou que um vazamento de rejeitos no gramado da barragem que se rompeu em 25 de janeiro foi identificado pelo menos sete meses antes. Fernando Henrique Barbosa Coelho, que trabalha na mineradora h\u00e1 17 anos, disse que o epis\u00f3dio ocorreu antes da instala\u00e7\u00e3o de um dreno horizontal profundo, colocado no local em junho de 2018.<\/p>\n<p>Fernando Henrique atuava como operador mec\u00e2nico e era respons\u00e1vel pelo bombeamento de rejeitos da barragem. Seu pai, Olavo Coelho, tamb\u00e9m era empregado da Vale e morreu na trag\u00e9dia. &#8220;Meu pai trabalhava naquela mina h\u00e1 mais de 40 anos. Antes da Vale assumir, o complexo era operado pela Ferteco. Eu nasci e fui criado ali. Meu pai conhecia tudo na palma da m\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Ele contou que, no dia em que foi identificado o vazamento, buscaram seu pai em casa \u00e0s 22h40 para verificar o que estava ocorrendo. De acordo com o depoimento prestado \u00e0 CPI, Olavo teria constatado que os danos eram irrevers\u00edveis e alertou para o risco de rompimento da barragem.<\/p>\n<p>O funcion\u00e1rio disse ainda que uma empresa que ele n\u00e3o soube identificar foi contratada para fazer interven\u00e7\u00f5es na estrutura em car\u00e1ter emergencial. Ele afirmou n\u00e3o saber dizer se as devidas provid\u00eancias foram tomadas, uma vez que o local do vazamento foi isolado, mas acrescentou que a instala\u00e7\u00e3o de sirenes e a realiza\u00e7\u00e3o de treinamentos ocorreu ap\u00f3s o alerta dado por seu pai.<\/p>\n<p>Fernando contou que foi orientado por Olavo a ficar atento e chegou a se emocionar. &#8220;Meu pai falou comigo: \u2018Filho, voc\u00ea, que trabalha perto da barragem, fica na parte mais alta que aquilo est\u00e1 igual uma bomba. Aquilo vai estourar a qualquer hora. Qualquer barulho, voc\u00ea corre\u2019&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A Vale<\/strong><br \/>\nQuestionada sobre as alega\u00e7\u00f5es, a Vale afirmou em nota que nenhuma de suas inspe\u00e7\u00f5es detectou anomalias que apontassem para um risco iminente de ruptura. A mineradora disse ainda que a barragem possu\u00eda todas as declara\u00e7\u00f5es de estabilidade aplic\u00e1veis e passava por constantes auditorias externas e independentes.<\/p>\n<p>&#8220;Havia inspe\u00e7\u00f5es quinzenais, reportadas \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o, sendo a \u00faltima datada de 21 de dezembro de 2018. A estrutura passou tamb\u00e9m por inspe\u00e7\u00f5es nos dias 8 e 22 de janeiro deste ano, com registro no sistema de monitoramento da Vale&#8221;, registrou o comunicado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais que investiga a trag\u00e9dia em Brumadinho (MG), um funcion\u00e1rio da Vale afirmou que um vazamento de rejeitos no gramado da barragem que se rompeu em 25 de janeiro foi identificado pelo menos sete meses antes. 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